Mostrando postagens com marcador Dia das Mães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia das Mães. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sinfonia Criativa - Depoimento Dia das Mães


No mês de maio, tivemos a série Depoimentos Dia das Mães. É uma série de posts que eu publico aqui no blog desde 2011, com histórias reais, contadas pelas pessoas que as vivenciaram. Algumas são divertidas, alegres, outras tristes, e todas são emocionantes. Clique e confira.

Hoje, trago o depoimento de uma mãe que se orgulha muito das filhas. Elas formam um trio afinado, dentro de uma família que parece uma orquestra em um concerto. Cada um desempenha o seu papel, toca o seu instrumento, e todos juntos chegam a um resultado maior, uma sinfonia criativa. 

Isto me motivou a pedir seu depoimento, pois eu fico encantada com o entrosamento delas, tanto no afeto como nas coisas práticas, na criação de trabalhos, campanhas, sempre somando, agregando coisas positivas. É uma família que pensa no bem comum, sem sombra de dúvidas. Elas criaram a campanha #espalheAmorporai. Eu aderi e participei com alegria.



Esta mãe é Margaret, uma pessoa a quem admiro muito, e que faz o bem para muita gente. Já falei nela no post "A pessoa que você vê". Leia o depoimento dela a seguir.


"Eu tenho duas filhas: Eva Caroline e Isabela. E é engraçado como as coisas acontecem na nossa vida com um propósito. Nenhuma das duas foi uma gravidez planejada e nenhuma das duas foi com o amor da minha vida.


Elas cresceram, passamos por todas as fases, boas e ruins, normais na vida de filhos e pais. Eu poderia contar aqui histórias tristes, que até me fizeram chorar, mas, do passado, eu só quero lembrar das coisas boas e divertidas. 

Margaret com Evinha


Por exemplo, quando vi Eva aos 8/9 meses sentada no chão da sala mastigando e, quando fui ver, ela estava mastigando um grilo. Ou no dia em que eu vacilei com o óleo embaixo do armário e ela jogou tudo no chão e estava achando uma delícia se lambuzar e escorregar. Ou no dia que íamos a um aniversário, ela tinha uns 2 anos. Dei banho e a deixei sentadinha no quarto enquanto eu tomava o meu. Ela saiu, foi pro fundo da casa e tomou outro banho, só que de areia!!!


E Isabela? Já tomou banho de cola de sapateiro, ia para a casa da vizinha pedir ovo cozido, porque estava com fome e a mãe estava dormindo. Aos 6 meses, na casa dessa mesma vizinha, alguém vacilou com um prato de acarajé e ela os "degustou" tranquilamente para desespero de todos, menos eu.

Bem, elas cresceram e agora quero falar do presente.

Eva (31 anos) é mãe da Isadora (11). E dizem que avó é mãe duas vezes. Eva é a criatividade em forma de gente, além de ser uma excelente fotógrafa. Junto com o marido, Eder, ela comanda a La Pomme, uma empresa de produtos personalizados. Mesmo com a correria do dia a dia, ela está sempre disponível para me ajudar numa ideia (ou vetar).

Hoje em dia, não consigo fazer nada na minha vida profissional sem pedir opinião para ela. E eu a apelidei de "carrasca", porque ela é impiedosa, no bom sentido, quando faço algo que ela não aprova.


Isabela (23 anos) é designer e ama maquiagem. E é uma menina extremamente determinada. Fico encantada quando a vejo dar conta de tudo a que se propõe. Ela tem um canal no youtube (Blog Delineado Gatinho) em que o assunto é principalmente maquiagem. Fico pensando o que seria da minha vida sem a parte artística de Isa. Quem iria me entender tão bem quando peço algo e não quero explicar detalhes do que quero?


Eva e Isa são completamente diferentes, porém com varias coisas em comum. Eva tem quase zero de vaidade, Isa tem quase 100. Eva e Isa Isa têm um grau elevadíssimo de criatividade, e gostam de independência financeira. Às vezes, quero pagar algo e elas nao deixam. E finalmente o principal detalhe que Eva e Isa têm em comum: uma mãe maravilhosa - e modesta!


Se alguém me pedisse para resumir algo sobre elas, eu diria: - Minhas filhas? Orgulho me define.

*

 O blog da Margaret é cheio de boas ideias, cor, alegria. Clique!

Conheci Evinha e Isadora e postei sobre elas. Veja.

Veja o dia em que fui passear com @Margaretss.

Divitae é o portal de lojas que Margaret criou e que beneficia muita gente que quer vender, comprar, negociar. Eu apóio esta ideia desde o comecinho.

.


terça-feira, 13 de maio de 2014

Mãe sem Filhos? - Depoimento Dia das Mães



Dando continuidade à série Dia das Mães na visão não comercial, trago hoje o depoimento da K., que é como vamos chamá-la, mantendo o anonimato a seu pedido, por questões familiares.




K. é uma amiga a quem admiro muito, e vai nos contar sobre o filho que ela tanto ama, mas que não pode ter por perto. Por que uma mulher precisa sofrer com esse tipo de separação? 





"Sempre me perguntaram como é viver longe de um filho. Minha vontade sempre foi pedir pra pessoa sentar que eu iria contar uma longa história. Mas apenas desconverso, pois dizer “não é fácil” parece um resumo tão injusto de toda a história, de tudo o que passei e que passo...



Tudo começou quando me separei, numa relação complicada. Não tinha para onde ir, nem emprego. Tinha parentes que moravam longe, numa casa simples. Numa situação de desespero, fiz as malas e fui. Sem meu filho...



Fiquei meses dividindo uma cama de solteiro com uma amiga num quarto minúsculo. Durante um tempo, fui muito julgada por pessoas que não sabiam de toda a história, e que ignoravam o fato de eu estar pensando no meu filho em cada atitude tomada. Fui acusada de abandoná-lo, de ter feito coisas que nunca fiz. E isso é comum, pois na sociedade em que vivemos, é “mais fácil” julgar a mulher.



Logo arrumei um emprego e o visitava sempre que possível, mas era complicado, pois eu tinha que ser forte em dobro para ouvir e lidar com coisas que eu não queria.



A cada visita ele demonstrava uma fase diferente, às vezes todas juntas. À distância, eu tinha que decifrá-lo. Mas, no meio disso tudo, havia a lembrança do que minha mãe sempre me dizia: “coração de mãe nunca se engana”. Era confiar nos meus instintos e sempre fazer as escolhas que melhor o beneficiassem.



Já cheguei a acreditar que meu filho me odiava, mesmo sem eu ter motivos para isso. Mas não desisti. Eu tinha tanto amor, que de alguma forma eu achava que era o suficiente para mudar qualquer coisa. E eu não estava errada.



Tudo, tudo, tudo que faço é pensando no meu filho. Cada passo, cada projeto, cada decisão. Ele é minha maior motivação, e foi a pessoa que eu mais pensava quando em determinado momento da minha vida, pensei que talvez não tivesse forças o suficiente para seguir em frente .




Durmo e acordo pensando nele. Vejo crianças na rua, e penso nele. Fico pensando nos desenhos que ele gosta, nos momentos da escola, e em tantas coisas que distante, eu perdi.



No fim, a ausência não nos separou. São muitos fatores que dificultaram nossa aproximação, mas aos poucos, vamos provando a todos que não existe barreiras contra o amor, ainda mais quando se trata de mãe e filho.



Hoje em dia, eu me considero uma pessoa com uma vida que sempre sonhei. Tenho um trabalho que me traz felicidades, uma pessoa ao meu lado e amigos que me apoiam. Me orgulho das coisas que superei para chegar até aqui. E, além de tudo isso, tenho o amor do meu filho, o amor que um dia eu cheguei a acreditar que fosse impossível. Eu não posso reclamar de nada!



Às vezes, penso no que eu diria quando, lá na frente, ele me perguntar o motivo de tudo. Às vezes, penso que ele não vai nunca me perguntar. Imagino nós dois obtendo todas as respostas em silêncio, em cada encontro, em cada abraço, em cada olhar.



Se eu fiz as escolhas certas? Se eu sou a mãe ideal? Se eu faria tudo de novo? Esqueço de todas as perguntas e respostas quando, por alguns momentos, posso ver o sorriso de quem me faz me sentir a pessoa mais feliz e realizada do mundo!"





Este post participa da blogagem coletiva Fotografia do blog Moça de Família da Dani Moreno. Visite-a!



.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Desejo de ser mãe - Depoimentos Dia das Mães



Senta, que lá vem história. Longa, emocionante e deliciosa história de amor. É um post que eu estou amando publicar, e que você vai amar ler, com toda a certeza. Prepare seu coração para conhecer o depoimento da Rosane Castilhos.






"Dizem que a gente nasce sabendo o que vai ser, eu sempre soube que seria mãe, sempre desejei ser mãe, o que eu nem imaginava que seria algo tão TRANSFORMADOR na minha vida. Aconteceu quando tinha que acontecer, no tempo, na hora certa, na melhor hora. Depois de algumas tentativas de engravidar naturalmente e mais três vezes por fertilização in vitro, uma perda, muita ansiedade, muitas esperas, muito choro e de muito brigar com Deus, passei a entender que sim, eu seria mãe, mas de outro jeito, por outra via.  





Tanta coisa aconteceu no meio disso tudo, tive que aprender a lidar com tantos sentimentos, alguns nunca antes vividos. Palavras foram proferidas como se fossem promessas, e hoje de nada valem, ou melhor, me ensinaram que algumas coisas que a gente diz não passam de nuvens que a ventania e o tempo sopram pra bem longe. Pois bem, depois de um "vendaval" decidimos, eu e meu marido que iríamos adotar nossos filhos. 


Fizemos todo o processo, cabe aqui dizer que nada é fácil nesse percurso, muita burocracia, falta de bom senso por parte do judiciário, entre outras coisas que fazem a gente quase desistir da escolha feita. Mas apesar de tudo, não desistimos, pois sabíamos, e quando afirmo isso, é porque realmente SABÍAMOS que algo muito especial esperava por nós. 


Depois de quase três anos na fila da adoção, de repente, quando estávamos viajando, numa sexta-feira, atendi ao telefone e: "... vocês podem vir conhecer duas crianças, dois irmão na segunda-feira?"  Foi isso que falaram, mas eu ouvi assim: NASCERAM, SEUS FILHOS NASCERAM, VOCÊS PODEM VIR BUSCÁ-LOS! 



Acertamos as coisas e ficou combinado que lá estaríamos, sem falta, sem atraso, sem adiar um  minuto sequer da hora marcada. E foi assim que recebemos a mais linda das notícias. Meu desejo de ser mãe estava se realizando de fato, era concreto e tão perto... Mal conseguia explicar para meu marido o que a assistente social tinha me falado ao telefone, eu era uma mistura de riso e choro, de felicidade e emoção, lembro que eu lhe dizia: "são dois, são dois, uma menina e um menino..." 


Já pelo telefone fiquei sabendo que a menina era a mesma que eu havia conhecido em um abrigo há quase nove meses atrás, o tempo de uma gestação. Eu e uma amiga querida tínhamos ido visitar esse abrigo na Páscoa de 2012. Entre tantas crianças, uma menina de dois anos e nove meses que havia acabado de chegar me encantou. Ela estava assustada, arisca e triste, como não estar assim? 


Tinha sido retirada de seus pais há algumas horas atrás, sua "mãe" tinha ido para o hospital dar a luz a um menino, seu mano, com apenas seis meses de gestação e ela ali... Lembro dela sentada num cantinho, com um olhar dolorido, sem brilho. Mais tarde, ouvi um choro forte e fui ver o que era, pois era a menina chorando, pedi a uma das "tias" se podia pegá-la no colo, ela docemente me disse que sim que eu podia lhe dar a mamadeira, a peguei no colo, ela se aconchegou em meu ombro e lhe dei de mamar, (choro de felicidade ao escrever isso). 



Minha amiga, a essas alturas, já me esperava no estacionamento. Nós não sabíamos, mas eu estava dando de mamar para minha filha. Fui embora com a imagem daquela menina gravada na minha retina, na minha alma. Em casa contei tudo ao meu marido e ele me disse: "que nome lindo tem nossa filha." 


Adormeci pensando nela e em seu irmão. Durante um tempo pensamos neles e os desejávamos tanto, o tempo passou, a vida seguiu e nós paramos de falar neles. Até que o telefonema, aquele que me referi anteriormente, aconteceu.  Na segunda-feira, na hora marcada, estávamos lá no abrigo para conhecê-los. 


Depois de conversarmos com os profissionais do local, foram buscar o menino. Quando ele entrou na sala que estávamos deu um sorriso, a coisa mais linda que meus olhos já tinham visto e foi pro colo do meu marido, depois veio pro meu colo e seu sorriso ficou tão largo que o bico que ele estava foi empurrado pra bem longe. 




Eu acabava de abrir os braços para o MEU FILHO, a primeira vez que eu o pegava no colo, ele era tão pequeno e já tinha quase nove meses de vida, havia nascido prematuramente, passado por uma cirurgia e quatro internações bem difíceis. Apenas descrevo isso para que saibam da história, mas eu nem pensei em nada disso quando o tinha em meus braços, eu ali, naquele momento o AMEI, tão intensamente eu nem sei contar. 


Depois, acompanhados pela assistente social, fomos ver a menina que estava na Escolinha. Chegamos lá e brincamos com ela, nunca vou esquecer dela penteando meu cabelos. Foi ali que o amor renasceu, pois já havia nascido há alguns meses atrás. Na hora de irmos embora, ela quis ir junto, a levamos para o abrigo e fomos embora pra casa, adivinhem, chorando, rindo, falando demais sobre eles e na expectativa, pois ainda entrevistariam mais um casal. 


Antes de nós, foram entrevistados dezessete casais, nenhum deu certo por uma coisa ou outra, eles poderiam ter entrevistado mil e não daria, porque eles eram nossos filhos e conosco é que iriam embora dali. 




Na terça-feira o telefone de casa toca e, do outro lado, fala o Juiz da Infância e Juventude: "... vocês foram os escolhidos, podem vir busca-los amanhã às nove horas da manhã." Eu quase não conseguia falar, chorava, tremia, andava de um lado para o outro, liguei para o meu amor, o marido, e chorando lhe disse: AMANHÃ VAMOS BUSCAR NOSSOS FILHOS! Ele chorava do outro lado. Quando ele chegou em casa, nosso abraço demorado e as lágrimas nos anunciavam: VOCÊS JÁ OS AMAM! 


Ligamos para a família toda e amigos queridos, e a partir daí foi uma correria, montamos dois quartos em menos de 12 horas, roupinhas, brinquedos, fraldas, mamadeira. A gente queria recebê-los com algumas coisinhas. Eu fui dormir às 4 horas da manhã e acordei às 6 horas. Dormir? Que nada! Ao acordarmos, mal nos contínhamos de tanta felicidade. 


Lembro de ter colocado um vestido longo, me maquiado e me aprumado para buscar meus filhos. Acho que a gente faz isso quando vai fazer algo realmente importante. Nossa conversa no caminho era: do que será que nossa filha vai nos chamar: tio, tia? Como será que eles reagirão? Dúvidas e certezas se confundiam. Chegamos lá e nossa pequena nos esperava na porta, nunca, jamais, em tempo algum irei esquecer esse momento, ela correu para dentro gritando: "CHEGOU MINHA MÃE, CHEGOU MINHA MÃE!" Eu quase morri, tive que me conter e ir ao seu encontro recebi um abraço cheio de amor e eu pensava: PARI, ELA NASCEU! 




Ela estava linda com um vestido branco e amarelo (tenho ele guardado), já com as sacolas prontas para partir conosco ela nos dizia: "Vamos pegar o mano, vamos pegar o meu mano!" E assim fizemos, ele era só sorrisos, estava tão lindo nosso anjo, o peguei no colo e pensei de novo: PARI, MEU FILHO NASCEU! Fomos pra casa a FAMÍLIA toda e assim começou nossa melhor história, minha mais linda missão: SER MÃE! Faz quase dois anos que eles estão conosco e o que eu posso dizer é que nunca na vida senti amor desse tamanho, dessa largura e dessa profundidade. Enzo e Raquel são os amores da minha vida!"


Clique e visite o Atelier Rosane Castilhos

*


No mês de maio, vou trazer alguns depoimentos sobre mães e sobre filhos, para celebrar o dia das Mães em uma perspectiva não comercial, como já fiz em outras ocasiões. Venha ler e se emocionar. Envie seu depoimento para fernandareali@gmail.com e conte sua história. Se preferir, use pseudônimo, para não ser identificado.

Leia todos os relatos clicando em


A blogagem coletiva A Semana será postada no DOMINGO dia 11 de Maio. Obrigada pela visita!








segunda-feira, 20 de maio de 2013

Avó Maravilha aos 33 Anos - Fernanda Sahira



Fernanda é uma amiga querida da vida real. Além de ter um nome lindo como o meu, é divertida, meio doidinha e superbatalhadora. Eu a adoro e a admiro muito. Quando a conheci, em 2010, não consegui acreditar que aquela moça bem mais nova do que eu pudesse ser avó. Ela tem muitas histórias boas para contar. Para conhecer todas, você precisa passar um dia inteirinho lendo o blog dela, o Minha Mãe Sabia. Hoje, convidei a Fer para contar como soube que seria avó tão cedo:


 - "Gabriela que tanto sono"? perguntou Fernanda.
 - "Sei lá mãe..." respondeu Gaby.

Foi o que bastou. Ela tinha 18 anos, eu não havia desconfiado uma vez sequer, nem nas épocas de vômitos por causa da vesícula. Fui delicada como um chute de elefante, não me condenem, eu não tinha tanta noção de como ia ser difícil depois.


Simplesmente dei um grito:

- "Gabriela ACORDAAAAAAAAAAAAA, ahããã?? TU ESTÁ GRAVIDA!""

- "Mãe tu é louca! Que grávida??? Tá tudo certo, mês passado veio, tô cansada". E enquanto ela falava, eu já ia arrancando Gaby da cama.

Em duas horas já estávamos em uma clínica de imagens, porque não tive nem paciência para um exame de sangue. 

Fizemos o ultrassom e, naquele momento, ela ria de mim dizendo: -"Viu? Não tem nada."

A médica aumentou o som do aparelho e aquele barulho que parece uma máquina de lavar invadiu a sala. Gaby começou a chorar, não sabia o que falar, aliás falava coisas que hoje prefiro nem lembrar, e eu acalmei, abracei, chorei junto.

Havia 4 anos que ela morava com a avó, nos víamos muitas vezes, mas ficávamos pouco tempo juntas, porque mais de 3 dias já saía discussão.

Saímos da clínica, ela chorando no banco de trás do carro, meu marido pálido, e eu muda, só falava: - "Calma, vai dar tudo certo".

Mas e meu sentimento? Raiva!!! Sentia tanta raiva, porque na época estava começando a traçar metas e tentar coisas que pudessem mudar e melhorar a vida dela, e no entanto ela ficava grávida com 18 anos?

Mais que qualquer pessoa, sem dúvida, quem mais rejeitou fui eu. Sempre fui bem prática, ajudei, falava que tudo daria certo, apoiava, mas meu coração sentia tudo ao contrário. Eu não conseguia nem fazer muito carinho na barriga, não limpei um vômito, mas tentava "compensar" fazendo enxoval, indo ao médico...

Então, quando o médico contou que a neném estava dando trabalho e os riscos de um parto prematuro eram evidentes, comecei a ter medo. Tinha uma poupança guardada para uma viagem que estava programada há tempos e paguei um parto de emergência. No dia 12 de Março de 2010 nasceu a Lara, três dias antes do aniversário da avó, só para roubar a cena. 



Quando aquela ratinha veio pro meu colo e ficou aninhada, tudo mudou, ou meu coração fez minha cabeça aceitar.

Se chorei? Muito! A sensação de ser avó com 33 anos, foi extremamente difícil, eu queria cuidar, resolver, mas não podia afinal, ela é minha neta.

Ver a Gabriela ser independente e não pedir ajuda doía. E quando ela foi trabalhar e deixava a menina com a avó paterna? Mesmo eu tentando convencer que uma escolinha seria melhor...


Como é hoje? Muito bom, me faz sentir que sou forte também, minha neta é minha fã, hehehe, canta Elis Regina para mim, é calorenta e dorme na mesma posição que eu, faz o Edson (meu marido) e os meninos (pequenos tios) de gato e sapato, liga pra mim e diz: 

-"VÓÓÓÓÓ, tu estás me ouvindo?"
-"To Lara, pode falar
- "Sabe a tua filha Gabriela? Ela me xingou! Vem aqui em casa e me pega, tá? Diz pro Ed pegar o carro ou o meu dindo Alex me pegar."


Lara é minha parceira, tem as manchinhas de nascença da vó.



Uma boa vantagem? Quando o bicho pega, devolvo pra Gaby e digo, ó pega que a filha é tua. Mas morro de saudades quando fico muito tempo sem ver. Lara é o bebê da casa, mas ainda por mais que só pense, lamento pela gravidez tão precoce da minha filha, que hoje tem limites na vida, e cada passo que ela dá é muito mais sacrificante.

É isso, ser mãe e ser avó, me faz sentir o quanto estou viva...

*

Visite a loja virtual das minhas amigas Fernanda e Cissa






sábado, 18 de maio de 2013

Celebrando a Vida - Raquel e sua Avó Mila




Raquel Ramos do blog Superlinda veio nos convidar para celebrarmos com ela o centenário de nascimento de sua avó Mila, que é no dia 19 de Maio. Com certeza, Dona Mila fez grande diferença em sua comunidade. Parabéns, Raquel!


"Nós morávamos em Tijucas (SC) uma pequena cidade, onde não há quem não tenha conhecido a Dona Mila, a tia Mila ou a Dona Emília Ramos.

Ela era enfermeira obstetra, a parteira da cidade. Profissão a qual se agarrou, para sustentar seus dois filhos, após o falecimento de seu marido. Presença marcante, personalidade forte, porte físico grande, muito bonita, elegante, sempre bem vestida.

Na profissão ela foi brilhante. Cerca de 10.000 crianças nasceram em suas mãos, numa época, em que os partos eram feitos em casa, pela parteira.

Todos os dias ela almoçava na nossa casa, que ficava no caminho, entre o Posto de Saúde onde trabalhava e a casa onde morava. Próximo ao meio dia, sempre ouvia meu pai dizendo: - "Pode servir o almoço, porque a Nina chegou".

Somente meu pai se dirigia a ela chamando-a de Nina, não sei porque razão. Sentados à mesa, minha mãe, invariavelmente perguntava-lhe: E como foi sua noite? Isto porque todas as noites, alguém ia buscar minha avó em casa para fazer partos.

Fosse onde fosse, ela se levantava de madrugada para atender suas pacientes. O transporte podia ser carroça, carro de boi, automóvel ou a pé, ela nunca se negava. Com frio, com chuva, lá ia ela. E não foram poucas as vezes que ela fez mais de um parto por noite.

Por seus relatos, ficávamos também sabendo, se o parto havia sido fácil ou difícil, se nasceu menina ou menino, se uma só criança ou gêmeos. Eram muitas também as histórias, da parturiente, do marido, da sogra ou da mãe. Casos engraçados, alguns tristes.

Quando minha avó faleceu, durante o seu velório apesar da tristeza, muitas vezes rimos, porque toda pessoa que vinha para nos dar os pêsames, nos contava uma história que conhecia. Ou era do seu próprio parto, ou do parto da vizinha, ou da cunhada, de uma tia...

Hoje, na cidade, existe avenida com seu nome, sala cultural num asilo de idosos, e qualquer homenagem à personalidades da cidade, seu nome está incluído. Não faltarão a ela eventos comemorativos a passagem de seu centenário de nascimento no próximo dia 19 de maio.

Como avó, ela também cumpriu seu papel no verdadeiro sentido da palavra. Coisa boa era ir para a casa da Vó Mila!

Com as três netas meninas, ela brincava de boneca, de ir à manicure (ela fazia nossa unha da mão e do pé) e a melhor das brincadeiras na qual ela era especializada. Brincávamos de grávida (com travesseiro amarrado na barriga), íamos na D.Mila fazer exame.

Ela nos colocava deitadas na mesa para exames que havia em seu consultório, ouvia o coração do nenê com seu estetoscópio de madeira e nos dava o diagnóstico, dizendo que o bebê estava muito bem, quando deveria nascer e quando deveríamos voltar para novo exame (risos).

Quando seus bisnetos nasceram, ela já com a idade mais avançada, não trabalhava mais como parteira, mas dos cuidados pós parto das netas e do primeiro banho até o umbigo no nenê cair, era sempre ela quem cuidava.


Vó Mila com o bisneto Bernardo


Vinha para a nossa casa, cuidava de nós no período chamado "resguardo", ao qual os antigos, davam muita importância, fazendo canja de galinha, e mingau de maizena polvilhado de canela (hum hum hum) de sobremesa.

Não escondia a preferência que tinha pelo seu primeiro neto, Roberto, meu irmão. Ela comprava a camisa para todo o time futebol de crianças, desde que o Roberto pudesse jogar; no final do jogo todos iam para sua casa tomar o lanche que ela fazia. Fora o dinheirinho, (rsrsrs) que ela sempre colocava no bolso dele para o picolé.

Ciúmes infantis e brincadeiras à parte, ela foi para todas nós uma avó maravilhosa.




Vó Mila dando banho no bisneto Vinícius







sexta-feira, 17 de maio de 2013

Carta a minha avó - Andreia e D. Bela


A D. Bela (Noemia, minha querida!)

Oi vó, tudo bem com a senhora? 

Já faz um tempo que não nos vemos, nem nos falamos, mas saiba que sinto saudades... A ultima carta foi uma despedida sem abraço, foi a forma que encontrei de dizer tchau. Disse sem querer dizer.



Tantas coisas aconteceram, acho que a senhora já sabe, mas não custa comentar. Comecei uma nova faculdade, estou cursando Direito 2º ano), suas bisnetas estão moças, a Gigi, tá pensando em ganhar um dinheirinho trabalhando de final de semana, a Gabi com uns paquerinhas, o Gustavo começando a ler, ele é esperto, e eu estou me desdobrando entre casa, trabalho e faculdade, tá puxado, corrido e um pouco cansativo, mas quando o cansaço e o desânimo batem, ouço sempre sua voz doce, me dizendo: - "Tá certo minha filha, tem mesmo é que estudar, fazer o que gosta!"

Seu sorriso e alegria se mantêm presentes dentro de mim. Sempre me pego lembrando do seu jeito de gargalhar, do sabor do seu arroz, feijão, ovo frito e salada de tomate, que nunca mais comi um igual.

Não tenho muitas coisas pra escrever, porque sei que conversamos em sonhos, mesmo eu não me lembrando deles. As vezes me bate uma saudade, uma vontade de te abraçar, mas sei que a senhora está bem, e isso me conforta. 

Te amo, minha querida, um amor tão grande que nem o tempo, nem o espaço podem apagar. Fique bem e seja feliz!

Sua neta que te ama muito,

Andreia Lica


*

Encontre Andreia Lica no Facebook.


Visite o blog Renovando e Reciclando da Andreia Lica.







quarta-feira, 15 de maio de 2013

Avó da filha ou mãe do neto? - Vera e Angel


Quando li o depoimento da Vera Falcão, eu me perguntei: será que ela foi avó da filha, ou será que virou mãe do neto? Nenhuma das alternativas. 



Vera soube separar bem os papéis. Teve uma filha, que também foi mãe jovem, de um menino chamado Angel. Vera criou sua caçulinha ao mesmo tempo em que Angel, o primeiro neto, nascia. A tia era um ano e pouco mais velha que o sobrinho!




da esquerda para direita: Angel, Vera, Joana e Ísis

Vera conta:

"Tive minha filha caçula aos 46 anos e, um ano depois, o primeiro neto, parido pela minha primogênita. Foi meio estranho ser mãe e avó de duas crianças com um ano de diferença, acho que isso me fez uma avó sui generis. 

Quatro anos depois, nasceu a minha netinha. Aí fiquei envolvida com 3 crianças e já não sabia onde a mãe começava e onde a avó terminava... rs 

O ruim de tudo isso é que meus netos moram em outra cidade, bem distante, e nos vemos poucas vezes. A cada encontro, tenho que reconhecê-los, pois já mudaram de gostos, preferências, de ídolos, amigos e brincadeiras. 

Eles me chamam de Baba, que foi como o Angel, meu primeiro neto, me chamou antes de completar um ano. E a Joana, a neta, também adotou o nome. 

Então, sou a Baba, que não faz comida com carne, nem doces cheios de açúcar, não compra refrigerante, dá chazinho e própolis quando estão gripados. Eles reclamam, às vezes; em outras, fazem piada. E a minha caçula, a Ísis, é a tia que não é tia! Dá pra chamar alguém que tem quase a sua idade de tiaaaa? Enfim, adoro os três!

obs. A filha mais velha tem agora 36 anos, o segundo, 33 e a caçula vai fazer 14 em junho. Os netos têm 12 e 9.


Encontre Vera no Facebook.

Veja as receitas especiais da Vera em Cozinha Natureba

Leia os textos assertivos da Vera em Fora do Manual









terça-feira, 14 de maio de 2013

Avós Sem Afeto - A Segunda Decepção


Este depoimento é verídico e foi enviado por uma amiga das letras, uma pessoa de quem eu gosto muito. Ela me pediu sigilo, por isso não há link do seu site nem do facebook. Quem quiser fazer contato com ela, deixe seus dados ou e-mail nos comentários, e ela decide se pode se revelar.


A Segunda Decepção

Um dia brincando com meus filhos de uma nova brincadeira, dessas que eu sempre inventava, perguntei de quem eles mais gostavam. Falaram papai, mamãe, falaram da professora, alguns amiguinhos, uns primos, uns tios/tias e só.

Depois perguntei de quem eles não gostavam. Sem ficar pensando responderam: "vovó X e vovô Y". Os dois responderam praticamente juntos e só isso. Fiquei pasma e pensativa. Perguntei o porquê. Não souberam dizer porque eram muito pequenos. Só disseram "porque sim".

Aos poucos, as imagens vieram à minha mente, de coisas que aconteceram, que aconteciam e parece que uma ficha, ou um arquivo inteiro caiu sobre mim.

Meus filhos não são os únicos netos. Tem mais um neto de uma irmã, que minha mãe praticamente o criou, e uma bem mais novinha,  de meu irmão. Então me lembrei de quando deixava meus filhos lá para brincarem, a reclamação era sempre a mesma, que eles não paravam quietos, que corriam, que gritavam, que choravam. Aliás, esse foi um dos motivos de não querer deixá-los lá para continuar trabalhando fora. Foi então que abri mão de carreira e de um bom salário só para eu mesma cuidar e educar meus filhos.

Quando acontecia esse comentário de meus pais sobre meus filhos, eu só dizia que eles eram crianças e só estavam sendo crianças. O tempo passou e a implicância continuava. Meus filhos sentiam isso e até hoje, já adolescentes, não sentem falta dos avós, meus pais.

Minha mãe sempre foi muito fria, acho que era infeliz, e descontava na felicidade dos outros, principalmente nos meus filhos.

E voltando mais um pouco, na minha infância, era exatamente assim. Vivia jogada pelos cantos, sem nenhum afeto, atenção ou carinho. Acho que Deus me fez curiosa e observadora por isso, para aprender como é a vida, observando os outros, porque de minha mãe não tive. Não me lembro de abraços, de beijos, de carinhos e nem mesmo de um sorriso direcionado a mim, quando era criança. Não me lembro de nada. 

Isso influenciou demais em minha vida agora, pois muitas coisas boas que me acontecem, não consigo digerir como sendo minhas. Se é um elogio, não fico empolgada e acabo achando que é só da boca pra fora, só pra me agradar, e não por meu merecimento.

Sempre fui uma boa filha, uma boa moça, com juízo suficiente pra distinguir o que é certo e errado e seguir sempre o bom caminho. Mas isso por mim e não por influência e educação de mãe. Se fosse levar em conta a educação e exemplo que tive, seria uma mulher amargurada, reclamona, ruim e desejando o mal pra todo mundo o tempo todo.

Mais uma vez Deus, na sua misericórdia, me amparou, e quando tive meus filhos, a primeira coisa que pensei foi que eles poderiam até sentir falta de algo, mas de amor, de carinho, de afeto, nunca!

Hoje, eu sendo uma jovem senhora e meus pais idosos, tudo está mudado, eles contam comigo, contam coisas pra mim, dependem de certa forma de mim.

Não tenho mágoa, nem rancor, porque isso não cabe em mim. E os outros irmãos são exatamente como eles nos criaram e que não sou: arrogantes, reclamões, pessoas ruins, infelizes, invejosos, enfim, são o retrato dos pais.

Isso me fez afastar da família, mas quando meus pais precisam de algo, é a mim que recorrem  e eu os ajudo como posso. Eles também me ajudam como podem. Hoje é uma troca que temos.
Mas dizer "eu te amo, mamãe", nunca disse e não diria. Eu respeito, cuido, mas amar, não!

Olha, dói muito a gente crescer sem saber o que é o afeto de uma mãe, mas dói muito mais em perceber que essa falta de amor se estendeu pros seus filhos. E assim a vida continua.

*





segunda-feira, 13 de maio de 2013

O prazer de ser avó - Lúcia Soares e seus xodós




"Não conheci minha avó paterna. Conheci e me lembro bem pouco da minha avó materna, que morreu quando eu tinha uns 14 anos de idade.


Mas me gabo de ter sido sua primeira neta preferida (risos).  Assim: éramos muitos netos, havia ano de nascer 4 netos de uma vez, mas eu era o xodó dela, que morou por alguns anos em nossa casa, quando éramos bem pequenos, eu e mais 4 irmãos. 

Só sei que foi assim por causa do que me contavam, minha mãe e tias. Depois, a filha mais nova dela se casou, e ela foi morar em outro Estado, com essa filha, que teve 5 filhos, os quais ela ajudou a criar. Então, penso que um desses também podem ter sido xodó dela. Mas fui o primeiro xodó. (risos) 

Conto isso brincando, porque como agora sou avó de 5 netos, sei que não se tem xodó especial com nenhum. 

Eu não tenho, sinceramente. Acho que, no fundo, eles é que nos escolhem e a gente se aproxima mais de um que de outro. Moro perto de apenas uma neta, a única menina, mas digo com absoluta tranquilidade que ela não é preferida, em detrimento dos outros. Mas é meu xodó, sim, junto com os outros 4...

Li não sei onde e nem guardei quem falou: "Os netos são a sobremesa da vida."

São, sim. E, junto, são aquela famosa cereja do bolo.




Ser avó me fez melhor, com certeza. Com eles exercito a paciência e coloco pra fora todo o carinho de que sou capaz, e que normalmente não demonstro.

Somos uma família de pessoas arredias a abraços, beijos e "te amo", coisa que vem lá de longe. Alguns irmãos aprenderam, outros, como eu, são mais resistentes. Não que não saibamos demonstrar nosso amor uns pelos outros, mas somos econômicos no ato.

Com meus netos, deixo tudo aflorar e quase os sufoco com os carinhos, os mimos, os conselhos, as leituras, os abraços, os beijos.

"Uma hora com os netos pode fazer uma avó sentir-se jovem outra vez. Mais tempo que isso, fá-la sentir-se velha rapidamente." (Gene Perret).

Concordo muito. Acho que avós são para curtir os netos, para exercitar nosso melhor lado, mas não gosto da ideia de que os avós tenham que cuidar diariamente deles, embora seja a minha realidade.

Minha filha sabe que o faço porque ela precisa dessa ajuda, mas sinto-me tolhida, é minha hora, já criei os meus filhos, agora quero a parte só dos prazeres. Amo minha neta, os momentos com ela são ricos, mas preferia (e ela também) que estivesse com a mãe. 

"Os netos não se mantêm jovens para sempre, o que é bom, porque os avós têm um limite de forças." (Gene Perret).

E, o melhor: "Nunca entenderás realmente uma coisa até que consigas explicá-lo à tua avó." (Provérbio galês).

Os netos são a paixão da minha vida, atualmente.

Espero que tenham melhores lembranças de mim do que tenho da minha avó (a que conheci). 

Sou uma avó até certo ponto moderna (sou antiga nos costumes, acho que em matéria de educar, o "antigamente" é a melhor maneira), mas não sou aquela típica avozinha que faz um casaco de tricô para o neto, ou um delicioso bolo, nem vou pra cozinha fazer a comidinha preferida, não o tempo todo.

Meus agrados são para deixá-los à vontade, priorizo o bem estar deles, sempre. 

Saber que um neto é a sua continuação, saber que aquele serzinho é um pedaço seu, é comovente.

Quando visito meus três netos, da filha mais velha, que mora em outro Estado, o primogênito dela (6 anos) dorme comigo (sai da sua cama, para dormir comigo). E são abraços, beijos, corpinho encostado ao meu, (mesmo no calor!) e um "Ah, vovó, é porque eu gosto do seu cheirinho!" me fazem pensar no quanto sou privilegiada.

Ser avó, em certo sentido, é melhor do que ser mãe. 

Por isso é tão importante que a avó seja apenas a avó. A que mima. A que adoça a boca. A que "protege" os netos das ansiedades dos pais. 

Ser avó é viver no paraíso, sem nenhum padecimento."

*

Encante-se mais ainda com as palavras da Lúcia no blog Sem Medida.








domingo, 12 de maio de 2013

Avó aos 35 anos - Luciana e Valentina


Como você se sentiria sendo linda, jovem e se descobrindo avó aos 35 anos?

Lu vai contar agora:






Sou Luciana, fiquei grávida aos 17 anos e fui mãe aos 18 de um lindo meninão. Em maio de 2010, numa segunda-feira depois de um Domingo de dia das Mães, meu filho de 17 anos chega em casa e me diz que sua namorada está grávida. Eu xinguei, briguei... Gente, foi um susto. 

Alguns dias depois fui com minha nora fazer o ultrassom e tivemos duas surpresas: não, não eram gêmeos, mas ela já estava com 6 meses de gestação esperava e era uma menina!

Fui me acostumando, a ficha foi caindo aos pouquinhos... Ia comprando uma coisa aqui, outra ali pra ela, e até tricô, que eu nunca tinha paciência, comecei a fazer. Saiu um lindo casaquinho, depois sapatinhos, gorros.

Ela chegou no dia 02 de agosto, um dia muito frio. Eu estava lá ansiosa junto com os outros avós esperando na janelinha para ver a minha doce Valentina. Ela veio nos braços do meu filhão, e foi uma emoção muito difícil de descrever.


Eu sempre escutei que ser avó era algo mágico, e hoje eu só tenho a comprovar e dizer que além disso é lindo e maravilhoso.

Escutá-la me chamando de vovó Lú é tão tremendamente especial, assim como seus beijos e seus abraços! Eu a amo com todas as minhas forças. Estar ao seu lado é bom demais.

Poder acompanhar seu desenvolvimento tem sido uma benção e só tenho a agradecer à Deus por esse presente. Depois da Valentina sou uma pessoa muito melhor, minha vida tem muito mais cor.

Quem nos vê pela primeira vez não acredita que somos avó e neta, e todos acham que é minha filha,  mas eu com a boca bem cheia digo que é minha neta e que já sou sim vovozinha!

E assim vou vivendo plenamente a felicidade de ser avó !



*

Visite o blog da Luciana Samaniego "Pitadas de Sabor e Arte".













sábado, 11 de maio de 2013

Definição de Avó



Hoje começo a postar textos sobre AVÓS, celebrando o mês das mães com depoimentos das leitoras. Venha ler as histórias se emocionar com os relatos.

Recebi este texto da Terla Rodrigues, @Tterla, tempos atrás. Está postado em diversos blogs, mas acho que o conteúdo é tão bom que vale repeti-lo aqui.



Definição de Avó - Redação de uma menina de 8 anos  publicada no Jornal do Cartaxo em Florianópolis.

"Uma avó é uma mulher que não tem filhos, por isso gosta dos filhos dos outros. As avós não têm nada para fazer, a não ser estarem ali.

Quando nos levam a passear, andam devagar e não pisam nas flores bonitas e nem nas lagartas. Nunca dizem: Some daqui!, Vai dormir!, Agora não!, Vai pro quarto pensar! 

Normalmente são gordas, mas mesmo assim conseguem abotoar os nossos sapatos. Sabem sempre que a gente quer mais uma fatia de bolo ou então, uma fatia maior. Só elas sabem como ninguém a comida que a gente quer comer.

As avós usam óculos e, às vezes, até conseguem tirar os dentes. As avós não precisam ir ao cabeleireiro, pois estão sempre com os cabelos arrumadinhos e cheirosas... não precisam de chapinha. 

Quando nos contam histórias nunca pulam partes e não se importam de contar a mesma história várias vezes. As avós são as únicas pessoas grandes que sempre têm tempo para nós. Não são tão fracas como dizem, apesar de morrerem mais vezes do que nós.

Todas as pessoas devem fazer o possível para ter uma avó, ainda mais se não tiverem televisão."







*

O blog está de aniversário. Faz 4 anos agora em maio e vai passar, por algumas modificações visuais e estruturais, e eu tirei uns dias de folga de blogar. Para fazer contato, me encontre aqui fernandareali@gmail.com ou no facebook Fernanda Reali.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Dia das Mães: Ele falou mamãe!



Pequena felicidade da semana:  
JM está começando a falar mamãe!

E o que tem isso de especial, se uma hora ou outra todo bebê vai  falar:

mamãe,
papai,
suco,
eu quero,
bob esponja,
mamãe, acabei!
quero um nintendo,
ai que saco, manhêeeee
etc e tal

A GRANDE FELICIDADE é que JM tem mais quase 5 anos e faz muito tratamento com fono e fisioterapeuta, recebe total atenção da mãe e da família para que cada pequena evolução seja muito comemorada. JM foi diagnosticado com Agenesia do Corpo Caloso, que acontece no útero materno quando o bebê se forma.

Alessandra, deu um depoimento emocionante aqui no meu  blog chamado Tudo o que o amor supera.


"Quase o perdemos por diversas vezes. Juntando as dificuldades com as quais o bebê passava, a insensibilidade dos profissionais que o atendiam, a incapacidade dos médicos em diagnosticar, os tratamentos errados, etc ....foi um período de muito sofrimento. Sofrimento para o bebê que passava por exames e tratamentos invasivos ao seu pequenino e frágil corpinho. Sofrimento para nós que não conhecíamos suas necessidades e não sabíamos  o que fazer, pois não havia um diagnóstico definido.(clique e leia mais).


JM, Ale e JP


Ale criou um blog, Central do Corpo Caloso, para orientar as mães que vivem o susto do diagnóstico e as agruras do dia a dia, com toda alegria, força e sensibilidade que Ale tem. Divulgue o site Central, pois difundir informações sobre saúde pode melhorar muitas vidas. Encontre Alessandra Rigazzo no facebook.


Veja o video de hoje, quando JM começa a falar mamãe (clique no link para ir direto ao youtube ou veja na imagem abaixo)






Fiquei emocionada, porque sei o caminho duro que Ale percorreu e tenho certeza de que muitas conquistas virão!


*

Acompanhe todos os posts que publiquei sobre Mães neste link "Mães -  Depoimentos" e, a partir deste fim de semana, venha ler os depoimentos sobre AVÓS. É a visão não comercial da data que ofereço às leitoras no mês em que o meu blog completa 4 anos.


*


Não teremos blogagem coletiva de esmaltes no período, para focarmos nos depoimentos Avós. A blogagem coletiva de esmates retorna no dia 8 de junho com o tema AMOR (amor na sua vida, amor na literatura, amor por seu namorado ou amante, amor por suas amigas, enfim, um relato de amor que toca você, combinando com o esmalte escolhido).



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Pequeno Segredo - Mãe do Coração - Heloisa Schurrman


Se você só puder ler um livro neste ano de 2013, que seja este: Pequeno Segredo.

Lição de vida de Kat para a Família Schurmann


Eu o folheei despretensiosamente em uma tarde na livraria, depois na outra livraria, na semana seguinte, fui lendo mais alguns trechos. Quando fui à Saraiva, corri para ler um pouco mais, e já não consegui soltá-lo. Ele veio comigo, eu o devorei em 48 horas, respirei, e voltei a lê-lo calmamente na última semana, saboreando, me emocionando, guardando para sempre as lições de vida, de criatividade e de amor que Heloisa Schurmann escreveu.



O Pequeno segredo conta a história da vida de Katherine, filha de um neozelandês e de uma brasileira, ambos já falecidos. Kat foi dada em adoção por seu pai, para que ela tivesse uma família amorosa, enquanto ele tentava sobreviver a uma doença terrível. 



A mãe biológica de Kat tinha contraído HIV no hospital em uma transfusão sanguínea. Contaminou o marido e a filha Kat sem saber.




A família Schurmann, que já era amiga dos pais de Kat desde antes de ela ter nascido, aceitou o desafio de adotá-la aos 3 anos, fazendo de tudo para lhe dar a melhor qualidade de vida possível




Com muita dedicação, Heloisa transformou o barco, a casa e a vida de forma criativa, dando a Kat um lar, e recebendo de volta tudo de bom que a maternidade desejada pode lhe dar.


Investiram dinheiro, pesquisa e tempo na saúde e na educação de Kat, que lhes devolvia tudo em vida, companheirismo e bom humor.



Kat foi feliz, mesmo enfrentando tratamentos e exames, mesmo tendo alguns problemas de crescimento. Foi criada com otimismo e teve sua autoconfiança alimentada.

Kat e seu Apolo


Quando já estava grandinha, ganhou um diário da sua mãe Heloisa, e ali foi registrando seu cotidiano.  Assim como via a família enfrentar tempestades no barco Aysso nos oceanos, Kat ia enfrentando tudo que a vida lhe trazia.



Ela sempre soube que seu pai lhe deu em adoção por estar doente e por sua mãe ter falecido, mas demorou a saber sobre ser portadora do HIV. 



Os Schurmann a levaram para ver o túmulo da mãe biológica do outro lado do mundo, incentivaram que mantivesse contato com o pai biológico, a levaram a conhecer os avós e tios.





Heloisa esperou Kat ter maturidade para poder lhe explicar sobre a Aids, já que temia o preconceito das pessoas ao redor. 



Um dia, com quase 14 anos, Kat adoeceu. Mais uma das bronquites e pneumonias, mas desta vez, a ida ao hospital foi diferente.



Após duas paradas cardíacas, os Schurmann perderam sua filha.



Heloisa e Wilfredo fizeram mais do que prometeram ao pai de Kat. Eles a levaram numa vida rica de aventuras por todas as partes do mundo, eles lhe deram educação, amor, diversão, saúde, e dão a nós, com este livro, a oportunidade de aprendermos mais sobre amizade e  amor verdadeiro.


Palavras finais de Heloisa:

"Acredito em Deus, esse ser superior que me deu a chave mágica para a brir as portas de mundos que poucos privilegiados podem espreitar., E Ele confiou muito em mim, a ponto de me "emprestar" um anjo para eu amar e cuidar. E cobrou minha fé, ao levar Kat de volta, mesmo partindo meu coração de saudade."




Clique e visite 





Voltar ao topo