sexta-feira, 10 de julho de 2015

Funk You! #Curticompartilhei




Funk educativo. Como assim? Foi o que pensei ao ver o burburinho em volta da notícia de que MC Carol tinha feito um funk para ensinar história do Brasil. Detesto funk, mas resolvi deixar o preconceito de lado, li, ouvi e aprovei. Leia e ouça. Tenho certeza de que você vai gostar.


 “A letra é interessante porque alguns livros ainda insistem em reproduzir a chegada de Cabral e não problematizam a chegada dos colonizadores. A maioria dos professores afirma que é um equívoco. Há alguns livros que, inclusive, já trabalham com a perspectiva de chegada e não de descobrimento. Quando eles chegaram aqui havia de 4 a 6 milhões de indígenas. É uma visão eurocêntrica. Estamos acostumados a trabalhar a visão dos vencedores. A visão dos vencidos ainda está sendo difundida.”  José Nazareth Neto Alvernaz, professor do Colégio Sarah Dawsey.

“A professora batia muito na tecla da história da Princesa Isabel, porque tem uma casa enorme no pé do Morro do Preventório, onde moro, que é a Casa da Princesa, que era a casa de bonecas, o lugar onde ela brincava. E o Morro do Preventório era um cemitério, onde enterravam os escravos. Aí eu comecei a debater com ela a figura da Princesa Isabel. Porque na época que ela assinou a Lei Áurea, aquilo já tinha que acontecer. Porque os ingleses já pressionavam pela libertação dos escravos, para eles terem dinheiro e comprar coisas. Então é como se pegassem uma branca, para fazer de conta que ela foi a libertadora dos negros. Mas não foi exatamente isso que aconteceu”, questiona a MC.


Pensar não dói. Pense sempre que possível de forma a questionar o que parece óbvio.

Ouça clicando aqui.

Vale o clique, vale compartilhar e refletir (leia o texto original aqui).


Pintei bastante nesta semana. As letras em madeira MDF foram pintadas com estêncil e pincel liner, e as cores foram escolhidas pela professora Odila Freire. Amei todas elas.






Usei esmalte azul escuro, quase preto, Kiko Nail Polish, cor 523.




Este tecido de fundo é o que escolhi para forrar as almofadas da varanda. Azul e verde sempre rendem uma boa combinação. É da marca Fiamma, comprei na Saara- rio de Janeio, paguei menos de 20 reais o metro.





Este post entra geralmente aos sábados, mas estou postando um pouco antes, porque vou ter outros compromissos na rua e tenho medo de não conseguir publicá-lo em tempo.


*

7 comentários:

Lola postou o comentário número:

Eu adoro essas letras pintadas! Ainda vou fazer algumas palavras assim, decoradas, pra expor em casa. rs
E esmalte azul escuro sempre é luxoooo!
Bjs

Márcia Balz postou o comentário número:

Oi Fernanda! Quanto tiveres tempo cata no Youtube Valesca Popozuda no Comédia MTV 2010. Pra entender aquele funk o cara tem que ter bom humor e uns quilos de conhecimentos ou não conseguirá rir.
Lembrei deste episódio da MTV quando ouvi MC Carol "Não foi Cabral" a música das uma ou duas pinceladas pela versão colonial da descoberta do Brasil, fala sobre o genocídio brasileiro, que aliás, não se divulga, não se lamenta em datas, não aparece no Jornal Nacional.
O genocídio do povo brasileiro inicia-se com a morte de milhares de indígenas por morte violenta ou epidemias brancas, negro escravos que morriam em navios, os que sobravam eram escravizados. O genocídio esteve presente em leprosários, manicômios como o de Minas Gerais, no qual morreram milhares de doentes mentais, criminosos, prostitutas ou desafetos de gente poderosa.
O genocídio ocorre não só em massacres com milhares de mortes. Ocorre também aos poucos, todos os dias quando morre um jovem pobre e preto ou centenas como no Carandiru.
O funk,para muitos, também deveria ser assassinado para não ser ouvido nem dançado. Mas ele resiste com músicas boas e ruins. Músicas dançantes ou pensantes.

Bjim! As letras estão lindas !

Juliana Ramalho postou o comentário número:

O comentário acima está ótimo e me atentei para as diversas informações. Já tinha visto na internet sobre o funk. Acho bacana essa coisa toda e nos faz pensar.
Adoro azul escuro nas unhas.
Suas letras sempre nos inspiram estão lindas.
Bjo pra vc

Claudia Leonardi postou o comentário número:

Oi querida
Estes posts sao sempre inspiradores
Acho este esmalte um luxo tbe, mas nao tenho costumo de usar, vou tentar mais vezes.
Te convido para postar a foto na campanha da Malala que compartilhei nesta semana :)
Bjks mil, querida

www.blogdaclauo.com

Márcia Zilio postou o comentário número:

Oi Fer! Fiquei ausente por uns dias! Mas adorei voltar! Logo entro no esquema! Adoro ler teus posts!!!!! Beijos

Elaine Lobato postou o comentário número:

Olhaaaaaaaaa eu aqui! Fernanda, não resisti e fui ouvir o funk, muito legal. Mas o que me chamou atenção foi o refrão muito contundente para o modelo de educação que temos hoje. esse "Professora, não me leve a mal... " representa tantas peculiaridades que acontece dentro de um sistema educacional todas levando para uma reprodução do conhecimento quem pensa por si, mesmo de forma óbvia tem que fazer uma espécie de mea culpa !
bjss

Monalise Nogueira postou o comentário número:

Fernanda tu tá ficando muito Craque nesses MDFS não?
Como amei!
Azul lindo!
Beijos da Monalise do Blog
www.dividindoexperiencias.com

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