quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia das Mães - A Arte de Esperar




Nesta série sobre o Dia das Mães da vida real, diferente do idealizado nos comerciais de TV, vou mostrar o depoimento verídico de uma leitora por dia, sempre com pseudônimo.


Eu não acredito que uma mulher precise ter filhos para ser feliz e realizada. Há inúmeras mulheres que não têm filhos e estão tão bem ou melhores do que as outras. Mas acredito que quando bate a vontade de ser mãe, temos que fazer de tudo para realizar nosso desejo, seja pela gestação ou pela adoção. Fazer movimentos em busca do que queremos, pesquisar, planejar e agir. Ficar parado é que não leva a nada. O que conta para mim é buscar a felicidade no lugar onde acreditamos que ela esteja.


O depoimento de hoje aborda a questão da adoção planejada, pois Cecília não tentou inúmeros tratamentos, não se desgastou atrás de exames médicos. Como a gravidez não aconteceu em um tempo X de casamento, ela pensou, pesou e decidiu que a adotar era o seu caminho.








"Muita espera e muita esperança: assim tem sido meus dias. Todo sábado eu e meu marido temos um encontro, mas não é um encontro qualquer: nós vamos até uma instituição pegar a "nossa criança" para passear e depois de um dia cheio, sempre nos separamos ao anoitecer. 


Levo de volta, coloco no bercinho, dou mamadeira, o anjinho dorme e eu entro no carro e volto para casa. Falar não é fácil, vivenciar isso é pior ainda, mas até que estou me percebendo mais forte do que achei que fosse.

Em vez de ultrassom, cartão da maternidade com pezinho e álbum de fotos, tenho da minha criança uma coleção de autorizações do abrigo onde ela está temporariamente vivendo. Tenho também uma gaveta cheia dos pequenos pertences dela, fraldas, roupinhas cheirosas, brinquedinhos, lembranças...

Sim, desde pequena eu soube: nasci para casar e viver feliz para sempre. O casamento veio mais tarde do que planejei, mas valeu a pena. E mesmo com muito amor, harmonia e situação financeira estável, alguns desencontros (por conta do nosso trabalho) foi nos fazendo adiar meu desejo de ser mãe. Por outro lado, também era bom ser casalzinho, viajar, jantar, cineminha... era bom e até hoje é.

Um dia, depois dos 30, veio o desejo de ser mãe, assim do nada. Veio e ficou. O tempo passou, passou, e a cegonha não veio nos visitar. Nossa saúde ótima, mas o bebê teimando em não vir. 


A adoção era uma coisa que nenhum de nós cogitava, até que um dia foi ele quem disse: se você não engravidar, nós adotamos. Eu não concordei, afinal a regra é a gente querer se reconhecer em um filho, não é ? Ter nossa história e nosso DNA perpetuados. 
Por orientação de uma profissional e amiga, resolvemos iniciar um processo de habilitação para adoção "sem compromisso". Em uma semana, juntamos papelada (e haja papel!), e antes mesmo de protocolar o pedido na Vara da Infância e Juventude, dei de cara com um anjinho de olhos brilhantes que mudaria para sempre meu modo de encarar a maternidade e a minha vida toda.

Eu não sei o que acontecerá conosco, se poderemos adotar esta criança, se permaneceremos juntas, se ela será encaminhada a outra mãe amorosa, ou se será inserida novamente na família problemática de onde foi retirada pela justiça... Não sei se terei que me conformar e voltar para a fila de espera no Cadastro Nacional de Adoção. Nada é certo.

Não há nada mais que eu possa fazer, a não se esperar e tentar manter a serenidade (e a sanidade).


Se por um lado a gestação é uma doce espera, o trâmite de um processo judicial nada tem de poético. É sofrido, é angustiante sem medida! Eu, que nunca quis tratamento para engravidar por medo de não aguentar a ansiedade da espera, me encontro tendo que conviver com dias intermináveis aguardando um desfecho de processo. Apesar de tudo, não perco a esperança e a fé de que o melhor acontecerá.

Se puder dizer algo a quem passa pela mesma situação que nós, pediria que lutem, corram atrás do seu filho, seja através de uma gravidez ou adoção, e não desistam, mesmo quando todos te olhem e digam que é impossível."



Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade.


Amanhã haverá outro post desta série, venha ler.





Atualizado com o comentário da Fátima @gamelapresentes


"Não sabia desta possibilidade de poder retirar a criança do abrigo e depois devolvê-la.
Por mais triste que pareça, é bacana a criança poder sair dali, mesmo que seja por um dia, ir passear, comer um lanchinho, ir ao cinema, receber carinho, passear no shopping, ganhar roupinhas novas, etc.
É um sopro de vida, isto que é muito comum para nós que temos família, passeamos, temos nossos momentos de lazer, para estes pequenos é um momento mágico.
Se puder ser "madrinha" de uma criança, com o compromisso de levá-la ao menos uma vez por mês para um final de semana junto da minha família, com certeza abraçarei esta ideia. 

Estou adorando os depoimentos."



O Programa chama-se APADRINHAMENTO AFETIVO. Pesquise no google e ache o abrigo infantil mais perto de sua casa, telefone e se informe, pois há  exigências a serem cumpridas.





ATUALIZANDO 22.12.2011

Cecília, na verdade, chama-se Clau Finotti e me autorizou a revelar sua identidade.
Veja mais no blog Força de Expressão


35 comentários:

Mara postou o comentário número:

Ai, tem dias que acho que esta vai ser minha história também...
Força!

Alê postou o comentário número:

Lindo post e um presente para todos os leitores de seu blog. Me emocionei lendo a história de Cecília e me reconheci um pouco também em alguns momentos. Sejam filhos biológicos ou do coração, sempre nos reconheceremos neles, pois damos para eles um pouco de nós a cada dia que o amamos.
Parabéns Fernanda por compartilhar histórias tão especiais.

Bjos,

Alê

Cinderela Descaída postou o comentário número:

Que linda história! Uma coisa interessante que já notei e que um médico me confirmou. É muito frequente uma criança adotada ficar parecida com a mãe ou pai adotivo. Isso acontece porque, ao ser adotada pequena, seus músculos e ossos estão se desenvolvendo e ela imita intuitivamente o jeito de falar, de se mover dos pais. E esse movimentos vão desenvolvendo semelhanças, não é legal?
bjs

Lola postou o comentário número:

Fer...acho que essa é a espera mais dura que existe: a espera por um filho! Falo isso por experiência própria...vários atrasos com decepção no final, dias de choro por não ver um "positivo" nos exames de gravidez, medo dos inúmeros diagnósticos que os ginecologistas lhe dão, pavor de não ter a quem recorrer, rios de dinheiro gastos em tratamentos que parecem não ter fim! Realmente é uma luta! E sinto isso no mesmo processo que se tem que enfrentar para adotar uma criança. O mais incrível é que isso ocorre justamente num país onde temos milhares de abandonados ou precisando de um lar feliz e ajustado. Essa conta não encaixa e não entendo o porque. Não sei se é pela "burrocracia" brasileira ou por outros motivos. Só sei que a angústia é a mesma: são sempre esperas.

Bjs

Adriana Balreira postou o comentário número:

Fernanda,
Parabéns pelos depoimentos. Essa da adoção me cortou o coração. Deve ser muito dificil vc pegar a criança no abrigo, passar o dia com ela e deixar novamente lá. Ui... Não queria estar na pele da Cecilia. Como a burocracia desse país me deixa sem esperanças. Pedem muitos papeis para uns e para outros (tem que tubarão nos orgãos) não exigem nada. Ah país bosta!!! De vez de dar logo a guarda para essa mãe... Estragando a infância da menina e a felicidade total do casal.
Ninguém merece.
Tomara que consigam a guarda logo.
Beijos
Adriana

Giuliana: postou o comentário número:

Oi Fê,

Linda história!

Quando o desejo materno chega, o que não é o meu caso no momento e não sei se será um dia (sendo bem sincera), tem que lutar pelo sonho, fazer a parte que lhe cabe para que ele possa concretizar, sendo gerando ou adotando.

Espero que Cecília consiga realizar este sonho, que esta criança que veio mudar suas vidas, com seus olhinhos brilhantes, possa enfim ter um lar de verdade, ser amada incondicionalmente, e não precisar voltar para um meio conturbado.

Beijos.

Mari Hart postou o comentário número:

Não comercial, mas lindo e emocionante do mesmo jeito! Tô em lágrimas! Tenho um irmão que foi adotado com dias de vida e nunca houve diferença entre ele e nós! Tenho 3 filhos, poderia ter outros, as tenho muita vontade de adotar tb! Ser mãe independe de carga genética!

Um beijo e obrigada por compartilhar esta história!

É Preciso saber viver! postou o comentário número:

Oi Fernanda...

Lindo este post!
A arte de esperar,gera muitas vezes angústia e ansiedade.
Eu esperei por longos 8 anos,fui a luta,corri atrás.Porém não foi como e quando eu quiz.
A vontade DELE (lá de cima) é muito maior!
De repente,sem muita esperança me vi esperando meu primeiro filho.
Hoje tenhos dois presentes de Deus!


beijos pra vc!

Turquezza postou o comentário número:

Cada uma com sua história, feliz ou não. A vida tem dessas coisas.
Tanta criança no mundo querendo e precisando de uma mãe e a burocracia vencendo!
Lá no meu blog também falo sôbre isso, mas é o contrário, são filhas que desprezam as mães zelosas que teem!
Quero felicidades a todas as mães, bilógicas ou não e que possam viver com muito amor, junto aos filhos para sempre.
Beijos.

Rita Vieira postou o comentário número:

Acho que um dia eu ainda passarei por isso...mesmo estando com a minha filhinha no ventre, esperada e planejada, sempre pensei em adoção. É uma idéia pro futuro, bem distante.

Linda essa história! Que Deus dê uma desfecho rápido e bem feliz pra essa mulher que já é mãe! Porque mãe é a essa espera!

Beijo!

vanusa postou o comentário número:

Ei Fernanda, que depoimento mais bacana! Isso é a vida real e eu estou gostando muito de ler esse tipo de post!
bjao!

Marcia Pergameni postou o comentário número:

Cada dia mais emocionante!! Só quem tem filho sabe como a vida muda!! Parabéns pra essa mãe que espera tanto! bj

Gamela postou o comentário número:

Não sabia desta possibilidade de poder retirar a criança do abrigo e depois devolvê-la.
Por mais triste que pareça, é bacana a criança poder sair dali, mesmo que seja por um dia, ir passear, comer um lanchinho, ir ao cinema, receber carinho, passear no shopping, ganhar roupinhas novas, etc.
É um sopro de vida, isto que é muito comum para nós que temos família, passeamos, temos nossos momentos de lazer, para estes pequenos é um momento mágico.
Se puder ser "madrinha" de uma criança, com o compromisso de levá-la ao menos uma vez por mês para um final de semana junto da minha família, com certeza abraçarei esta ideia.
Estou adorando os depoimentos.
Um super beijo.
Fátima.

Clau Finotti postou o comentário número:

Fernanda

Parabéns por reunir em seu blog textos tão diferentes daquilo que se vê no dia a dia sobre o universo da maternidade.

A vida real pode ser difícil, mas ainda assim pode ser bela e cheia de poesia!

Bjos.

Clau

Blog da Fatima postou o comentário número:

Linda a história...impossível não se emocionar.
Hummmm...sei que vou chorar litros por aqui...pois se tratando de histórias que envolvem familia e principalmente crianças, sempre me levam as lágrimas.

Amiga...brigaduuuuuuuu...

Bjos no ♥

Ju Ramalho postou o comentário número:

As leis para adoção no Brasil são as mais burocráticas possíveis, existem milhões de orfãos esperando um lar em abrigos, a grande maioria deles crescem sem nunca ter tido uma família, sei de muitos casos, pois sou voluntária em um abrigo de menores em risco.

As leis deveriam desenferrujar de uma vez.
O brasileiro também precisa mudar um pouco sua exigência em questão de idade, cor, sexo, as famílias estrangeiras que querem adotar aqui no Brasil segundo pesquisa recente não veêm sexo, cor, idade e adotam crianças portadoras de necessidades especiais.


Sobre a o depoimento da Cecília, acredito que ela está no caminho certo, a adoção é uma gestação muito maior e desgastante mas vale a pena, quando menos esperar estará com uma criança a alegrar casa e corações. Isso é fazer a diferença na vida de uma criança e na sua própria vida pois amor gratuito é o que há de melhor entre mãe e filho.

Carine Gimenez postou o comentário número:

Terminei de ler esse post passando mal de tanto chorar.
Tem tanto de mim nele!!
Imagino a dor que deve dar ao deixarmos a criança de volta no abrigo,virarmos as costas e voltarmos pra casa.
Esse país,é o país de justiça porca,leis de bosta.Infinitas burrocracias,muita fala e pouca ação.
Esse é um assunto que me revolta,me machuca.Me causa uma dor quase física.
Desejo de todo o coração que ela possa ter esse anjo definitivamente em seus braços,em seu lar,em sua família.
Deus abençoes todas as mães.
Beijo.

PS.:Espero que ano que vem eu possa comemorar essa data,não só como filha.

Minéia Pacheco postou o comentário número:

Olá Fernanda,

Tenho lido suas postagens em comemoração a semana das mães e me emocionado MUITO!
Exemplos lindos de mães que sonham com a maternidade seja ela gerada ou não!
Belos depoimentos, beijinhos para você!

Renata Neris postou o comentário número:

Caramba, Fê, que histórias. Parabéns pela iniciativa, mas mais parabéns ainda para essas mulheres corajosas. Bj

menina limão postou o comentário número:

Oi querida!!!
Tudo bem?
Adorei o seu blog, parabéns! Que emocionante, lindo e triste.
Estou te seguindo, gostaria de convidá-la a visitar o meu e conhecer a minha personagem menina limão, ela é cômica e tem vários vídeos.
Fica com Deus,
beijos
www.meninalimaoem.blogspot.com

Iara postou o comentário número:

Menina não quero medir nem equiparar dores, mas consigo me colocar em teu lugar e me impressiono com tua coragem.
Querer e lutar por um filho é algo extremamente doloroso quando não temos certeza se o teremos, mas enquanto lutamos por uma gravidez, mesmo que nossos braços estejam vazios e nosso coração dolorido, mesmo que todos os meses nos assombre o medo e a dor do não ter dado certo, não somos subjugados a tortura de ter em nossos braços, de beijar a face, de sentir o perfume, de abraçar aquele serzinho lindo com o qual tanto sonhamos. Por isso tua coragem me espanta, pois imagino o quanto deve ser difícil passar o sábado com o filho nos braços e depois não poder leva-lo para casa, coloca-lo em seu berço e no outro dia sabe-lo mais uma vez protegido em teus braços.
Não quero fazer julgamentos pelas leis de adoção brasileiras, mesmo sabendo da burocracia que a cerca e dos entraves que contém, não quero porque num país tão corrupto, tão injusto, tão pouco confiável, acredito que se abrandassemos essas leis, teríamos crianças vendidas no mercado negro por aqueles que deveriam protege-las e amá-las.
Sei que deve e é revoltante deixar essa criança todos os sábados, sabendo que podes e vais dar a ela todo o carinho e amor que ela merece, mas te desejo força e sorte. Te desejo paz e mais determinação ainda se possível.
E enfim desejo a ti, o que sempre desejei a mim mesma, que em breve tenha em teus braços para sempre teu filho tão amado, e sinta enfim teu coração repleto de alegria, não mais essa alegria com dia marcado que vives agora.
Um grande abraço.
Para querida Fernanda, mais uma vez parabéns, histórias lindas, tocantes, emocionantes, histórias de mãe.

Cris Chiosini postou o comentário número:

Chorei, Fê.
Eu desejo, de coração, que essa mãe (sim, pq ela já é mãe, isso é fato) possa levar o seu anjinho pra casa.
Talvez a situação dela seja pior do que foi a minha (falo da espera por 4 anos), pq eu não conheci Maria antes dela estar 'disponível' - nem sei se é assim que se diz - para a adoção.
Ter que deixar a criança no abrigo depois de ter certeza de que o amor existe deve ser doloroso demaaaaais.
Eu continuo acreditando nas leis do Brasil, e estarei torcendo pra que aconteça o melhor para esta criança.
Quanto a série de posts sobre ser mãe, bem... sou sua fã de carteirinha, acho que a essa altura vc já deve saber disso, e sei que vc é uma pessoa iluminada, que tem o dom de tocar os nossos corações... SEMPRE. Parabéns pela iniciativa. Tenho certeza de que muitas mães e futuras mães se emocionarão como eu.
Pra não correr o risco de não ter tempo (a vida aqui está corrida, vc sabe), desejo desde agora que vc tenha um DIA DAS MÃES lindo, tranquilo, cheiroso e com muuuuito carinho, do jeitinho que vc merece.
Um beijo.

Amehlia Digital ® postou o comentário número:

Oi Fezinha,
Histórias de vida tem o poder de me atrair, amo!
Com tanta sinceridade e coração como a da "mamãe por temporada" recebe ainda mais meu respeito e admiração.
Sou livre, de coração e alma e penso que adotar é ser mãe da mesma maneira. Crianças são herança, presentes de Deus! Não acredito que o 'dna' ruim do familiar fluirá na veia do pequeno. Pessoas são más mesmo nascendo em berços de ouro.
E creio, que vc se "reconhece" no filho de coração. Reconhece seu carinho, a educação, os cuidados...
E Deus molda essa criança de tal maneira q pessoas olharão para vc e dirão que seu filho é sua cara!
Conheço pessoas próximas que vivem a realidade de serem pais, de todo coração.
A vida passa rápido, ser feliz é o que importa, penso assim...
Parabéns por publicar vida! Eu amo!
Um bejim grande no coração!

diariodumapsi postou o comentário número:

A história de Cecília é muito emocionante. Sei o quanto é sofrido o processo de adoção, a incerteza da espera deve ser angustiante.
Desejo sorte para Cecília e que ela tenha o seu anjinho o mais breve possível.
Fernanda, parabéns pela idéia genial, acompanharei todos os passos dessa maravilhosa blogagem.
gd beijo

Indy postou o comentário número:

Boa noite Fernanda e comentaristas.
Eu também não sabia dessa possibilidade de tirar a criança do abrigo durante o dia.
Acho bem importante, já que muitas pessoas acabam devolvendo a criança por falta de adaptação, e tendo essa oportunidade de conviver um poquinho que seja com a criança, evita maiores transtornos principalmente para a criança.
Quanto a DNA, sangue ou aparência, o AMOR supera tudo isso, pois Mãe é aquela que cria e não simplesmente põe no mundo e descarta.
Adorei a história, e desejo do fundo do coração que essa futura mãe seja abençoada em breve com a adoção definitiva.
Beijos enormes

Keilla Colombo postou o comentário número:

realmente deve ser muito dificil, eu quero muito ser mãe, meu maior sonho desde o casamento e espero o dia em que eu consiga realizar esse sonho...

Monalise Nogueira postou o comentário número:

Um filho é mesmo um sonho, um sonho gostoso. Força pra vc viu. Não sei quem é mas... valem as boas vibrações.
Bjs

Teto Doce postou o comentário número:

Oi Fernanda tenho adorado os post, me emociono com as histórias....

beijo grande,
boa noite

Clau Finotti postou o comentário número:

Oi de novo!

Depois de alguns comentários e questionamentos aqui, resolvi comentar de novo, já que trabalho quase na área.

O número de crianças abandonadas é maior que os candidatos à adoção, mas não é tanto a demora no processo que atrapalha e sim as exigências dos adotantes. A maioria quer menina, branca, bebê e saudável. Os disponíveis, na maioria são negros ou pardos, meninos e mais velhos. Se além disso tudo tiver problema de saúde, a criança/adolescente quase não tem chance de ser adotada.

Ou seja, os dados não cruzam, daí ficam casais esperando de um lado e filhos incompatíveis do outro.

Ah, cada Abrigo tem regras próprias e particularidades para saída de crianças, como bem disse a Fernanda no post, é bom procurar o da sua cidade para saber como faz. As crianças que ficam lá nem sempre estão para adoção, às vezes estão temporariamente esperando que uma situação se resolva em família ou mesmo foram vítimas de violência e irão para outros familiares. Então, dar uma saidinha, ir no shopping, comprar brinquedinhos e dar carinho pode parecer pouco, mas já faz com que as crianças esqueçam um pouco seus problemas.

Não tenham medo, são apenas crianças, como os filhos de todos aqui. Requerem os mesmos cuidados e carinhos.

Beijos a todas.

Clau

ARTE EM CASA -Aninha Cavallari postou o comentário número:

Tão bom ver uma pessoa que não desiste do que quer, que vai a luta
ainda mais sendo um filho ,pois mãe e pai é quem cria e não tem essa de que tem medo de adotar pois não sabe como vai ser a criança quando adulto ,essa criança vai ser como vc educar e se tiver amor com certeza será uma lindo e feliz ser humano
Fica aqui nosso carinho e quando as forças acabar pode pedir que sei que terão muitas por aqui pra te doar um pouco da sua força ,outras que sei que não teria coragem pra doar mas que pode emprestar.Beijos pra vc.

Fer olha a intimidade vc é muito especial ,nos fazendo nos emocionar a cada dia ,ver e sentir que ser mãe pode ser fácil ou difícil mas é
um muito bom.Beijos de mãe pra mãe pra vc.

Vívian Fonseca postou o comentário número:

Olá Fernanda!
Seus posts estão um mais emocionante que o outro. Parabéns!!
E realmente: saber ESPERAR É UMA ARTE!!!
Bjs

SANDRA postou o comentário número:

Cecília,

Que espetáculo teu depoimento!Lindo, lindo....
Espero do fundo do meu coração que esta criança tão desejada por ti e pelo teu esposo seja entregue o mais rápido possível para vocês!
Em um outro depoimento já contei que já criei 3 filhos que não eram meus, é um trabalho árduo, mas que tem suas inúmeras recompensas.Eram filhos de meu ex-marido, mas os criei com todo o amor que uma mãe possa dar...
Hoje em dia tenho junto a mim minha filha biológica, somos amigas, parceiras e muito, mas muito mesmo grudadas!
É o que desejo para ti: que esta criança chegue em definitivo para alegrar teu coração e tua alma!

Obrigada amiga Fernanda por ter tido esta brilhante idéia, temos tido histórias e depoimentos magníficos!

Beijinhossssss

Kinha postou o comentário número:

Puxa, fui às lágrimas com esse depoimento. /espero que tudo se encaminhe na melhor forma possível para que essa criança possa ser adoada por essa mãe (sim, mãe) que tem tanto amos para lhe dar!

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