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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Redução de Estômago Hoje, Reeducação Alimentar Sempre

Minha xará Fernanda do blog Minha Mães Sabia  vai fazer nesta quinta dia 6 de outubro a cirurgia bariátrica, gastroplastia, que é popularmente conhecida como "redução de estômago". Foi uma decisão muito bem pensada e planejada, com acompanhamento de uma equipe médica qualificada, com apoio familiar e das amigas. 

Fernanda é gordinha, não gordona, então as pessoas a criticaram muito pela opção que ela fez pela cirurgia.


Atualmente, a cirurgia bariátrica não se aplica somente à obesidade em grau severo, mas a qualquer pessoa cuja saúde esteja comprometida pelo excesso de peso. Só uma equipe médica poderá avaliar cada caso, pois há o aspecto psicológico, há a questão da diabetes, da pressão arterial, do metabolismo, enfim, uma quantidade enorme de fatores que devem ser analisados antes de se marcar a operação.

Ela terá que ter uma disciplina enorme e prosseguir firme na sua reeducação alimentar, com diversas restrições. A reeducação alimentar será para sempre, pois a cada quilo perdido suas necessidades serão diferentes, haverá carência de vitaminas, queda de cabelos, e a cada novo dia Fer vai aprender um pouco sobre o SEU ponto de equilíbrio.

Veja Fer e a netinha Lara



Aqui tem os posts sobre a cirurgia de estômago que a Fer escreveu

Aqui você um post de Abril de 2011, em que Fer mostra seu esforço na reeducação alimentar

Aqui tem o link pra lojinha virtual da Fer, pois além de blogueira, ela é arteira... 
Faça suas encomendas, pois ela tem ajudantes!

Entre no grupo REDUÇÃO DE ESTÔMAGO do facebook.
Conheça o André, que criou o grupo e que já eliminou cerca de 100kg.

(Beijo, Fer, tô orgulhosa de ti!!!)

ATUALIZANDO


veja como ela está UM ANO DEPOIS



Leia no blog da Fer como ela se sente atualmente. Clique aqui.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

UTI da Autoestima - Post 35 - Dieta Coletiva


Este post vai além do assunto Dieta. Ele tem a ver com VIVER BEM. Foi escrito por Valérie e pode ajudar você ou uma amiga a sair do quadro letárgico, da inércia, deixando de ser um triste zumbi pálido e passando a ser uma pessoa mais vibrante. Veja o que diz Valérie:



"Há alguns dias recebi alguns emails pedindo uma ajuda para começar emagrecer. Começar não é tão difícil né? Digo, naquelas primeiras horas ou dias em que sua disposição está a 1000, mas depois, passado o primeiro instante, quando o fogo na palha apaga... ai,,como é difícil!

Descobri ou conclui que o que nos deixa no pique é nossa auto-estima mesmo. Mas como mantê-la subindo ou no nível necessário para o emagrecimento andar?

Em situações emergenciais, quando o paciente se encontra em estado terminal e a coisa desanda de vez, não tendo mais conserto, o negócio é mandar para UTI não é? Então vamos para UTI da Auto Estima.

Primeiro: Estabilizar Sinais Vitais 

Você tem que sentir bem com você, independente de tudo que te cerca. Entre no quarto, coloque as crianças para fora e se olhe no espelho. Sim, olhe. Está de havaianas (aquela velhinha que você já remendou com o grampo de cabelo?) O cabelo não vê escova a quantos dias? A camisola está no corpo? Ou ainda está com a camiseta furada da última eleição (ótima para dormir, mas um excelente pano de chão também!). 

Bom, como diria a turma do Fly: vestida, calçada e penteada. A roupa que você vai por é aquela que vai te valorizar mais. Uma roupa legal, não precisa ser chique, mas que você se sinta confortável e feliz. Penteie o cabelo, calce um sapato, coloque um brinco e passe um batom. Estabilizou os sinais vitais? Sente-se no mínimo ajeitada? Saiu aquela cara de chulé? 

Segundo: Reverter quadro Clínico Emergencial

Depois de estabilizar o paciente, começa-se a tratar das patologias que levaram para a UTI. Da mais urgente e viável para menos graves e inviáveis. O que é urgente e viável, dentro do seu quarto ainda, é seu guarda roupa. Não precisa contratar uma Personal Stylist para se vestir legal. Olhe para seu guarda roupa e separe a roupa em 4 montes:

1-as roupas que te servem e você se sente linda e bem,
2-as roupas que não te servem (largas demais),
3- as roupas que não te servem (justas demais)
4-as roupas não te servem e você se sentia linda e bem e
5-as roupas que te servem, mas te deixam horrorosas.

Bom, nem preciso dizer que as roupas que te servem e te deixam linda (monte nº1) voltam para o guarda roupa, né? As que te servem e te deixam horrorosas (monte nº5), junto com as que não te servem porque já estão grandes (monte nº2) vão para doação. Ou o mais longe possível da vista. Esqueça que ela existem. Até conseguir doar as minhas, enfiei tudo em um saco preto de 100 litros, mas isso durou apenas 4 dias. 

As que ainda não te servem porque estão pequenas (monte nº3), eu guardaria num cantinho do guarda roupa, mas não deixaria tão a vista. Isso se, elas ainda estiverem na moda até o fim do seu emagrecimento. Há controvérsias neste ponto. Tem gente que gosta de comprar roupa menor para entrar depois. Eu não gosto. Acho desistimulante.

Sapatos: a mesma coisa: sapato que te envelhece, está feio, sujo, furado... FORA!  Fique somente com o que te agrada e combina com suas roupas. 

BIJOUS: idem!!

Mesmo de tudo isso sobre 4 mudas de roupa, ainda é melhor do que ter um guarda roupa cheio de coisas que te deixam mais para baixo.

Terceiro: reverter Patologias Curto Prazo.

Este curto prazo são coisas que se pode fazer durante um dia mesmo ou marcar para o dia seguinte. Saindo do quarto, com seu guarda roupa remodelado (não falei em comprar nada hein? Só em arrumar), parada no Salão de Beleza. Algumas pessoas gostam de se arrumar em casa, mas eu acho que é um mimo que vale a pena de vez em quando. O mínimo necessário no salão de beleza é:

Pedicure,
Manicure e
Sobrancelha (buço, se vier ao caso).

Não tem como você se sentir renovada se fizer este mínimo. Parece que emagreço 3 quilos quando saio do salão!  

Se você está melhor "provida" financeiramente, faça "funilaria e pintura" completa: cabelo, tintura, hidratação, depilação (de virilha sim!), sobrancelha, pé e mão!. Sair do salão com uma roupinha legal, mãozinha bem pintada e cheirando a spray de cabelo... gente, pensa bem, que mulher que não se sente melhor?

Quarto: Manutenção do Paciente e Cuidados Gerais:

Estabilizado seu paciente, revertendendo quadro cínico, vamos começar os cuidados gerais e manutenção. Então, a partir de agora é levantar de manhã, se olhar no espelho, colocar aquela roupinha legal, sapato no pé, escovar os cabelos e dizer: OK, É ASSIM QUE "ESTOU" HOJE, MAS O QUE EU FAÇO HOJE PARA FICAR COMO EU QUERO????

Comece a relacionar as coisas mais fáceis: comer uma fruta, uma hora de caminhada, 2 litros de água por dia etc... Vá acrescentando coisas devagar e dentro do seus limites, mas não descuide do seu "paciente". Se você não cuida o tempo todo dele ele volta para UTI em quadro crítico. Então temos que começar tudo de novo. O sucesso do tratamento está na manutenção do paciente.

OK meninas? Vamos tirar nossa auto estima do Quadro Crítico?"

Escrito por Valérie Roberto em 07/08/05

*

Nada substitui o tratamento psicoterápico para quem não se sente bem, mas as dicas da Valérie servem como um "Basta", como um primeiro movimento rumo à mudança definitiva que você pode fazer em sua vida. E esse primeiro movimento pode ser hoje.

Neste marcador, reuni todos os posts da seção VIVER BEM. Clique e leia.




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Obesa ou Anoréxica - Os Extremos Perigosos


Eu tenho a FELICIDADE de ter leitoras preciosas, que escrevem, que pensam, que opinam. Já disse mil vezes e repito: a melhor coisa deste blog são os leitores. 

O comentário da Bianca Bueno é excelente e contribui demais para esta semana em que falamos de autoestima, amor-próprio, inadequação, depressão, aceitação, superação. 

Bianca trouxe uma opinião que pode até causar polêmica, mas eu concordo 100% com ela. Veja:


Bibia Bueno deixou um comentário sobre a postagem 


"Recentemente, assisti um programa chamado Tabu, na Nat Geo, sobre extremos de beleza. Mostrou concurso de beleza de garotas encorpadas e até uma moça que pesava cerca de 200kg e tinha um site de relacionamentos, dois ou três namorados que a viam como a última bolacha do pacote.


Depois mostrou o caso daquela garota anoréxica que escreveu um livro e apareceu no outdoor de Milão, a Isabelle Caro. Infelizmente, faleceu. Abordou toda a discussão sobre a indústria da moda e o movimento Pro Ana.



O que me fez pensar no seguinte: diga-me aqui com toda sinceridade, o que faz ser politicamente correto condenar o movimento Pro Ana e aprovar um movimento apoia a beleza da obesidade?

Eu, como obesa assumida em luta pela saúde, não gostaria que o oposto se fizesse válido e que o padrão de beleza fosse o contrário do que é. Ser muito gordo é perigoso. Assim como ser muito magro também é perigoso. Aprovo um padrão de beleza mais realista, com uma curva menos severa na variação de peso, mas os extremos não são bacanas em nenhum dos lados.

Eu sou bonita. Obesa, gordinha ou chegando perto, mas ainda longe, de ser magra (coisa que nunca fui). Eu acho que sou bonita. Mas existe um limite em que é um risco para o corpo. Estou lutando para sair desse risco. Não quero ser capa de revista e nem nada do tipo. Sou feliz. Tenho minha vida sexual, meu marido que me ama independente do peso e não deixo de pintar as unhas ou me maquiar.

Eu quero continuar bonita, mesmo que continue acima do peso, mas quero que a minha alimentação seja equilibrada pelo bem do meu organismo. Para que eu não preocupe os que me amam. Para que eu viva melhor a minha vida. Para que o meu aparelho digestivo funcione legal, deixe a pele mais bacana e a disposição para um passeio ou uma noite quente mais evidente.

Eu sinceramente não acho que a garota da Veja que perdeu sete quilos com aquele remédio novo era gorda e nem acho que estava em risco com a saúde. Ela estava bem bonita com as curvas na foto do Antes e me choca que tenha, com aquele corpo lindo, ter representado a gorda da matéria. Continuaria bonita com uns quilos a mais, como continuou bonita com uns quilos a menos na foto do Depois. Dessa curva é que falo. Até as gordas na mídia são magras, isso beira o absurdo!

Eu não acho certo que a mídia estipule que eu ache as modelos com aquelas pernas finas bonitas e feias as pernas com mais curvas e carne. Posso achar ambas bonitas! A beleza não deveria ter um padrão. Somos lindamente tão diferentes uns dos outros. Que graça teria se todas fossem loiras?

Porém, acho um absurdo que eu seja considerada politicamente incorreta se eu não achar bonita uma mulher baixinha de duzentos quilos. Não, eu não acho. Assim como não acho bonita uma mulher alta de vinte quilos. Eu não me acharia bonita com duzentos. Eu não me acharia bonita com vinte.

Acho que estou no ponto ápíce aceitável da minha própria curva. Estou bem comigo mesma, como estarei se perder mais peso (já somam 15 perdidos). Mas antes de eliminar tudo isso eu não estava bonita. Não me olhava no espelho e ficava feliz. Não foi a toa que meus exames deram alterados, o que não estava me fazendo bem não podia mesmo refletir beleza. Agora estou bem, estou me sentindo bonita, estou com os exames equilibrados e mesmo assim ainda sou gorda. E daí? Tô bem! Tô feliz!

O que quero dizer é que, para oito ou oitenta, existe um limite. Sim, a mídia, o bulling e a indústria da moda estão equivocadas. Sim, a anorexia é um problema sério. Mas, sim, mesmo com tudo isso a obesidade é um problema real e igualmente perigoso. E, dessa forma, na minha opinião defender a beleza na obesidade mórbida (não falo das gordinhas lindas, veja bem) é o mesmo que apoiar o Pro Ana. Sinceramente, se a reeducação alimentar não estivesse funcionando ou se eu voltar a bater na porta da obesidade mórbida, vou aceitar a cirugia bariátrica."



*

Obrigada, Bibia, pela contribuição que sempre tem dado aqui no blog!


O Patinho Feio

Era para ser um depoimento da Dieta Coletiva, mas acho que cabe publicá-lo hoje, fechando esta semana de depoimentos fortes e inspiradores. 

Esta moça sofreu bastante, ficou muito doente, com depressão e síndrome do pânico, mas conseguiu acordar do pesadelo. E ela acordou com  a ajuda de seu príncipe encantado. Acordar sozinha, ou com a ajuda da família, de psicoterapeutas, de amigos, não faz diferença. O que faz diferença é querer sair da doença e lutar.

Ela autorizou que eu publicasse seu depoimento, seu nome e seu link de blog, mas não farei isto agora. O anonimato não serve somente para proteger a identidade de quem conta a sua história. O anonimato serve também para que as pessoas comentem sem filtros, dando sua opinião em relação ao caso que foi narrado, sem medo de desagradar quem o escreveu.  

" Eu no momento teria que perder uns 30 quilos, talvez 25. Sempre fui 'gordinha' e parecia feliz, todos me queriam por perto, a amiga legal, sempre de bem com a vida, mas ninguém estava comigo, no meu quarto, depois de uma balada. Na minha vida toda, comecei inúmeras dietas, emagrecia alguns quilos e depois tornava a ganhá-los, às vezes até mais, sempre lutando contra a balança. 

Vivia rodeada de amigas lindas (eu me achava o patinho feio do grupo) e meninos muito gatos, mas eles só queriam ser meus amigos. Tive alguns namoradinhos, nada sério, uns muito apaixonados até, mas não deixava eles chegarem muito perto porque parecia que 'gorda' não podia namorar menino bonito. Foi assim a adolescência toda, chorando, me achando feia, enfim... Adoeci.

Não quero convencer ninguém de que ser gorda é bom, mas foi preciso me aceitar e estar bem comigo mesma. Sofri de tanto tomar remédios para emagrecer, desenvolvi doença do pânico, com grau elevadíssimo, as consequências desses remédios não vem a jato, mas uma hora vem. Nem banho sozinha eu conseguia tomar, de tanto medo que me daria uma crise. Passei um ano inteirinho sem ir na varanda da casa dos meus pais (na época eu não era casada ainda). Eu parecia bicho acuado. 

Certo dia conheci um gatinho muito fofo, de cabelinhos encaracolados e tímido, fala doce e mansa. Nos tornamos amigos, olhares, conversas. E foi essa pessoa calma, tranquila e gentil, que aos poucos foi me ensinando que gordinha também é gente, que ama, sofre como toda magra, que eu era interessante, sexy e muito atraente. Foi ai que acordei para o mundo. 

Pensei: eu posso tudo! Decidi que não iria mais ter pena de mim e nunca mais iria permitir ser discriminada por essa sociedade preconceituosa, não iria me tornar uma coitada aos olhos de todos. Nesse dia decidi que seria FELIZ. Nessa ocasião tinha 21 anos.

Hoje continuo gordinha, feliz e desencanada. Me amo, me acho sexy e inteligente (convencida eu?). Sofro, choro, esperneio, mas não é pelo meu porte físico, mas sim por problemas como qualquer magro tem.

Ah! E aquele menino com cabelinho encaracolado, gentil e doce, é hoje meu marido. Estamos juntos há 19 anos (15 anos de casados). Para ele não existe mulher mais bonita do que eu (eeeeeeeeeee) Como amo esse meu maridinho!

Cada um tem que se dar valor, não deixar as pessoas dizerem como você tem que ser. Se você quer ser magro corra atrás, mas não fique tendo pena de si mesmo, eu sei que é dificil, mas tente que dá. A partir do momento que eu me aceitei e comecei a olhar para mim sem preconceitos, os quem me rodeavam também passaram a me ver assim, ou já me viam assim, e eu é que não percebia.

Sei que ganhei um grande presente de Deus que foi essa pessoa iluminada, que chegou e me deu uma sacudida para a vida, mas não precisa ser necessariamente um amor, pode ser uma amiga ou parente. Eu olho para cima, faço uma oração e agradeço a Deus por tudo que sou hoje e da pessoa feliz que me tornei.

Precisei passar por tudo isso para dar valor a mim mesma. Devemos prestar atenção aos sinais que a vida nos dá e buscar as mudança necessárias."

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(Clique aqui e conheça a autora deste depoimento, no JEITO FELIZ DE SER)


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Atitude ou Falta de Atitude: Escolha!


Os dois últimos posts sobre comportamento renderam e-mails com muita emoção. Vou publicar alguns, mesmo tendo que reprogramar os posts. Hoje seria dia de mostrar uns livros bacanas e amanhã seria dia de filmes, mas novas histórias surgiram e penso que podem ser mais úteis aos leitores neste momento.





imagem daqui - Seduction - artista Natalie Svard


Leia o que a minha amiga querida escreveu e me autorizou a publicar:

"Eu fui uma criança magrinha, tão magrinha que achavam que eu não iria "vingar" como dizem aqui no interior. Ledo engano. A magreza durou até a entrada na puberdade, quando enfim a genética se manifestou. Então, desde a adolescência eu sou gordinha, sobrepeso de verdade. Isso não interfere em nada em minha vida. Claro que a obesidade tem fatores de risco, requer cuidados, e claro também que eu tenho limitações em função do peso. E lógico que não é uma maravilha ser gordo, especialmente em um mundo que privilegia os magros. Mas minha vida não gira, nem jamais girou, em torno disso. 

Leio e ouço muitas mulheres dizendo que não sentem vontade de se cuidar porque estão gordas; que o marido as despreza porque estão gordas; que não conseguem transar por causa do peso; que sentem vergonha do peito, da barriga, da bunda. Mas eu digo, baseada em minha própria vivência, que o problema não é o peso, mas sim a atitude. Ou a falta de atitude.

Eu jamais deixei de ser linda, e de me saber linda. Aprendi o que fica melhor em mim, aprendi a tirar vantagem do que tenho de melhor. O fato de ser gordinha não impede que eu faça luzes no cabelo, que destaque os olhos lindos, que use batom, que pinte as unhas de vermelho. Não me impediu de namorar e casar. Não me impede de fazer sexo. 

Meu marido não reclama do meu peso. Quando me arrumo para sairmos juntos, sempre pergunto: "E aí? Estou bonita?" E ele sempre responde: "Tá linda, e gostosa". Ter essa postura é bom pra ele, pois assim não perde a chance de viver com uma mulher bonita, trabalhadora, leal até a medula, fiel e inteligente. Na verdade o que eu tenho mesmo é uma baita autoestima, e eu acho que aí reside o xis da questão.

Gente pra tentar jogar a gente pra baixo sempre vai haver, seja você gorda ou magra. Então minha dica, aprendida com a experiência, é: tenha orgulho de você. Olhe pra você, olhe o que você tem de bom; não me refiro a filho, casa, me refiro a olhar para si, reconhecer as próprias qualidades.

Minha irmã vai fazer cirúrgia bariátrica. Ela se incomoda com o fato de estar acima do peso, e sente os problemas de saúde chegando. Então, ao invés de sentar, comer uma pizza e beber 2 litros de coca cola, ela foi à luta. Procurou ajuda médica, está fazendo terapia pré-cirúrgica e já está diferente, porque estar infeliz e apenas reclamar não adianta de nada. 

Digo, com toda a convicção, que tudo tem jeito nessa vida. E se o marido te ignora, te despreza, te maltrata, troca de marido, porque o problema é ele, não você."


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Para entender o contexto que gerou este e-mail, leia também





terça-feira, 2 de agosto de 2011

Eu me Odeio - Depoimento 1 da Dieta Coletiva




X. me enviou um e-mail e contou isto:

"(...) Amei a idéia. E por incrível que pareça, só de ler a possibilidade que você esta fornecendo, de abrimos e contarmos nossos depoimentos, comecei a chorar. Ou seja: estou um caquinho em relação ao assunto: meu corpo.

Me odeio, definitivamente. Vejo-me no espelho, com nojo e ódio. Engordei demais depois que casei, e nesses 3 anos me sinto deformada. Sei direitinho o que é preciso para emagrecer: exercícios físicos, dieta balanceada, reeducação alimentar  etc

Cheguei naquele ponto da bola de neve: quanto mais sinto e percebo a necessidade de emagrecer, mais fico ansiosa e mais como e mais faço coisas engordativas, pareço uma louca criminosa, cometendo esse crime comigo mesma. 

Para piorar, minha vida sexual está péssima, perdi a naturalidade, a espontaneidade de fazer certas coisas  com meu marido, pois estou com vergonha do meu corpo. Ele entende, mas não perdeu a  libido, então fica na dele e espera eu me "manifestar", me respeitando. 

Me sinto culpada, me sinto péssima, pois sinto vontade, mas não tenho coragem de transar.  Expor o meu corpo, para mim, virou um martírio, a verdade é essa.

Tenho trinta e poucos anos, vaidosa, sou daquelas que amo me arrumar, perfumar francesamente, ficar linda no salto, amo vestidos, saias, tenho cabeça para me vestir de uma magra, não me aceito assim de jeito nenhum. Nunca pensei em chegar a esse ponto e me encontro no fundo do poço.  Não tenho esperança nenhuma em relação a emagrecer."


Jeune Fille Devant le Miroir - Picasso

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Vejo neste depoimento uma baixa autoestima, como se X estivesse tão deprimida que não lhe restassem forças para virar o jogo.  Mais do que perder peso, penso que a urgência é sair desse quadro depressivo que a paralisa. Onde está o fio da meada que vai fazer X se achar e voltar a ser ela mesma?

Você tem algo a dizer que possa ajudar X a sair desta situação? 






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Quer contar o que você está sentindo? Garanto sigilo total.

mande e-mail para fernandareali@gmail.com
Assunto DIETA COLETIVA  - DEPOIMENTO

 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Falando de Tudo para Todos - Dieta Coletiva - Post 28


Algumas pessoas me sugeriram publicar depoimentos de leitoras sobre problemas com o peso, dietas para emagrecer e até para engordar. Eu não vi sentido nisso, já que todas postamos sobre dieta às segundas feiras desde janeiro, até que uma conhecida me disse: - "Jamais contaria no meu blog as humilhações que passo por ser gorda. Eu faço a linha Pollyana, a gordinha feliz". Fiquei chocada com esta frase, confesso. 

Dias depois, outra conhecia me contou que lutava contra a balança, queria engordar, pois está com 40kg e precisa ganhar pelo menos 10kg para voltar a ter um corpo saudável. E por que não come guloseimas, perguntei. Ela disse: -" Nada desce. Minha ansiedade me impede de comer e de engolir." Eu ouvi quieta, mas me identifiquei na hora, pois quando estou ansiosa eu não engulo nada, nada desce.

Ninguém fala de tudo para todos, não é? Foi assim que surgiu a ideia de publicar aqui alguns desses depoimentos secretos, contando com pseudônimo aquilo que mais nos angustia e não queremos  expor. Dividir um fardo pode ser terapêutico neste caso, nos aliviando bastante.

Se você quer contar seu problema com seu peso, com seu corpo, me envie um e-mail  e eu publicarei aqui sem contar quem você é.

Lembram da série de depoimentos do Dia das Mães que eu publiquei?  Foi surpreendente, pois vieram muitas histórias diferentes, tocantes, de todos os tipos. Se quiser relembrar, clique no marcador Dia das Mães). Chorei, ri, me identifiquei e me surreendi com os depoimentos das mães e das filhas. Pelos comentários naqueles posts, muitas leitoras aprovaram esta abordagem

Pode enviar que eu garanto sigilo total

e-mail para fernandareali@gmail.com
Assunto DIETA COLETIVA  - DEPOIMENTO,  






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