quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dia das Mães - Eu não gosto da minha mãe


Ela é carinhosa, divertida, acolhedora e amorosa, mas não consegue ser assim com sua mãe. Elas são estranhas uma com a outra. O pseudônimo é Fabiana e a distância que as separa me lembrou o filme Coraline.




"Não gosto de minha mãe. Sim, sei, é chocante, mas contra fatos não há argumentos. Desde sempre tenho lembranças pouco amorosas sobre esta mulher, exceto pelas de minha primeira infância. As poucas lembranças boas que tenho é de quando era muito pequenina e tinha vontade de ficar deitada em seu colo e de um único dia que chorei quando ela saiu para trabalhar, mais algumas  vezes e... só isso.

Lembro que nunca fiz muita questão de sua companhia, de sua conversa. Sempre me senti "a rejeitada", pois (talvez só na minha cabeça) ela só tinha olhos e amores para meu irmão. Até porque ela sempre fez questão de deixar bem claro que esse meu irmão era seu filho dileto.

Quando este meu irmão nasceu, diz a lenda que meu pai foi indiferente. Já quando eu nasci, dizem que ele ficou feito bobo e fez a maior festa. Isso gerou ciúmes no meu irmão e uma atitude que não sei denominar na minha mãe. Ela, para proteger meu irmão, me ignorou...

Nunca foi amorosa ou atenciosa comigo. Cumpriu todas as suas obrigações de mãe, mas apenas por ser mesmo uma obrigação. Não me lembro de ela me abraçar e me olhar com aquele olharzinho amoroso que
todas as mães têm - ou deveriam ter.

Resumidamente, nossa vida foi sempre assim: ela nunca fez questão de mim e eu nunca fiz questão dela. Sinceramente isso nunca me incomodou, levei minha vida sem ter parado para pensar muito nisso - pelo menos até agora. De uns tempos para cá essa situação tem me preocupado um pouco, já que agora ela já está com uma certa idade e sei que o momento de sua partida não está muito longe. Penso como será minha vida depois que ela se for...

Já tentei me aproximar, tentei quebrar um pouco o gelo, tentei recuperar, nem que seja só um pouquinho, o tempo perdido, porém, confesso, não consigo encará-la de frente. Quando conversamos, mal consigo olhar em seus olhos. Sinto repulsa e a recíproca é verdadeira.

Quando de aproxima do dia das mães, gostaria de abraçá-la com amor, dar um beijo em seu rosto já envelhecido e dizer o quanto a amo... provavelmente isso acontecerá, mas, infelizmente, não será com
todas as forças do meu coração..."

Atualizando com o comentário da Neli Rodrigues, porque traduz exatamente o que eu penso.

"Fiz algo que não costumo fazer, voltar ao blog das amigas p/ ler os comentários, mas como achei o máximo seu post com a história da Fabiana, voltei lá prá dar uma espiada nos coments. E acho que daria outro post, comentários que são na verdade, relatos de vida.

Foi um tema que mexeu com mta gente. Adorei o que o Alexandre Mauj escreveu, ele está certíssimo, o difícil é por em prática.

Apesar de mtas pessoas terem aconselhado a Fabiana a perdoar a mãe, a amá-la, isso não é simples assim. São mazelas de uma vida inteira, não se apaga da noite p/ o dia.


Bjs♥"

87 comentários:

Bia Jubiart postou o comentário número:

Bom dia Fernanda!

A nossa amiga fala que não "incomodava", acho que incomodou tanto que ela escondeu até de si... As vezes uma conversa bastante honesta com nós mesmo e com a parte interessada ajuda bastante, só o fato de vc ter nascido, ser a filha, já dá aval para vcs se amarem. Aproveitem! A vida passa rápido...

Para todas um dia luz!

Beijossssssssssss

Thathy postou o comentário número:

Bom dia Fê!!!

Era exatamente disso que eu falava quando comentei o caso da mãe bipolar... A mãe da Fabiana é "normal" e mesmo assim deixou faltar o mínimo que se espera de uma mãe...

Beijos grandes

Artes di Viviane Garcia postou o comentário número:

Cada um com sua visão de vida né....o que será que a mãe dela diria num relato sobre a sua filha.....eu acredito que independente de ter irmão ou não a mãe faz o melhor que pode.....e a filha também está se esforçando.....e se o jeito e remédio melhor é a distância que assim seja..... bjs

Elza Carrara postou o comentário número:

Fernanda,
Me cortou o coração ler esse depoimento, pois como a "fabiana' mesmo diz, nós esperamos que as mães no olhem com carinho e quando isso não acontece imagino que seja um trauma muito pesado para uma criança aguentar.
Não sabemos as situações que levaram a mãe a agir assim, mas seja 1,2 ou 10 filhos, o amor deve ser incondicional!
Que Deus ilumine o coração da Fabiana e da mãe dela, pois no fim da vida, essas são questões que nos fazem pensar mais :)
Parabéns pela série de post.
Bjs e um bom dia pra vc.

Neli Rodrigues postou o comentário número:

Talvez isso aconteça com mais freqüência do que podemos imaginar, mas ninguém confessa ou admite que vive uma situação como essa. A rejeição mútua que vive a Fabiana, vem de outros tempos. Qtos de nós não temos rejeição por alguém, eu tive com minha irmã mais velha, desde pequena não ia com a cara dela e vice-versa. Minha mãe, pela criação que ela teve tb nunca foi mto amorosa, hj tento não repetir a atitude dela, abraço e digo "eu te amo" p/ os meus filhos todos os dias.
Relato corajoso, que como disse, mtos devem sentir o mesmo, mas poucos tem coragem de admitir.
Bjs♥

Livia postou o comentário número:

Até porque a vida não é (e não precisa ser) um comercial de margarina. Mães também são humanos e não anjos ou santos. Talvez se não houvesse essa cobrança para a figura da mãe, cobraríamos menos delas e elas conseguiriam ser elas mesmas sem nos maltratar.

Maria Ferreira postou o comentário número:

Espero que o dia da mãe não seja tarde demais, ontem conversei com uma senhora com 64 anos que a mãe faleceu há 4 anos com 91 anos e ela não foi capaz de se fazer as pazes com ela antes desta se ir. Agora diz - Já não há nada a fazer.

Lola postou o comentário número:

Fique triste com o relato da Fabiana...porque sinto quase a mesma coisa pela minha mãe, exceto pelo fato de que, até quando pequena, não tenho muita coisa a recordar dela em termos de carinho. Isso é horrível! Sim, porque muitas vezes que passei dificuldade, nem pude contar com a ajuda dela. Mas enfim, o jeito é superar Fabiana! E aceitar que cada um tem uma forma de amar, não é mesmo?

Bjs nas duas, Fer e Fabiana*.

Débora... postou o comentário número:

Oi, bom dia...
Quando meus gêmeos nasceram, minha filha estava com 8 anos. A nossa vida se transformou de tal forma que até hoje, depois de 3 anos, ainda não saímos do atropelo.
O que mais me preocupou e ainda me preocupa muito, é a atenção que minha filha precisa. Deus ajudou muito nessa questão (também né), porque minha filha foi muito compreensiva, conversei muito com ela, expliquei que isso tudo iria passar quando eles crescessem mais. Meus olhos até se enchem de lágrima nesse momento, ao lembrar de uma noite, já era tarde, e eu cuidando dos meninos, olhei pra minha filha sentada no sofá só me observando e me dei conta de que ainda não tinha dedicado nenhum minuto daquele dia pra ela. Percebi que ela me olhava com dó, ela enchergava a dificuldade da situação (meus meninos eram muito agitados), mas nem por isso ela poderia ter sido deixada de lado, nem por um só dia. Na verdade ela estava esperando um tempinho pra ela. Depois que os meninos dormiram, mesmo eu estando cansada, estressada, com dor nas costas, fui me deitar junto com ela e fazê-la dormir também. Acho que eu não dormiria se não tivesse feito isso.
A gente, como mãe, não pode se deixar levar por uma situação especial. Essa mãe tentou cobrir a indiferença do pai com o filho e fez o mesmo com a filha, deixando a situação chegar ao extremo.
Mas acredito que uma conversa sincera fará brotar o amor natural de mãe/filha.
Beijosss....

Pandora postou o comentário número:

As pessoas pensam que o "amor de mãe" é natural e que a mulher é feita para a maternidade. Mas não é assim, amor de mãe é uma construção historica, a maternidade como referencia de afeto, cuidado, amor, desvelo, paparicação, é uma construção historica, uma ideia construida e acalentada, assim como o sentimento de infancia. Assim como não existe infancia e sim "infancias" penso que não existe "uma forma de ser mãe", mas várias formas e isso talvez nem Freud explique!

Neli Alves postou o comentário número:

É muito triste, mas não é incomum. As pessoas não tem essa coragem de dizer, de contar como foi ou como é, mas já ouvi muita gente dizer: não gosto da minha mãe.
Terrível! Bjks

Giuliana: postou o comentário número:

Espero que uma das duas consiga dar o primeiro passo, nem que seja para um desabafo, mas tirar isso do coração, e tentar aparar as arestas antes que algo maior aconteça, pois o depois pode ser tarde demais, e viver com um "Se" é ainda mais doloroso.

♥ κєκєl ♥ postou o comentário número:

Olá
Você sabia que LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), que é o idioma em que os surdos se comunicam, é a segunda língua oficial do Brasil?

Com objetivo de expandir a língua de sinais um grupo de professores e alunos da escola Lauro Müller em Florianópolis criou o BLOG VEJO VOZES e por conta disso estamos aqui lhe convidando para fazer parte da nossa história.

Se você entende que nosso país precisa de educação com qualidade e que a inclusão é um direito de todos, venha nos conhecer. O endereço é:

http://eeblmlibras.blogspot.com/

Abraços fraternos

Adriana Balreira postou o comentário número:

Fê,
dificil a situação dessa filha e mãe. Sei que isso é normal de ter mãe com predileções ou afinidades com alguns dos seus filhos. Mas daí a ser rejeição! Não dá para entender o coração de uma mãe, por ainda não ser mãe. Mas ainda acho que não é rejeição e sim afinidades que se tem a mais com um filho ou outro. Espero que essas duas se entendam e que o respeito e o amor vençam esse obstaculo da aproximação das duas.
Amo lê esses depoimentos, pois assim vemos que na vida real nem tudo são flores, nem todas as mães são amorosas como deveriam ser. Mas são seres humanos que sofrem e tem sentimentos ruins também.
Beijos
Adriana

Jo Negretti postou o comentário número:

O que é amar afinal de contas? Amar é respeitar o outro, com suas qualidades e limitações. Amar é permitir que o outro siga o seu caminho e parar de esperar dele aquilo que ele não tem condição de oferecer... Viver em paz e bem é uma equação simples e difícil ao mesmo tempo... O olhar no olhos só irá acontecer quando nossa "amiga virtual" deixar de esperar da mãe aquilo que ela não tem condição de oferecer... Aceitar a limitação... e talvez, quando amãe perceber que a filha a aceita como ela é e mesmo assim nutre um afeto (se isso for possível), pode ser que ela também olhe nos olhos... e ambas, então, poderão enxergar as verdadeiras pessoas que são, sem os véus, sem aquilo que a sociedade espera... e poderão, no mínimo, se respeitarem... e se respeitando, se amarem...

Marcia Pergameni postou o comentário número:

Nossa Fernanda!! Que história, mas eu entendo sabia!

Bianca postou o comentário número:

Acredito que muitas pessoas se identificarão com seu corajoso post, ou de forma pessoal ou impessoal. Você se sentiu assim em relação a sua mãe e seu irmão deve ter se sentido assim em relação ao seu pai. Em maior ou menor grau nos sentimos assim, e só nos resta fazer diferença para os nossos filhos. bjs

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez postou o comentário número:

vou dar um parecer bem duro, mas é o que penso.

não passo por isso, mas se fosse meu caso eu tentaria relevar...e me desligar do assunto, até mesmo da mãe.
pq forçar um amor que não se sente é muito pior do que a falta dele. sei que nos nossos sonhos nossa família deveria ter cara de comercial de margarina, mas se na realidade não é assim, então que não o forcemos.

não há como chegar na mãe e amá-la, já que amor não foi dado, é complicado oferecer algo que não se sabe o que é, que nunca se sentiu. não há como criar um campo afetivo por alguém que deveria nos amar mas não o fez. a mágoa, a raiva falam mais alto. e coração sofrido se fecha, fica duro. e como somos humanos, tentaremos revidar todo o desprezo sentido.

eu deixaria a mãe de lado, teria apenas gratidão por ter me botado no mundo e só. justamente para sair dessa espiral negativa, que marca tanto a vida de uma pessoa.

sei que dá um nó na cabeça a falta da figura materna amorosa.
mas como ela não teve a capacidade de ser verdadeiramente mãe (maior que essas picuinhas de ciúme, predileção, coisas de mente infantilizada) paciência...

não dá para morar no nono andar de um prédio que não foi erguido. o melhor a se fazer é se desligar desse processo rejeição-desprezo-revide.

bjs

Cristiane Félix postou o comentário número:

Oi fernanda,eu tenho uma tia q era exatamente assim com minha Vó. Minha Vó faleceu,sem minha Tia dá um abraço nela,sem dizer um Eu Te Amo. E hoje minha Tia chora por não ter tomado essa atitude. Hoje ela mora sozinha e é uma pessoa triste,apesar de estarmos sempre ligando e dando atenção.
Coisas da vida,né!
Abraço.
Cris

viviane de jesus Santana postou o comentário número:

também por muitos anos não gostava do dia das mães, a minha me abandonou quando eu era criança e eu fui criada até aos 12 anos pela madrasta da branca de neve. (é verdade) perto da minha ela era um anjo. contudo aos 15 anos conheci dona Judite, essa foi minha verdadeira mãe, apesar de eu e minha irmã ser fruto de uma traição de meu pai, ela sempre nos amou como se fossemos realmente nascidas dela, eu admiro sua coragem e capacidade de amar e perdoar. Pena que eu a conheci por pouco tempo a 3 anos ela faleceu. quando eu tinha 27 anos. Mas toda vez que lembro dela eu me emociono, minha mãe de coração. Depois desse tempo conheci minha mãe biológica mas não tenho contatos com ela e não me faz falta, pois o vazio que estava em meu coração já foi preenchido graças a Deus.

Alê postou o comentário número:

Sempre leio seu blog, mas quase não comento. Mas esses posts do dia das mães mexem comigo.
Eu entendo a Fabiana. Muito. Minha mãe não é má pessoa. Só acho que não devia ter sido mãe. Sempre senti que eu era um pacote que ela carregava por obrigação.
Nunca apanhei, não fui maltratada, mas ela tinha seu trabalho, seus amigos, seus namorados e eu ia pros lugares e ficava de lado. Imagina isso pra uma criança tímida. Era um horror. Eu sentia que ela tinha desgosto com aquela criança magrela e bicho do mato.
Eu decidi não ser mãe. Eu gosto de criança, sou professora de pré escola, mas nunca consegui desejar ter filhos. Talvez tenha a ver com a história que tenho com a minha mãe.
Hoje ela mora comigo. Está idosa e doente depois de um avc. Eu faço o que posso, cuido, compro remédios, sutento. Confesso que apenas por uma sensação de obrigação. Não consigo ter sentimentos. Já me afetou muito, mas decidi que não posso dar o que não recebi dela.
Desculpa o desabafo no seu blog e parabéns pela ideia dos posts.

Marly postou o comentário número:

Olá, Fernanda,

Esta estória dá panos pra mangas... rsrs. Tô rindo mas a coisa é séria!
O que quero dizer é que das explicações espirituais, que talvez explicassem que as duas pessoas em questão talvez já tivessem se 'estranhado' antes e foram postas agora nesta situação, sem ter conseguido fazer as 'correções' que deveriam, até outras explicações mais banais, relacionadas ao fato de a própria mãe não ter tido carinho dos pais, sendo portanto impossibilitada de expressá-lo; tudo é possível. Muitas vezes imaginamos coisas que não são verdadeiramente reais, mas se tornam, por causa da nossa reação à nossa fantasia! É assim com o homem ciumento que acaba por induzir a mulher amada à traição, e também com filhos que se imaginam pretridos, e acabem mesmo por sê-lo porque repelem os pais. Essas situações são muito complexas e por isso mesmo a solução delas sempre passa pela humildade e principalmente pelo perdão. Espero que a filha consiga se aproximar em breve da mãe!

Um beijo!

Lu Souza Brito postou o comentário número:

Oi Fernanda,

Como algumas pessoas disseram nos comentários, isso é mas comum do que imaginamos. Mas nem todos tem coragem para desabafar.
Eu vejo, talvez nao nessa intensidade,algo muito similar entre minha irmã mais velha e minha sobrinha.
Minha irmã sempre foi muito 'seca' emocionalmente. Não sabe dar carinho, atenção. Não para esta filha. Com os outros, que são meninos, sempre foi o contrário. Mas ainda assim nao é o tipo de pessoa que voce pode dizer que é carinhosa.
A filha se sente rejietada. E os olhares que a mae lhe dirige faz qq um pensar a mesma coisa. Estranho não é? Desde pequena esta menina foi maltratada, menosprezada e acho que até humilhada. Não fisicamente, mas foi.
Hoje é uma adolescente carente, rebelde, enfim...nao sei onde isso irá chegar não.
Um beijo

* venho sempre aqui, adoro seus posts. (Dieta, decoração, tudo...)

Letícia de Alarcon postou o comentário número:

Não poderia ser mais tocante pra mim, essa história... Muito parecida com a minha... muito... é dolorido ler, muito dolorido... mas, ao mesmo tempo reconfortante, pois não me sinto tão sozinha. Imagino a dificuldade de escrever isso e de ler e ainda a coragem de deixar publicar! Admiro! Falar de mãe pra mim, sempre acaba em choro, prefiro não falar... Depois de muito terapia, sigo em frente, vivinha, mas sem alguns pedaços...
Dificilmente alguma pessoa vai entender... elas acham que falta conversa, olho no olho, amor, etc... As vezes tem tudo isso e simplesmente não dá... não flui...
Parabéns pelo coragem!

Milene postou o comentário número:

Boa tarde Fernanda:
Acho que uma situação assim não tem volta. O fato de serem mãe e filha deveria ser um fator decisivo para resolverem isso, mas na prática é o contrário. Acho que os relacionamentos mais difíceis de consertar são justamente esses, porque mexem com situações sensíveis demais.
A filha sente mal estar por ver mães e filhas felizes, mas a responsabilidade por seu relacionamento com a mãe não ter dado certo é da mãe, apenas dela.
Ao crescer com uma muralha em volta dos sentimentos, Fabiana só queria se proteger.
Menosprezar um filho para favorecer e minimizar o ciúme de outro é absurdo. Tá certo que as pessoas não são perfeitas, mas esse é um erro enorme, e que tem consequências gravíssimas.
Talvez elas pudessem zerar suas contas e TENTAR um recomeço do zero se a mãe fosse a primeira pessoa disposta a isso. O primeiro passo deveria partir da mãe, pois foi ela quem magoou.
Senão, ao abrir seu coração, a Fabiana corre o risco de ser mais uma vez magoada, com o olhar incrédulo que sua mãe fará à ela.
A idade mais avançada da mãe não desculpa os erros que ela cometeu.
Não é porque as pessoas envelhecem que, necessariamente, se tornam boas. A sabedoria e experiência adquirida na vida deveriam levar a isso, ao aprendizado, à tolerância, mas isso, infelizmente, é só teoria.
É claro, que se for da vontade de Fabiana tentar o primeiro passo é isso que ela deve fazer. Mas não vejo aí o desfecho que ela gostaria.

Um abraço

Adelaide Araçai postou o comentário número:

Só não entendo porque as pessoas querem que a vida seja perfeita, mães são seres humanos imperfeitos e cheios problemas, psicoses, neuroses. Essa lenga-lenga que temos que amar quem tem o nosso sangue não é regra, conheço muita gente que tem mais amor fora de casa, do que dos parentes mais próximos. O importante é não deixar que isso afete como será a sua vida, pois se não temos amor em casa, nem sempre a culpa é nossa. Tem que deixar passar e seguir em frente, ser feliz com o que a vida lhe dá.
Fabiana é uma pessoa que viu o que é ser o preterido, como ela fará com a sua prole? repetirá o erro da mãe, ou procurará ser diferente? Esse é o ponto mais importante, e so depende dela.
Que Deus a ilumine e proteja
Abraços

Fernanda de Oliveira postou o comentário número:

Depoimento corajoso e emocionante!

Peço a Deus que ilumine Fabiana e sua mãe e que essa longa história (de uma vida inteira) possa ter um final feliz, ou o mais perto possível disso!

Amiga, parabéns pela série e, como já disse em outra oportunidade, deveria ter um alerta do Ministério da Saúde, pois ler esses depoimentos gera fortes emoções e pode ser prejudicial à saúde de pessoas sensíveis e manteigonas derretidas (como eu!) rsrs.

Beijo berrem grande ;)

Suzete Retti postou o comentário número:

Em termos de sentimentos, cada um sente de um jeito por conta de sua própria vivência.
Eu e minha mãe nunca fomos amigas, dia das mães ela dava valor a presentes materiais e não ao que eu fazia na escola, com os netos ela tinha um preferido e não ligava e até prejudicava os outros, depois que meu pai morreu ela veio morar comigo, sou filha única, e convivemos como pessoas indiferentes morando na mesma casa, ela nunca me ajudou, nem nas vezes que fiquei muito doente.
Sempre cuidei dela, mesmo depois que ela não saia mais, quase não andava, ela sempre lúcida e cheia de amo e carinho para com o neto preferido e os outros, peguei ela muitas vezes falando mal de mim, mas nem por isso deixei de cumprir minhas obrigações ela morreu com 90 anos. Tenho minha consciência tranquila de que não lhe faltou nada enquanto estava viva, só amor e carinho entre nós.
Fiz muita oração e exercício de perdão, ajudou muito a tirar o ressentimento, mas não a amá-la, tanto que depois de viver com ela em minha casa por 27 anos não sinto falta dela.

Cláudia postou o comentário número:

Depois que li o comentário da Letícia e da Suzete, não sei o que dizer.

Achei que era falta de diálogo, mas diálogo franco, direto, sem rodeios.

Acho realmente complicado perguntar para uma mãe se ela não nos ama, e porquê.

Mas também devemos fazer o que nosso coração mandar, se tem vontade de falar, fala, sem tem vontade de perdoar, perdoe (sempre é a melhor solução para a nossa saúde).

beijus.

lu kowalski postou o comentário número:

Muito sincero o depoimento da Fabiana, mas não me causou espanto...as pessoas tem a tendência de achar que toda mãe vem com o pacote "amor total" de fábrica...e nem sempre acontece assim...tenho dois filhos com diferença de seis anos entre eles e posso garantir que meu amor é igual pelos dois...este ano meu filho mais novo, de sete anos decidiu ir morar com o pai em outro estado...apesar da distãncia e de não ter ele pertinho meu amor não diminuiu nem um pouco, ta longe dos olhos, mas dentro do meu coração... o caso da Fabiana é explicado na doutrina espírita como um resgate de vidas passadas, provavelmente elas tiveram uma divergência muito séria e agora tem a missão de se perdoar... espero de todo coração que ela consiga dar o primeiro passo...com certeza vai se sentir melhor...

claudete postou o comentário número:

Fernanda parece um caso isolado...infelizmente não é...a conotação que se dá à palavra Mãe , ser que gera e portanto sinônimo do amor maior passando apenas pelos laços consaguíneos cai por terra diante desta corajosa declaração. A relação mãe e filha entre as duas sofreu um bloqueio não apenas pelos filhos em sí ...creio mais na transferência de ressentimentos do pai para a vítima , no caso a filha . Há uma diferença enorme entre ser mãe e estar mãe com objetivos que vão desde conquistar ou manter a estabilidade do casamento aí as consequências são sempres desastrosas, os filhos sofrem com toda esta instabilidade.
Acredito na possibilidade de um resgate afetivo e esclarecedor ,basta alguem dar de verdade o primeiro passo. O perdão é a chave que abrirá esta porta.

Patricia Daltro postou o comentário número:

Frô, esse seu post comentei via e-mail. Você entenderá por que ao ler. beijos

Sônia Cristina postou o comentário número:

Olá Fernanda,

O post que mais calou fundo em minha alma (desde que estou na blogsfera).

Me vi em quase todos os momentos aí nessa escrita, durante muito tempo fiz terapia, e tem uma frase que eu uso como lema, o psicologo falava:
"Ninguém é obrigado a amar pai ou mãe, só porque te colocaram no mundo, o amor é merecimento".
Depois que assimilei (penso que sim) minha vida se tornou mais leve (agora tá doendo), fazem 8 anos que não vejo minha mãe (que já está velhinha também), e não sinto falta..
Já fiz até regressão por conta disso.

Desculpa o desabafo.

Anita postou o comentário número:

Passei anos da minha vida fazendo terapia, pra conseguir ter um sentimento um pouco mais amoroso para com minha mãe...achava que ela era a única responsável pelos problemas emocionais que apresentei na minha juventude...demorei pra entender que somos tbem e muito, responsáveis pelo que permitimos que nos aconteça, se bem que tenho que admitir que não receber um olhar carinhoso da mãe e ser sempre criticada e censurada é pra lá de frustrante, eu que o diga... mas temos que entender que não da pra esperar que caia uma pera do pé de laranja e algumas laranjas são mto amargas justamente por serem frutos de uma criação tbem distorcida. Enrolei mto ou deu pra entender??? Ou seja, minha mãe e provavelmente a mãe da Fabiana, deram o que receberam, tudo bem que podemos quebrar essa cadeia fazendo diferente, mas algumas pessoas simplesmente não conseguem fazer diferente, o jeito com a idade avançada que é o caso da minha mãe tbem, é colocar açúcar na laranja azeda e curtir um suquinho do lado da mamys, procurando entender o que tudo isso significa, bjs.

Bruna de Oliveira postou o comentário número:

Oi Fer...

Realmente, esses seus últimos post's tem rendido muitas histórias... que tal fazer um filme ou escrever um livro? rs
São histórias emocionantes e de uma vida inteira como disse algumas pessoas... ;)

Espero ser para minha filha uma mãe exemplar e presente, espero que ela me considere MÃE no sentido COMPLETO da palavra... Mas para isso preciso fazer por merecer né? rs

Ah, da uma passadinha lá no Blog, tenho algumas novidades e vou começar a ser mais presente nesse universo "bloguístico" rs

beijinhos, fique com Deus!

Jordana / Gatodesapato.blogspot.com postou o comentário número:

Não passei por isso,mas acho q eu seria como ela,se fosse ignorada,seria recíproca.Uma pena que uma vida de convivência não pode curar esta distância...mas ainda há tempo.Só se pode arrepender do que não se faz.Dá um abraço nela e deixa ela partir em paz quando for a hora.Mesmo que ela te pareça fria,tenho certeza que vai se comover,a idade deixa as pessoas mais sentimentais e com medo da morte,de assuntos inacabados...este tu sabes que tens condições de tentar resolver antes que o tempo acabe.

LILIANE postou o comentário número:

Fernanda...

comprendo a situação da Fabiana...
infelizmente certos desencontros acontecem...

Eu só melhorei minha qualidade de vida depois que concluí que minha mãe ficou melhor longe de mim (fisicamente).

Enquanto eu morei com ela, e depois de casada mesmo morava na mesma cidade, o relacionamento nosso era difícil demais.

Hoje a percebo muito melhor. Está mais feliz porque não tem mais que disputar o meu pai comigo.

Consegui superar aquela sensação terrível de abandono e incompreensão e penso que família perfeita e encontros perfeitos são bonitos, mas não acontecem todos os dias aqui na vida real.

Cada um dá o que consegue.
Penso que se a Fabiana conseguir separar a realidade vivida com a fantasia romântica de um relacionamento materno, ela ficará em paz.

Desejo tranquilidade pra ela.
E pra você Fernanda, um abraço carinhoso e digo de verdade, que admiro esta maneira gentil de promover as pessoas.

Bonito, muito bonito.

Deixo meu carinho e votos de uma boa semana.

Maria Luisa Artesanatos postou o comentário número:

O depoimento da Fabiana não me surpreende pq passei por isso. Minha mãe e eu nunca nos demos por conta de eu ter sido testemunha ocular de um romance dela extraconjugal. Isso influenciou toda a minha vida adulta e amorosa. Foram 2 casamentos frustrados, mas nada me fez desistir de amar, de me reencontrar e de um dia podê-la olhar nos olhos e ver ali a minha mãe e não a mulher que me usou como álibi. Passados tantos anos r muitas águas pela ponte, a vida nos deu uma nova chance e nos reaproximou no momento em que ambas precisávamos uma da outra. O segredo, se é que existe segredo para a reabilitação de uma relação maternal, eu diria, que foi baixar a guarda, soltar todas as defesas e deixar o amor vir à tona, mostrar-se frágil na necessidade de se sentir amada e de amar. Não sei explicar direito isso, mas no dia que sentamos pra conversar eu me sentia cansada de brigar e "de saco cheio" de me defender ou apresentar culpados. E penso que ela também.
É provável que a mãe de Fabiana já tenha pensado nessa relação delas, e talvez, só falte aquele pequeno fio que ligue as duas. Torço que em breve ele se apresente.
bj

WoNderful postou o comentário número:

Olá Fernanda meu nome é Jéssica, me identifiquei com o seu breve relato sobre o relacionamento com sua mãe. Digo breve relato porque mesmo sendo muito bem sintetizado não consegue demonstrar tamanha dor que é ter esse tipo de sentimento por um parente tão próximo.
Convivo com meus pais, vivo em uma grande tentativa de quebrar o gelo assim como você fez um dia, não é facil. Tento e tento mas são tentativas frustradas.

Eu nunca tive o apoio dos meus pais em nada produtivo em minha vida, e isso me atrapalha muito. Diariamente eles jogam na minha cara tudo aquilo, que eles acham que é muito, que eles fazem ou fizeram por mim..
Isso dói muito!
Não aguento mais, tem horas que dá vontade de jogar tudo pro ar, e tentar viver uma vida mais traquila longe deles...
Mas no momento preciso deles,...e é a minha faculdade que me segura em casa ainda..porque não conseguirei bancar a facul e bancar uma casa pra mim no momento...Está sendo repulgnante(como você mesma mencionou) não aguento mais...#desabafo.

Roselaine postou o comentário número:

Estou passando por mais uma fase depressiva, por me achar a ultima das criaturas, por não gostar nem um pouco da minha mãe. E resolvi tentar descobrir se há mais pessoas com o mesmo problema. Foi impressionante o numero de sites que apareceram no Google com o mesmo tema "Não gosto da minha mãe". Li todos os comentários, me identifiquei com o relato inicial e com muitas outras histórias relatadas aqui. Foi um alivio descobrir que não é só comigo que isso acontece, e que os motivos são sempre bem parecidos com os meus: falta de carinho, indiferença, maus tratos, etc...etc...etc..
Tenho tentado mudar isso, me harmonizar com ela, e falhado em cada tentativa, e acho que é hora de tentar me afastar de vez, porque cada tentativa frustrada me faz muito mal. Não posso oferecer o que não recebi.

Aline* postou o comentário número:

Olá,
Nunca havia lido texto similar. Minha situação é igual a de Fabiana. Hoje tenho 25 anos e há 15 anos minha mãe passou por um momento dificil no emprego que a deixou muito estressada. Eu sou a filha mais velha de 3 irmãos e acompanhei mais de perto sua aflição. Nesse mesmo ano, uma tia-avó, a quem minha mãe e eu eramos muito ligadas, faleceu. Tanto eu quanto ela sentimos o baque. Minhas notas na escola, que sempre foram muito boas, cairam e o estresse dela piorou. A partir desse momento eu passei a ser o escape dela, brigava comigo por notas como quem briga com o inimigo. Esbravejava e falava de mim para quem quisesse ouvir. Eu também sofria e não podia nem conversar com ninguem por que ela dizia que eu estava me queixando pra passarem a mão na minnha cabeça. Meu pai sempre foi louco por ela, e nessa fase, preferiu não contrariá-la, e não me ajudava. Desde então, sua postura em relação a mim, que nunca havia sido de afeto e de abraços e beijos, piorou. Passou a me olhar com indiferença e a não se portar como mãe. Nitidamente, ela se importava mais com os mais novos do que comigo. Passei a adolescência descobrindo o mundo sozinha, perguntando às minhas primas e amigas o que fazer para o que eu não conhecia. Acho que não tenho um abraço espontâneo dela há 15 anos. Ainda moramos na mesma casa e a convivencia é pacífica, mas sem carinho. Posso dizer que não tenho lembranças boas de minha convivencia com ela, nenhuma muito feliz. Tenho uma foto dela comigo quando eu tinha 6 anos, eu morta de feliz brincando de adulta e ela me obsevando séria e sem expressão. Fico pensando se nunca ela me amou como vejo outras mães amarem e se dedicarem a suas filhas. Hoje, minha mãe tem 50 anos, ainda trabalha e desenvolveu um ca de mama. Está em tratamento por qt com regressão total. Hoje, eu sou enfermeira, acompanho-a, mas não consigo sentir pena, amor ou qualquer outro sentimento.

Anônimo postou o comentário número:

Hoje foi um dia que este assunto de mãe mais me incomodou. Tanto é que fui procurar algo sobre o assunto e achei esses comentários.
A vida é complicada e dolorosa; também cheia de coisas boas, não nego. A minha vida é ceia de dores e tragédias, mas tbém me aconteceram coisas boas, mas eu não gosto da minha mãe. Hoje elatem quase 81 anos, eu cuido dela, faço tudo oque posso por ela e não deixo transparecer tal sentimento. Agora pasmem! somos onze irmãos, eu a mais velha, portanto não tão jovem, mas eu cuido dela, sozinha... sinmto raiva e pena. Jamais a deixaria sem cuidados, até já disse que a amava para que ela se sinta bem, mas eu não amo.
Sei que ela sofreu muito, e acho q ela era doente, tanto q a levei a um médico há uns 6 anos, quando meu pai era vivo e ela vivia com ele e ela toma antidepressivos hj, so q eu tbem tomo.
Estar com minha mãe me faz infeliz e desanimada. Ela me estressa e me provoca desejo de morrer; e isto não é tão simples de se resolver.
Minha mãe sempre disse nos amar, mas qualquer coisa q a contrariasse, ela era capaz de fazer e dizer coisas teríveis; sempre promoveu a discórdia entre os filhos; sempre cobrou muito, nunca me apoiou em nada; até em coisas seríssimas q prefiro nao citar aqui.
Não gosto de abraçá-la, beijá-la, nada. É triste, mas sei que não há como ter volta. Eu nunca vou amá-la como minha mãe. Por ela sinto compaixão e até compreensão, como eu teria por um ser humano que precisa de mim. Apenas isto. Sinto muito mais amor por mihas tias, percebo a diferença do meu sentimento quando falo com uma e a outra. É isto. E por isto às vezes preferiria morrer do q viver assim.

Anônimo postou o comentário número:

me identifiquei com vc, tbm sofro do mesmo problema, e nunca relatei a ninguem meu problema pois as pessoas iriam me criticar, elas não estão em nosso lugar não passam pelo que passamos, então não entederiam, mas eu não admiro minha mãe pelo contrario não tem pessoa que mais me encomoda quando esta perto de mim, me sinto mau, ela tbm fez o papel de mãe mas aquele em que só cria com comida roupas e outros itens mas o mais importante que é amor e carinho não lembro de ter recebido, parabéns pelo blog.

Anônimo postou o comentário número:

Me identifiquei com seu post.

Não tenho coragem de admitir que não gosto da minha mãe (não suporto a convivência) pq sei que muita gente não entende. Todos acham que amar a mãe é uma obrigação..se vc não ama sua mãe vc é um monstro(a). Acontece que o fato de ser mãe não torna uma mulher uma pessoa santa, perfeita e que deve ser amada.

Eu NUNCA me dei bem com a minha mãe. Ela me faz mal, me passa uma energia muito ruim. É uma pessoa negativa, reclama o dia inteiro, fala mal de tudo e todos. As lembranças que tenho dela na minha infância são dela brigando comigo o tempo todo, mandando em mim o tempo todo, me comparando com outras crianças, criticando tudo que eu fazia..e é assim até hoje.
Tenho mais de 20 anos e não me lembro de NENHUM abraço sincero da parte dela. Todas as demonstrações de afeto que ela demonstra por mim são falsas e forçadas, eu sinto repulsa.
As vezes não entendo como meu pai se casou com ela, pq são pessoas totalmente diferentes (e sou muito parecida com meu pai) mas sinto que meu pai também não é feliz com ela.
Ultimamente eu não aguento mais estar no mesmo ambiente com ela. Ela só se aproxima de mim pra fazer fofoca, falar mal, reclamar, mandar eu fazer algo e criticar.

Ela já falou pra mim e pro meu pai diversas vezes que somos horríveis, que eu sou a pior filha do mundo, e joga as piores pragas do mundo pra cima de mim, e o meu "não gostar" dela só aumenta porque eu não dou e nunca dei motivos pra ela me considerar uma péssima filha, muito pelo contrário, eu me considero a filha que muitas mães sonhariam em ter. Já tentei fazer nosso convívio melhorar, mas não depende só de mim. Meu pai diz pra relevar, mas está insuportável, as vezes penso que minha mãe não bate bem e as vezes penso que ela sente inveja de mim e por isso faz tanta coisa pra me deixar pra baixo...enfim, me desculpem pelo desabafo...mas me senti um pouco aliviada em ver que não sou um caso isolado e que não sou uma monstra por não gostar da minha mãe. :/

Larissa postou o comentário número:

Bom dia a todos.
Minha relação com a minha mãe não é muito diferente da sua com sua mãe, também me lembro de alguns momentos felizes na minha primeira infância. Mas lembro-me de coisas horriveis que ela disse sobre mim para uma tia minha(irmã do meu pai), a começar pelo fato de ser 12 anos mais nova que a minha irmã pois na epoca ela usava anticoncepcional que "falhou" quando ela mais precisou, nunca gostei de ouvir por trás das portas mas depois de ouvir que eu não era desejada que ela só me criou pq não gosta de aborto e que eu não deveria ter nascido, eu desenvolvi o costume de ouvir o que ela realmente queria me dizer mas nunca teve coragem, e eu comecei a ter esse costume pois quando eu chegava perto o assunto mudava da água para o vinho. Ela sempre fala que está querendo desabafar, mas sempre fala mal de mim do meu pai e da minha irmã, sempre jogando uns contra os outros.
Desde este dia q eu a ouvi dizendo aquilo, todo o amor que eu sentia por ela se transformou em aversão, quando ouvi isso eu uns 7 anos de idade, e isso me chocou muito e me magoou ainda mais. Lembro que eu tinha ciumes dela, pois ela(e meu pai) trabalhavam com transporte escolar e sempre ela dava atenção para outras crianças e eu sempre ficava de canto, como no periodo da manhã eu era a mais nova as vezes era maltratada por alguns deles e ela nada fazia.
Quando cresci um pouco mais lembro que ela(e meu pai) iam para Mogi das Cruzes fazer transporte dos estudantes das faculdades de lá, e mesmo eu sendo uma criança tinha que ter a responsabilidade de ficar prestando muita atenção no transito da estrada pois ela já não estava com a vista 100%! Nessa época eu devia ter uns 11 talvez 12 anos.
Não gosto dela pois ela é controladora, racista e como ja disse antes ela é falsa e isso tudo faz com que eu não consiga dar um beijo ou um abraço sincero nela. Até na hora de dar boa noite eu acabo sendo fria com ela, pois não digo um "boa noite, durma com deus, tenha bons sonhos" ou coisas assim eu procuro me esconder dela, vou no banheiro ou coloco fones de ouvido pra fingir que não ouvi, vou pro meu quarto, faço qualquer coisa pra ficar longe dela, a companhia dela é desagradavel pois ela sempre está falando mal de alguém e quando peço para ela parar ela diz "Não posso falar nada nessa casa", "Tudo que eu falo é errado", "Eu devia sumir daqui", "devia acabar com a minha vida", "assim vocês seriam felizes" e outras frases para se fazer de vitima.
Ela ja me deu muitos tapas no rosto, ja me xingou de todos os nomes chulos e o dia que tentei me defender das agressões dela, ela se fez de vitima para o meu pai, eu ia começar a tomar banho, ele arrebentou a porta do banheiro e começou a me agredir verbal e fisicamente me agrediu tanto que acabou me jogando no chão bati meu seio, minhas costelas, e a minha barriga no bidê e por causa dos meus gritos a minha irmã veio me defender tirando ele de perto de mim, e minha mãe veio como se nada tivesse acontecido.
São varios fragmentos da minha vida que fazem com que chegue os dias das mães e eu não me sinta bem em comemora-lo pois estou sendo falsa, o meu "não gostar" da minha mãe é tão forte que minha irmã ja veio me confrontar sobre isso e foi a primeira vez que revelei o que sinto ou o que não sinto pela minha mãe. Minha mãe ja perguntou diversas vezes se eu a amo...
Sempre que sou confrontada com essa pergunta e desconverso, mas acredito que ela sabe o que sinto dentro de mim.

Pra quem está de fora dessa situação é facil dizer que é incompatibilidade, imcompreensão e outras coisas, mas só quem tem esse sentimento de não gostar de quem o gerou sabe o quanto isso pode doer.

Desculpem por esse desabafo não percebi o quanto o post iria ficar grande, desculpem os erros de portugues e o "internetes".

Anônimo postou o comentário número:

Eu ñ jugo quem diz que ñ ama sua mãe. É muito difícil admintir, é mais fácil julgar. Ninguém sabe o que uma pessoa passou. Difícil é amar alguém q também não te amou, alguém que te espancou, alguém q te machucou tão profundamente e vc ñ podia se defender por que era muito pequeno. É muito fácil julgar qdo não se está na pele de quem foi abusado ou espancado... ICP

Anônimo postou o comentário número:

Oi Fernanda. Paaso com a minha mãe esses mesmos problemas, quando estou longe fico com remorso por tê-la deixado sozinha e penso: quando voltar vou tentar me aproximar e amá-la, mas quando chego não demora dois minutos para ela me irritar. Ela fala que me teve para que eu pudesse cuidar dela agora na velhice e isto me incomoda muito, me deseja muita saude para poder cuidar dela e assim por diante. Somos quatro filhos e eu sou a escolhida para cuidar dela. compro remedio, arrumo tudo separado todos os dias, dou alimentação, faço compras para sua casa, porém não consigo amá-la. Já até chequei a pensar que sou uma pessoa muito má, sem amor e sem carinho, mas meus dois filhos não concordam com minha opinião. Continuo a minha vida sem poder fazer o que realmente desejo, que é viajar para visitar meus filhos e minha neta, pois não consigo levá-la comigo. Que Deus nos ajude e nos perdoe. Abraços

André Ribeiro postou o comentário número:

Cara, se vcs ainda estão em ação neste site, vamos falar mais sobr esse assunto pq eu preciso contar algumas passagens de minha vida para que possamos encontrar uma resposta pois perdoar o passado não significa esquecer as pedradas, eu não sei como perdoar pois sempre que lembro de minha mãe, lembro do qto ela me fez mau r qto ela me fez chorar de ódio, pra finalizar, eu cresci pensando em uma maneira de poder mata-la sem deixar rastros e ao mesmo tempo faze-la sentir tanta dor e sofrimento que ela iria implorar para morrer. Hj tenho minha vida, uma esposa maravilhosa que amo demais, que me da carinho e afeto, estamos juntos desde o colegial, faz 9 anos, temos uma linda bebê com 6 meses e vou viver até o fim dos meus dias dizendo que a amo mais que tudo nessa vida e que mesmo morando embaixo da ponte, elas serão eternamente as minhas razões para estar vivo. Abraços e meu email é mail.andreribeiro@gmail.com vou repetir MAIL.ANDRERIBEIRO@GMAIL.COM até mais

Anônimo postou o comentário número:

ola pessoal. eu entendo pois passo por isso tambem quando era menor meu pai me espancava devido as reclamacoes da minha mae e ela ou dava risada ou ajudava a me bater isso nunca vai sair da minha mente e ate hoje ela faz de tudo para me prejudicar e me xinga de nomes horriveis. nao consigo amala

Keyla postou o comentário número:

Obrigada! este assunto me ajudou muito. Sofro do mesmo problema, falta de afinidade com minha mãe. Mesmo com todas as divergências, eu sempre me esforcei para querer agradar. Sempre disse Eu te amo, pq o mundo a religião diz q tem q ser assim.Na infância fazia as coisas q gostava sozinha,tipo ir ao clube curtir piscina. Já meus irmãos tinham a presença dela pq gostavam do que ela gostava, que era ir para fazenda e cavalgar. Moro em outra cidade, ela nunca se prontificou em me visitar. Somente eu fazia visitas. Me esforçava mesmo com coração doendo pq sabia q em 10 min de conversa alguma intriga surgiria. Camuflava meus sentimentos. Teve vez de ir para a cidade dela e ela optar por passar a semana com minha minha irmã na fazenda. Sem ao menos ligar, fazer aquele almoço de recepção que minha sogra faz.
Com a terapia entendi que não devo forçar nada apenas seguir minha vida e este blog me fez entender q são muitos e muitos casos assim. Que aquele mundo encantado das propagandas do dia das mães, a afinidade entre mãe e filha(o) nem sempre existe.

Juju RJ. postou o comentário número:

Hoje com o coração doído achei esse blog que tem tudo a ver com minha vida, qtos relatos emocionantes,tenho 34 anos, um marido maravilhoso (um príncipe encantado), e um casal de filhos que é a coisa mais linda do mundo, agradeço a Deus todos os dias pela minha família. Sou uma mãe (e esposa)muito carinhosa, presente, acolhedora, amorosa (digo que os amo o tempo todo, abraço e dou muitos beijos neles, nos 3). A minha relação com minha mãe é um horror, não me lembro de um beijo, um abraço, um olhar afetuoso... só de olhares críticos o tempo todo, tabefes por motivos bobos (pura falta de carinho e diálogo), como doíam na alma aqueles tapas. Ela conseguiu colocar meu pai contra mim por ciúmes (tenho carinho por ele, só não entendo pq ele é tão submisso a ela, sem personalidade própria). É uma pessoa avarenta, ela como professora aposentada e meu pai contador autônomo conseguiram um patrimônio de uns 10 imóveis, imagina que vida levei... aff, tenho mais duas irmãs, a mais velha a defende. Credo, já escutei dela pra parar de ficar de olho nas coisas dela, ninguém merece... hoje estou passando por uma fase apertada de dinheiro e ela está construindo apartamentos... Meu Deus, será que eu sou errada por tb não gostar da minha mãe? É uma pessoa falsa, negativa, que só fala mal de tudo e todos, péssimo conviver com ela, a gente se encontra dá choque, ela sempre com aquele jeito insuportável de tudo criticar.
Aff, não sei bem o motivo dela ser assim comigo, acho que ela esperava muito um menino, e veio mais uma menina (somos 3 meninas). Ela é frustrada na vida.
Desculpe pelo enorme desabafo!

Anônimo postou o comentário número:

Me identifiquei com vc, tbm sofro do mesmo problema, e nunca relatei a ninguem meu problema pois as pessoas iriam me criticar, elas não estão em nosso lugar não passam pelo que passamos, então não entederiam.Foi mto bom ler todos os depoimentos, eu nunca tive oportunidade de ler algo assim, e tão semelhante com a minha vida.Parabéns pela coragem e o desabafo.Gostaria mto de receber mais informações sobre o assunto, deixo meu e-mail para contato terezalemes@bol.com.br
Beijossssssss

Beijos.....

Simplesmenre evenlly postou o comentário número:

ME identifiquei com vc, tbm sofro do mesmo problema, e nunca relatei a ninguem meu problema pois as pessoas iriam me criticar,E Fica mi jugando mais so eu sei oque passo com tanta humilhação todos os dias minha mae manda eu ir enbora da casa dela as vezes fico imaginado se meu pai estivesse vivo
sinto falta dele
pois minha irma falar que o pai dela nao e o meu isso chato tudo que acontece na minha casa ela so colocar acupa em mim falar palavras que as vezes da vontade de mim ir enbora mais ñ tenho pra onde ir mim sinto so pois ñ posso ter uma amiga que ela falar mal de mim nao aguento mais isso quero sumir.se eu fico doente ta nem ai agora se minha irma falar mae to passando mal ela vai correndo pro hospital e pra mim ta nem aii..

TENHO CERTEZA QUE UM DIA EU VOU SER FELIZ QUE TODAS AS PRAGAS QUE ELA JOGA EM MIM VAI SI TORNA FELICIDADES PRA MIM!

Anônimo postou o comentário número:

também não gosto de minha mãe. Não me apoia, roga pragas constantes para mim e a pouco tempo pegou o interfone e falou para o porteiro do prédio que tive problema de esquizofrenia com 13 anos. Que mãe expoe o filho desta forma?

sueli postou o comentário número:

Eu procurando ajuda,esbarrei com esse blog,e percebi que eu não sou a única a viver esse dilema,eu não amo a minha mãe,quando eu era pequena ela judiava de mim fisicamente e psicologicamente,me jogava para baixo o tempo todo tudo que eu fazia era errado,e só apanhava por tudo,só faltava me matar quando eu aprecia toda marcada ela dizia para todos inclusive meu pai que era separado dela que eu não prestava,cresci assim vivendo essa tormenta até os 24 anos de idade,casei aos 29 anos,quando pensei que ia ser feliz meu primeiro filho teve um problema que o deixou com uma paralisia cerebral onde hoje depende de mim para tudo com 20 anos de idade,mas mesmo assim ela me atormenta até hoje agora por conta da idade diz que eu tenho que fazer tudo para ela,sendo que ela têm dois filhos homens um mora mais longe que é o mais velho que não quer nem saber dela,e o outro se faz de burro para não ter responsabilidade nenhuma com ela conclusão sobra para mim, que tenho que lidar com isso com muito raiva no coração quando ela não está por perto vivo muito bem mesmo com o meu filho especial que amo tanto e o meu outro filho de 16 anos,mas quando ela aparece com os problemas dela para eu resolver viventando um monte de mentira para se fazer de vitima ai eu só falto surtar!!!agora neste momento mesmo me sinto arrasada achando que eu sou muito má,pois tenho um filho só que um dia eu deverei precisar pois o outro é especial coitado!!vai depender de mim sempre,já imaginou!!!!as vezes eu tenho vontade de morrer,mas penso muito no meus filhos,pois eu não consigo aceitar ter uma mãe assim tão egoista,nunca pude contar com ela para nada nem para cuidar do meu filho especial,e agora ela por conta da idade me cobra tudo o tempo todo,neste momento estou frustada por me sentir assim,gostaria muito de ajuda, pois eu não posso falar com ninguém esse tipo de coisa nem para o meu marido que é uma ótima pessoa e têm uma mãe que cuidou de seis filhos com o mesmo jeito e ele a ama muito e eu não tenho esse amor pela minha e por isso sinto-me culpada.

Anny postou o comentário número:

Meu relacionamento com minha mãe também é muito difícil pra mim ,pois sempre fui o apoio dela em tudo e sempre me sentí protegida por ela até o momento em que meu padrasto tentou abusar de mim eu tinha só 10 anos ,quando fui contar a ela desesperada pois não tinha com quem contar só com ela, ela disse que eu estava inventando coisas,pronto alí me sentí sem chão desde então me sinto completamente só,hoje tenho 34 anos tenho 2 filhos e marido mas tenho a sensação que só posso contar comigo mesma , sempre.

Anny postou o comentário número:

Meu relacionamento com minha mãe não é fácil,quando criança amava muito minha mãe e a idolatrava era meu espelho ,porém quando tinha 10 anos meu padrasto tentou abusar de mim ,minha mãe estava trabalhando quando ela chegou eu estava desesperada aos prantos e muito confusa e contei tudo para ela , ela me disse que não acreditava em mim que eu estava inventando tudo a partir daí entendí que estou só , sempre cresci assim , tenho 2 filhos que amo muito,hoje tenho 34 anos mas isso ficou marcado em mim para sempre então as peesoas que irão ler e dizer para perdoar , a questão não é o perdão não tenho raiva da minha mãe ,só não entendo como alguém tem uma filha que depende , que não tem maturidade suficiente e tem um velho com 50 anos e não fica do lado da filha ,é muito doloroso pensar nisso,e quanto ao resto da minha vida nos momentos que eu mais precisei de alguém sempre estive só sempre tive que ser muito forte.

PS postou o comentário número:

pensei que fosse a única no mundo a ter esse problema...me achava a pior pessoa do mundo,pois sempre achei que ao amor entre mães e filhos deveria ser incondicional,mas não é...não tenho nenhuma lembrança boa da minha mãe...nunca,só ruins.hoje sou eu quem cuida dela,mas não sinto da parte dela nenhum sentimento bom , só rancor.como se eu fosse culpada pela doença dela. e eu tbm não sinto nada,nem obrigação de filha pq nunca a senti minha mãe.tenho 59 anos três filhas e três netos.e os amo com toda a força do meu coração.

PS postou o comentário número:

achava que era a única a passar por isso, e me sinto muito mal por não sentir amor por minha mãe,não me lembro de nenhum momento bom com ela só coisas ruins, ela sempre traiu meu pai, e abandonava meus irmãos pequenos as vezes doentes pra sair com seus namorados. agora sou eu que cuido dela,mas não sinto nenhuma obrigação nem nada, e da parte dela sinto rancor,como se fosse culpa minha ela estar doente e velha...desculpa o desabafo.bjos

sparklebeauty postou o comentário número:

Passo pelo mesmo problema. Nunca consegui me relacionar bem com a minha mae. Ela se divorciou do meu pai quando eu tinha 6 anos e nunca conseguiu se recuperar de verdade disso. Jah tem 25 anos que eles se divorciaram e sinto que ela me rejeita porque eu pareco com ele. Com 21 anos fui morar em outra cidade no Brasil e ela nunca foi me visitar, apesar de inumeros pedidos. Com 24 anos decidi me mudar para os Estados Unidos por motivos de profissao. Moro aqui ha 9 anos e ela nunca veio me visitar. Jah fui visitar 2 vezes no Brazil e depois de 1 dia as brigas acontecem. Ela grita comigo, se descontrola, diz que nao sou mais filha, me manda embora de casa. Alias, mandar embora de casa era atitude comum durante a minha adolescencia. Eu entendo que ela eh fraca e que nunca foi amada pelos pais dela. E ainda foi "rejeitada" pelo meu pai, entao ela tem muito problema mal resolvido dentro dela. Eu sempre a sustentei ha 14 anos e mesmo assim nunca consegui que ela me tratasse com respeito e afeto. Sei que ela me ama, mas o descontrole eh maior. Agora decidi parar de mandar dinheiro e ela tah dizendo que nao a amo mais, soh porque deixei de mandar.. Os valores estao trocados... Agora com 32 anos, decidi tocar a minha vida longe de minha mae. Um dia eu volto a falar com ela. Por enquanto nao dah, jah tentei de tudo e nada funcionou... Um relacionamento eh feito de dois, nao apenas de um. Ela acha que por ela eh mae, eu tenho obrigacao de sustenta-la. O que mais me surpreende eh que ela trata os amigos e estranhos muito bem. Eu e o meu irmao ela trata muito mal... a nao ser que ela esteja precisando da gente pra alguma coisa. Hoje sou casada e pretendo levar a minha vida longe dela pra minha propria sanidade mental, pois ela me faz mal. Sempre vou ama-la, na medida do possivel, mas depois de ser machucada tantas vezes, a gente aprende a licao...

Solange postou o comentário número:

Os apelos cristaos nao sao suficientes para que os filhos se sintam obrigados a demonstrar amor por aqueles que nao os ensinaram a amar. Minha mae durante toda a sua vida procurou estar no lugar de meu algoz. Agradeco a ela a oportunidade de crescer como ser humano porque o buraco emocional que ela me apresentou foi a mola importante na definicao da minha identidade. Infelizmente eu nao pude aprender o que é o amor. Hoje, infelizmente gostaria de estar o mais distante possivel dela e nao acredito que isso seja nenhum pecado e nem que eu tenha que esquecer o que ela me fez para ganhar o reino dos ceus. Ela insiste em crucificar-me e nada do que eu faca vai mudar isso.Ela colecionou frustracoes e os filhos sao os seus alvos.

Mulher Vitrola postou o comentário número:

Como comentei lá no FB, me identifiquei com esse post já no começo do relato... bem, eu não odeio minha mãe, nem tenho repulsa dela...
Mas, assim como no relato, minha mãe nunca se importou muito comigo e eu nunca me importei muito com ela. Mas temos uma relação normal, eu ligo para ela, conversamos, e saímos juntas algumas (poucas) vezes. Mas, minha mãe nunca se apegou a nenhum filho meu. Quando tive meu primeiro filho, estive sozinha, minha mãe não me visitava, não me dava conselhos (bendita seja a internet). Com o Quim não foi diferente, mesmo ele tendo nascido sido uma criança especial. Aos 17 anos, em busca do meu grande amor (sim, sempre fui sonhadora no quesito "coração", em meio à lagrimas por resultado de uma desilusão amorosa, minha mãe me disse que eu devia abrir mão disso e arrumar uma pessoa que me desse dinheiro ao invés de amor. E a partir desse dia eu parei definitivamente de ouvir os conselhos da minha mãe e resolvi seguir o meu coração. É assim até hoje. Somos como vizinhas: conversamos mais de coisas superficiais, nada pessoal. Mas sou mãe, e quero que com meu filho seja diferente!

Um beijo,
Re

Carla Nascimento postou o comentário número:

Eu não gosto da minha mãe e ponto! Mas ela é minha mãe, pelo menos tenho que aturar e ajudar no que for preciso? Seria hipocrisia da minha parte? Talvez! Mas sou assim, ponderada e relevante, isso mesmo, mesmo não gostando relevo muito coisa! Minha história é um pouco difícil de entender, nem eu mesmo entendo! Com certeza nem eu e nem ela nos entendemos, algo ficou escondido na nossa história lá atrás de toda família esconde isso, sabe aquela sensação que todos sabem de algo menos você? Se você pensou, ela é adotada, acertou!!! Mas isso não mudou meu sentimento por meus pais, veja bem eu disse que não gosto, não disse que odeio, logo, existe algum sentimento bom, não é? Não sei se ela me ama, mas vejo muita desigualdade, no afeto, no amor e nas palavras! Nessa vida não nos entendemos, essa pode ser nossa "sina" nossa lição a aprender uma com a outra, isso ficará para outra vida!

beijos!

http://www.umlarparaamar.com.br

Bruna postou o comentário número:

passo uma barra na minha casa, moro com os meus avos + minha mae vive em casa, ela nao gosta de mim vejo isso na forma que ela me trata, sou a primeira filha dela somos ao todo 4 irmão, ela nao gostava do meu pai e engravidou sem qrer isso q ela fala, a minha irma depois de mim ao contrario do meu pai ela amava ele, sendo assim ela me deu p/ a minha so q ele maltratava a minha mae e a minha irma depois de um tempo ela deixou dele, mudamos de cidade ela conheceu o pai dos meus irmão e minha irma e eu passamos a morar com a minha avo e o meu avo, amo eles como meus pais eles respondem da msm forma, minha mae engravidou ficou gravida e foi morar com ele hj ela tem 2 filhos dele, minha mae gosta + do meu padrasto do que de mim antes quando eu era menor ele me batia, eu contava p/ ela so q nao adiantava, ele nao ama ela vive traindo ela so q nao adianta ela ama ele uma vez contei p/ ela q tinha visto ele com outra ela me bateu, bom minha mae nao gosta de mim ela e indiferente comigo nao me abraça nem me beija ela nao me diz eu te amo minha filha, eu encontrei td carinho de pai e mae nos meus avos amo eles e nao sofro + por causa da minha mae nao gostar de mim e nem meu pai ter me assumido'
bjsss...

Leio Lola Leio postou o comentário número:

Bom, achei esse blog porque procurava este assunto. Achei bem interessante o que foi dito sobre o ciclo pernicioso de rejeição-desprezo-revide. Acho que vivo isso com a minha mãe. Hoje moro longe dela, embora seja na mesma cidade, a vejo pouco ao longo do ano, por opção. Costumo fazer compras para ela quando a vejo. Outro dia lhe dei um 'não', pois ela me pediu dinheiro emprestado e não quer pagar, porque acha que tenho obrigação de lhe dar dinheiro. Eu discordo, passei poucas e boas na vida sem o apoio dela e agora que sou funcionária pública consigo ter mais tranquilidade na vida para estudar e tocar minhas cosias. Hoje estou afastada de toda a minha família, ela monopoliza a atenção de todos, ela os manipula contra mim. Hoje estava me sentindo muito sozinha e como está próximo do aniversário dele, telefonei para saber se ela vai estar na cidade para eu passar na casa dela. Ela não me atendeu. Liguei para o meu irmão, ele disse que possivelmente eles vão viajar, me convidou e respondi que não tinha clima para eu ir. Tem um certo ditado que diz que um inimigo em comum une as pessoas. Acho que sou o inimigo comum da minha mãe e irmãos. O mais velho me inveja porque faço universidade pública e sou independente. O mais novo nunca sequer me telefonou. Eu vivia dando presentes para meu irmão mais velho, e ele nunca retribuiu.
É muito difícil para mim tocar a vida sem eles, mas eu tento. Hoje em especial está doendo muito. Minha psicóloga parou de me atender porque mudou de cidade e estou me sentindo muito mal. Mas, eu já suportei muitas dores sozinha na vida e já passei por essa crise de carência muitas outras vezes também. Ler o depoimento de vocês me fortalece, não sou a única. Família é mesmo um conceito, uma construção social. A gente deve viver buscando não prejudicar ninguém e tentando tornar esse mundo melhor. Tô tentando não ser conivente desse jogo de intrigas da minha família, tentando evitar a fadiga para me proteger. Agora minha mãe faz joguinhos para eu concorrer com minha cunhada, meus irmãos e olha, se eles se dispõem a entrar nessa falcatrua, eles também não merecem dividir a vida comigo. Graças a deus, é possível a gente escolher as pessoas com quem compartilhar a vida e é isso que eu busco fazer. Tô buscando a paz. E, por convicção de que eu tenho uma mínima obrigação, continuarei fazendo compras para ela e só. Pretendo voltar a fazer terapia, antes achava que a terapia iria resolver minha vida coma minha família, mas como se trata de uma relação e que não depende só de mim, ao menos busco ter uma relação melhor com as pessoas que me cercam e que, de fato, prezam pelo meu bem e, se eu vier a ser mão, acho que a terapia pode me ajudar a não repetir o mesmo padrão de relacionamento ruim.

Patricia postou o comentário número:

È complicado viver com um buraco no peito...se sentindo rejeitada,procurando explicação...ja fui muito doce...dei amor, carinho, amizade...sempre tentando mudar esse quadro...querendo provar que sou merecedora do amor da minha mãe...porque diferente de vc amiga...eu a amo muito...mas só vejo indiferença...somos em quatro irmãos...o mais velho e a mais nova ela ama...eu e meu irmão do meio ela só lembra qdo precisa de alguma coisa...eu faço o que eu posso...mas ja não sou aquela pessoa doce que amava sua mãe acima de tudo...vivo amargurada...não aceito essa situação e enquanto isso........a depressão me consome!!! Que Deus nos abençoe!!!

Vihanne Ferrari postou o comentário número:

Oi gente me identifiquei muito com o tema ! Me chamo Vihanne e tbm sofro do mesmo problema . Naum acho amor por parte da minha mãe mais eh duro admitir isso . Confesso que li todos os posts chorando ! Naum me lembro de ter recebido um beijo , um abraco , um "eu te amo " de minha mãe é muito duro confesaar mais é a realidade :-( tenho 21 anos , sou transexual sempre fui uma otima pessoa ,nunca me envolvi com nada errado , estudei , sou uma pessoa super inteligente ,sempre procurei correr atras das minhas coisas ! foi muito duro minha mãe me aceitar hj ela não fala mais nada comigo mais tbm nao me apoia ! Meu pai faleceu a 7 anos e depois disso minha mãe depositou todo rancor e toda revolta que ela sentiu por perder meu pai em mim ! Ela e meu pai eram envangelicos ...mais o amor que um irmao deve sentir pelo outro que é proferido na igreja ela naum sentiu nem 1% por mim ! Tenho uma irmã de 12 anos super desobediente sempre fazendo coisas erradas (coisas que nunca fiz ) no qual minha mãe cobre seus erros com.panos quentes. Tudo que acontece de errado,seus problema e tal sempre ela dar um jeito de por a culpa em mim . Já ouvi as piores coisas de que um filho pode ouvir de sua mãe , coisas que não se fala nem.para o seu pior inimigo ! Confesso ki tenho uma grande ferida no.meu coracão por não ter o amor,a consideracão e o apoio materno que uma mãe dar ao seu filho . Hj em dia ela nao vai mais para igreja no qual as coisas se tornou muito pior pois ela agora so vive xingando e lamentando da vida ( diz ela que tem motivos ) . Gostaria tanto de ouvir um bom dia um "filho eu te amo" , saber se estou bem se preciso de alguma coisa mais axo que isso nunca ira acontecer .. Hj em dia tenho um sentimento de desprezo por ela ,ela sempre me irrita e quando conversamos algo sempre acaba em brigas .. Estou sem falar com ela, aprendir definitivamente que tenho que esquecer ela.e seguir mimha vida em frente pois essa é a realidade ! Peco a Deus sempre que tire de.mim esses sentimentos que sinto.por ela pq isso acaba me fazendo muito mal !

Vihanne Ferrari postou o comentário número:

Oi gente me identifiquei muito com o tema ! Me chamo Vihanne e tbm sofro do mesmo problema . Naum acho amor por parte da minha mãe mais eh duro admitir isso . Confesso que li todos os posts chorando ! Naum me lembro de ter recebido um beijo , um abraco , um "eu te amo " de minha mãe é muito duro confesaar mais é a realidade :-( tenho 21 anos , sou transexual sempre fui uma otima pessoa ,nunca me envolvi com nada errado , estudei , sou uma pessoa super inteligente ,sempre procurei correr atras das minhas coisas ! foi muito duro minha mãe me aceitar hj ela não fala mais nada comigo mais tbm nao me apoia ! Meu pai faleceu a 7 anos e depois disso minha mãe depositou todo rancor e toda revolta que ela sentiu por perder meu pai em mim ! Ela e meu pai eram envangelicos ...mais o amor que um irmao deve sentir pelo outro que é proferido na igreja ela naum sentiu nem 1% por mim ! Tenho uma irmã de 12 anos super desobediente sempre fazendo coisas erradas (coisas que nunca fiz ) no qual minha mãe cobre seus erros com.panos quentes. Tudo que acontece de errado,seus problema e tal sempre ela dar um jeito de por a culpa em mim . Já ouvi as piores coisas de que um filho pode ouvir de sua mãe , coisas que não se fala nem.para o seu pior inimigo ! Confesso ki tenho uma grande ferida no.meu coracão por não ter o amor,a consideracão e o apoio materno que uma mãe dar ao seu filho . Hj em dia ela nao vai mais para igreja no qual as coisas se tornou muito pior pois ela agora so vive xingando e lamentando da vida ( diz ela que tem motivos ) . Gostaria tanto de ouvir um bom dia um "filho eu te amo" , saber se estou bem se preciso de alguma coisa mais axo que isso nunca ira acontecer .. Hj em dia tenho um sentimento de desprezo por ela ,ela sempre me irrita e quando conversamos algo sempre acaba em brigas .. Estou sem falar com ela, aprendir definitivamente que tenho que esquecer ela.e seguir mimha vida em frente pois essa é a realidade ! Peco a Deus sempre que tire de.mim esses sentimentos que sinto.por ela pq isso acaba me fazendo muito mal !

Maria Fumaça postou o comentário número:

Eu entendo a Fabiana. Tenho 52 anos e não amo minha mãe, apenas tenho pena dela. Só consegui ver isso depois de muito sofrimento, muito sentimento de culpa. Isso aconteceu justamente porque queremos ter a tal família do comercial de margarina! Sim, isso mesmo! Mas a vida não é um conto de fadas, as pessoas não são de perfeitas, nós não somos perfeitas! E a educação moralista que temos atrapalha muito. Filhas tem que cuidar das mães! Filhas tem que amar as mães sempre!
Filhas tem que.....tudo bobagem.
Hoje eu não brigo mais com isso. Fico triste por não ter uma mãe, por meu filho não ter uma avó. Mas não insisto mais em uma relação que não dá certo. Moro longe, e poucas vezes ligo para ela ( na verdade só por pena mesmo).

Mas é claro que no caso da Fabiana pode ser apenas uma questão de dialogo, ou mesmo de ouvir. Isso ela precisa decidir.

Izabele Ferreira postou o comentário número:

Gostei da frase inicial "contra fatos nao ha argumentos", porque essa é a real. O fato é que minha mae é um urubu sem asa, mulherzinha vulgar, mal educada nao tem nada a ver comigo. Meu sonho é um dia poder dizer tudo isso a aquela velha impertinente.

Sabrina Medeiros Brandão postou o comentário número:

Foi em busca de ajuda que li este post e posso dizer que vivo exatamente a mesma situação.
Eu não consigo me lembrar de 1 único dia em que minha mãe me apoiou ou me deu uma palavra de carinho, somente para a minha irmã.
Desde que o meu pai foi embora, eu tinha 13 anos na época eu me senti sozinha, errei muito, dei várias cabeçadas, concertei e ACERTEI muito também, mas ela nunca esteve presente.
Hoje sou mãe, tenho uma filha de 4 anos e por ela eu tenho um amor incondicional e não quero que ela sofra as mesmas coisas que eu já sofri.
Hoje, tenho 27 anos, sofro de depressão e Síndrome do Panico. Sou totalmente insegura diante das decisões que tenho que tomar e sei que é consequência de tudo o que eu já vivi...

Rosana Cristina Oliveira postou o comentário número:

Ninguém é obrigado a amar alguém pelos laços de sangue...Uma pessoa pode simplesmente não ter qualquer afinidade com a outra apesar da convivência de uma vida inteira,dos laços de sangue e de tudo o que é convencional.
Da mesma forma como temos mais afinidades com algumas pessoas e não toleramos outras em outras ambientes,na família isso também acontece.As vezes vc sequer suporta ouvir a voz de alguém sem ter grandes motivos para isso.AS duas pessoas não se afinizam,não há vínculos entre elas e por mais que haja a questão familiar,os laços de afeto não se desenvolveram,mas podem se desenvolver por outras pessoas de uma forma leve e sem cobranças....e assim criamos outras famílias,outros vínculos,outros afetos.Realmente acredito que algumas pessoas não deviam ser mães.OUtras vão colocando filhos no mundo e os responsabilizam por seus fracassos e problemas durante a vida...assim,além de viver uma quase-vida,fazem verdadeiros infernos nas vidas dos filhos...Afetos não vem com laços de sangue,eles são criados dia a dia...e outras vezes eles simplesmente não se desenvolvem...falta algum ingrediente,falta algum sentimento maior pra ligar uma pessoa a outra...O vinculo parental é pra sempre,mas amor,afeto,esse não tem jeito,se não for conquistado não adianta nenhum laço de sangue...Afeto,amor,afinidade,isso é quando almas se encontram e se reconhecem...se não houver uma " magia " nesse encontro,outros encontros podem existir....

Rosana Cristina Oliveira postou o comentário número:

Ninguém é obrigado a amar alguém pelos laços de sangue...Uma pessoa pode simplesmente não ter qualquer afinidade com a outra apesar da convivência de uma vida inteira,dos laços de sangue e de tudo o que é convencional.
Da mesma forma como temos mais afinidades com algumas pessoas e não toleramos outras em outras ambientes,na família isso também acontece.As vezes vc sequer suporta ouvir a voz de alguém sem ter grandes motivos para isso.AS duas pessoas não se afinizam,não há vínculos entre elas e por mais que haja a questão familiar,os laços de afeto não se desenvolveram,mas podem se desenvolver por outras pessoas de uma forma leve e sem cobranças....e assim criamos outras famílias,outros vínculos,outros afetos.Realmente acredito que algumas pessoas não deviam ser mães.OUtras vão colocando filhos no mundo e os responsabilizam por seus fracassos e problemas durante a vida...assim,além de viver uma quase-vida,fazem verdadeiros infernos nas vidas dos filhos...Afetos não vem com laços de sangue,eles são criados dia a dia...e outras vezes eles simplesmente não se desenvolvem...falta algum ingrediente,falta algum sentimento maior pra ligar uma pessoa a outra...O vinculo parental é pra sempre,mas amor,afeto,esse não tem jeito,se não for conquistado não adianta nenhum laço de sangue...Afeto,amor,afinidade,isso é quando almas se encontram e se reconhecem...se não houver uma " magia " nesse encontro,outros encontros podem existir....

Lutt Ventura postou o comentário número:

Entendo, perfeitamente, esse sentimento de lacuna no coração... Não lembro de um momento de carinho, de um olhar de ternura ou de uma conversa onde houvesse amor de mãe!
Minha mãe sempre foi para mim, um exemplo de ser humano e mãe para NÃO ser seguido!
A verdade é que existem mulheres que não nasceram para serem mães e mesmo assim insistem, abrindo feridas no coração dos filhos que nunca cicatrizarão!
Tenho filhos e sei que errarei pois sou humana e, portanto, cheia de imperfeições. Mas, faço de tudo para que no futuro, caso encontrem relatos como estes pensem: Obrigado Senhor, pela mãe que me deste!

Regiane Costa postou o comentário número:

Minha mãe é falsa, falei isso para ela hoje, ela não gosta das minhas cunhadas faz inúmeras fofocas sobre elas para mim, e eu tomo as dores dela, e acabo falando coisas ruins para as minhas cunhadas e minha mãe sai como a boazinha da história e eu como sempre a inimiga de todos. Não sei o que faço, com minha mãe

Regiane Costa postou o comentário número:

Minha mãe é falsa! Ela faz comentários ruins sobre as minhas cunhadas para mim, que está sofrendo e tals e como sempre eu tomo as dores dela e falo coisas ruins com as minhas cunhadas, e ai eu fico como a ruim a péssima.... e minha mãe como sempre sogra querida o que eu faço? Estou sofrendo com isso, minha mãe vai me destruir...

Sozinha postou o comentário número:

Hoje tive uma briga horrível com minha mãe, dessas que a gente joga na cara todo um passado, às vezes que ela me humilhou, que ela me maltratou porque estava nervosa com as traições do meu pai. Enfim, foi uma infância e adolescência horrorosas, me lembro que minha mãe brigava muito com meu pai, por tudo, e ele por sua vez a traia muito, e batia nela, eu entrava no meio para defendê-la e quantas vezes apanhei no lugar dela, até que a raiva do meu pai por mim foi crescendo, por todas as vezes que minha mãe corria para a rua, aos gritos, para fugir das agressões e eu ia atras. Até que um dia fui atras dela, ela ficou por uns dias em um quartinho nos fundos da casa de uma prima minha, passado 3 dias ela voltou com meu pai, e me deixou para trás. Nessa época eu tinha um namorado, e decidimos nos casar para que eu pudesse fugir de tudo aquilo. Resultado após 14 anos de casamento me divorciei, porque no fundo, me tornei uma pessoa desequilibrada emocionalmente, extremamente nervosa, agressiva e carente. Certa vez ouvi de meu ex marido algo que me corroe a alma até hoje, ele me disse "não adianta, pois eu jamais vou conseguir te dar o amor que você não teve". Ainda que ele tivesse razão isso me doeu muito. E me fez ser alguém ainda pior, eu vivia brigando com ele, ele não era esforçado na vida, eu é que tinha que viver correndo atras de tudo, e ele só na calma de sempre. Isso acabou com nosso relacionamento. Mas hoje me pergunto,se tivesse tido uma infância mais feliz, se me sentisse mais amada, será que não haveria sido tudo diferente? Enfim, a resposta não vou saber nessa vida. Hoje meu irmão se dá super bem com minha mãe, mais ele vive a 600 km. daqui, quem esta perto sou eu. Toda vez que me queixo de algo com ele, ele me diz "vc pode dizer o que quiser, mais para mim, a mãe sempre irá ter razão". Enfim, eu não recebi dela o amor que ele recebeu, a maneira como ela nos trata é muito diferente. Ele ela respeita, admira. Eu não, nada que eu faço ela valoriza, só me julga, vive me dizendo que nunca estou bem. Mesmo tendo essa vida infernal, fiz faculdade, fiz mestrado no exterior, sou independente, cuido do meu filho sozinha. Mas enfim, nada que eu faça ela reconhece, as vezes eu chego toda feliz para lhe contar uma vitória, e ela trata aquilo como se não fosse nada. Todas as vezes que precisei dela, ela me jogou na cada depois. Enfim. As vezes tento relevar, já que minha mãe tem uma história de vida triste, perdeu a mãe dela ainda criança, viveu em orfanato, hoje também já não tem mais o pai, e seu único irmão não lhe dá a mínima. Mas enfim, queria que ela me visse como uma segunda oportunidade para ter uma família, uma amiga, enfim. Não a odeio, como filha sei do meu papel, sei que jamais vou faltar quando ela necessitar. Sinto que é melhor levar minha vida longe dela. Enfim, as vezes tenho medo que a vida me cobre esse mal relacionamento com minha mãe. Mas ao ler esses comentários percebi que realmente isso não depende só de mim. Embora ela me diga que o problema sou eu, e as vezes até penso mesmo que sou o problema, afinal, depois de tanto sofrimento não me sinto muito normal. Mas por outro lado sou mãe, sou dedicada, amorosa, e abraço, beijo e digo que amo meu filho a todo momento. Pois é tudo o que eu não tive, e quanto falta me fez. Hoje penso que a autoestima é tudo na vida de alguém, e como mãe me sinto na obrigação de dizer ao meu filho o quão maravilhoso ele é, e apoiá-lo em tudo, para que ele se sinta a pessoa mais amada desse mundo. Pois eu não me sinto assim, e hoje é um dia que senti muita vontade de morrer, minha mãe me faz sentir essa vontade, pois ela me faz sentir a pior das criaturas. Mas sei que tenho que seguir adiante. Desculpe o tamanho do desabafo, mais a dor ainda é maior. E eu compartilho com todos e cada um de vocês essa frustração, pois de todas as histórias relatadas, eu me senti protagonista de cada uma dela. Um abraço forte e que Deus nos ilumine nessa caminhada. Meu email caso queiram trocar desabafos, caso sejam sozinhas (os) na vida como eu é: advogadaeliane@ig.com.br.

Galindo postou o comentário número:

Muito parecida com minha história. Não tenho lembranças de carinho entre eu e minha mãe. Ela sempre fala que sou culpada por ela ter conhecido meu pai (???) já tivemos brigas de sair na mão. Falta uma semana para o dia das mães e estamos sem nos falar. Não sou um exemplo de filha, tento ser o melhor que posso. Ela não fica atrás, fala que não tem obrigação de me respeitar porque é mãe. Conta minha vida para todo mundo na rua. Ela sabe que eu não gosto e faz, quando eu fico zangada, ela briga. Não suporto mais e vou sair de casa. Quando eu conversava com ela sobre meus planos, ela é a primeira a desanimar, a colocar pra baixo, falar que não vai da certo. ..

patricia postou o comentário número:

Comentário 78 você nem me conhece!!! Temos EXATAMENTE A MESMA HISTORIA! Gente, me peguei hoje as 01:32 da madrugada com esse triste sentimento, me sentindo um lixo, a pior pessoa do Universo, pois não consigo de maneira alguma me aproximar de minha mãe. Sempre sofri humilhações por parte dela e de minha irmã na minha infancia. Aos 14 anos de idade, conheci um homem que foi meu namorado por 7 anos e meu marido por 7 anos, ficamos juntos 14 anos, mas na verdade, quando me envolvi com ele, de certa forma foi uma fuga pra sair daquele meio de humilhação. Com o passar dos anos vi que ele não era o homem que eu imagina, resolvi me separar depois de 14 anos de união, e com uma linda filha!!! Hoje recem separada, não tenho pra onde ir. Fui obrigada a voltar pra casa de minha mãe, juntamente com minha filha. Não consigo se quer procurar um emprego, pois ela me humilha tanto que eu tenho certeza que não irei conseguir nada. Ja com minha irma é tudo diferente, ate o coco dela minha mãe acha cheiroso. NÃO SUPORTO MAIS ESSA SITUAÇÃO, NÃO TENHO FORÇAS PRA SAIR DESSE INFERNO, ESSA TORMENTA, ESSA HUMILHAÇÃO. Aqui em casa não temos dialogo, apenas brigas. e minha filha esta ficando igual, pois ela esta sendo fruto do meio que ela convive. QUEM SABE UM DIA POR DEUS ISSO ACABE UM DIA, SEM EU TER QUE PRECISAR ME ENVOLVER COM ALGUEM PRA SAIR DE CASA, ESPERO QUE ATRAVEZ DO MEU TRABALHO EU CONSIGA SAIR DA CASA DELA E SUSTENTAR A MIM E A MINHA FILHA. QUE DEUS NOS DE FORÇAS

Migalhas postou o comentário número:

Concordo! As vezes simplesmente nao flui!

yeda postou o comentário número:

na minha infancia minha mãe nunca me deixou faltar comida, roupa, estudo e outras coisas materiais. no entanto, ela não conversava muito comigo e eu nunca me senti a vontade para conversar com ela. não havia muita intimidade e eu tinha medo de falar algo que eu estava sentindo e ser repreendida, criticada ou até mesmo levar uma pisa. depois que fiquei adulta ela quer forçar uma intimidade e amizade comigo. agora eu é que não quero mais isso. não gosto de compartilhar minha vida pessoal com ela. sei que minha mãe sofre com isso, mas eu prefiro viver de forma reservada sem me expor.Não suporto a ideia de deixar ela se meter na minha vida. não tenho afinidade com a minha mãe e me sinto uma pessoa má por causa disso.

Maysa Mesquita postou o comentário número:

Bom... Vou contar um pouco da minha história pra vocês. Tenho 17 anos e moro em Curitiba/PR na cidade grande e que eu amo demais.
A relação entre eu e minha mãe é uma coisa muito linda de se ver, não falo isso porque a amo demais e sou amada, mais sim porque é a verdade. Quando eu comecei a sair pra festa e baladinhas minha mãe sempre esteve do meu lado, sempre me acobertou dos meus erros, falava pro meu pai que eu ia dormi na casa da minha amiga para que quando eu chegasse não brigasse comigo, sempre assumiu meus erros, briguei várias vezes com ela por causa disso. Fazem exatamente 3 semanas que ela se separou do meu pai hoje é dia 03/06/2014. Meu pai sempre foi do tipo genioso nunca quis que minha mãe saísse de casa sozinha coisa e tal, sei que isso foi meio que ridiculo da parte dele porque hoje em dia eles se separaram por esse motivo de "nada", minha mae sempre foi do tipo simpatia, amorosa, compreensiva sempre ajudou e deu conselhos pras minhas amigas kk vê se pode. Hoje com 17 anos, trabalhando em uma Faculdade no Financeiro/administrativo, fazendo o que eu gosto, trabalho de dia e de tarde, vou pra faculdade de noite, ajudo minha mãe em casa, não somente por ser a minha obrigação mais também porque eu devo a minha vida a ela, ela me criou, me gerou fez de mim a pessoa que eu sou, responsável estudiosa e tudo mais... Não faço tudo que faço por mim, mais sim por ela, daria minha vida, meu emprego, minhas coisas e tudo que ganho, pela felicidade da minha mãe eu mataria, roubaria e cometeria os pecados mais feios do mundo, podem falar que isso é ridículo ou exagero mais é amor de filha que admira sua mãe, daria e faria de tudo pela vida de uma mulher que me deu a vida. Entendo o ponto de vida de vocês, meu pai é assim, e eu não ligo muito não, ele é ignorante, genioso as vezes grosso, pensem um pouco comigo, cada um de vocês tem uma atitude do seu pai ou na sua mãe. Se coloquem no lugar deles, todos falam "minha mãe não me deu carinho", mais você deu carinho a ela? "minha mãe só briga e me humilhava", e o que você fez para que tudo isso acontecesse?. Vocês tem que agir de modo contrário que sua mãe lhe trata, já pensou em sentar pra conversa? O diálogo resolve muitos problemas, e o de vocês não será diferente. Sua mãe te ama sim, só que de uma forma diferente, do jeito dela, não existe pessoas iguais, você que está lendo o meu comentário sabe disso!

Adelaide Machado postou o comentário número:

Olá pessoal
Eu tive uma infância muito infeliz, meus pais não se entendiam e não sobrava disposição para dar carinho aos filhos. sofri na pele a frieza e disciplina da minha mãe. Passei anos sem me lembrar muito dela embrenhada agora nos problemas com a minha própria família. Nunca lhe disse que a amava, e ela também não...mas não era preciso...ela já faleceu e eu tenho remorsos por não a ter abraçado nunca. sinto tanto a falta dela!

samira avancini postou o comentário número:

eu cinto muito por vc passar por isso ,sei esatamente o que e nao saber gostar da propria mae ela faz questao de me ferir falando mal do meu pai que ja faleceu ,ela tratou mal meu pai quando ele mais precisava ela e uma pessoa muito ma ,ja tirei do meu coração qualquer tipo de culpa porque ela plantou isto em mim ó desamor`

Andressa postou o comentário número:

Essas maes q sao assim,q acha q so pq ajuda na comida, na roupas mas nao tem carinho,amor,apoio,nao era pra ser mae,porque mae eh a seguranca na vida de um filho,e maioria joga no mundo e nao esta nem ai pro interior que é a alma.

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