Mostrando postagens com marcador Dia das Mães. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dia das Mães. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dia das Mães - Tudo o que o amor supera

Aqui tem um pedacinho do depoimento da minha amiga A. Eu a admiro demais, gosto dela demais, e acompanho sua história com interesse e com carinho, torcendo a cada obstáculo ultrapassado. Afirmo que ela é uma mulher especial, como todas nós gostaríamos de ser: bonita, moderna, culta, descolada e, principalmente, corajosa.



"(...) Aos 2 meses de gestação, com sangramento e fazendo ultrassom, a médica (fria como um gelo) disse: "a sua gravidez parece ter sido interrompida, não há sinal de batimento cardíaco e o tamanho do feto é inadequado. Volte daqui uma semana para vermos se ainda há vida".

Passados os 7 dias, voltei ao ultrassom e lá estava meu pequenino bebê com vida! Aos 6 meses de gravidez, voltamos de mudança para nossa cidade. A gravidez foi tranquila, até desconfiarem de um possível problema no cérebro, no entanto não sabiam dizer o que era. (...) Nasceu.

Quase o perdemos por diversas vezes. Juntando as dificuldades com as quais o bebê passava, a insensibilidade dos profissionais que o atendiam, a incapacidade dos médicos em diagnosticar, os tratamentos errados, etc ....foi um período de muito sofrimento. Sofrimento para o bebê que passava por exames e tratamentos invasivos ao seu pequenino e frágil corpinho. Sofrimento para nós que não conhecíamos suas necessidades e não sabíamos  o que fazer, pois não havia um diagnóstico definido.

Aos 8 meses, dentre outras coisas, foi diagnosticada uma má formação na "ponte" que liga os dois hemisférios cerebrais: agenesia do corpo caloso. Foi como se a casa caísse em minha cabeça. Queria voltar no tempo, concertar o que estava errado. Refazer o exame. Mostrar que não era verdade. Não dava pra acreditar. Chorei. Chorei muito. Como eu podia ter gerado uma criança com problemas de saúde tão sério? Ele iria sofrer e a culpa era minha.

Dias depois, enquanto um dos médicos tentava me explicar as consequências da agenesia, perguntei: "mas doutor, ele vai querer pegar a caneta em cima da mesa e não vai conseguir, ou ele não terá vontade de pegar a caneta?" E o médico respondeu: "ele nem vai saber o que é querer pegar a caneta, nem saberá da existência da caneta".

Após o diagnóstico, nos deparamos com médicos pessimistas, mas também com médicos mais equilibrados que diziam "não dá para saber o que ele conseguirá ou não fazer, cada um é um caso diferente, temos que estimular e esperar". 

Passamos então por algumas fases muito difíceis. Primeiro a de luto. Sim, pois quando engravidamos, criamos uma expectativa, simulamos um filho, inconscientemente imaginamos como será a sua vida. 

Compramos aquelas revistas de grávida para acompanhar e ver que tipo de atividade nosso pequeno fará e em qual idade, acompanhamos as fases do desenvolvimento para comemorar quando o filho já engatinha, já fala, já bate palminha. Descartei minhas revistas, elas já não faziam mais sentido. O filho "idealizado" havia morrido. Tive que sepultá-lo.

Ainda no luto. Fiz vários questionamentos. Primeiro queria saber o motivo. Por quê? O que eu fiz de errado para que meu filho tivesse essa consequência? Por que comigo? Por que o MEU filho?



Quando as pessoas querendo confortar, diziam que Deus havia me escolhido para ter uma criança especial, porque sabia que eu era forte e tal. Como se houvesse uma cota de bebês com problemas para serem distribuídos entre "pessoas fortes". Ah, nessas horas, como eu desejava ser fraca!

Aprendi a não me chatear com o tapinha nas costas acompanhado de um "vai dar tudocerto, você vai ver" e com outras manifestações superficiais de preocupação. Passei a valorizar conversa com pessoas que realmente escutavam, dispostas a ouvirem meu choro e verem meu olhar cheio de dúvidas sem a preocupação de darem uma resposta. Depois, passei para a fase do "para quê?" Será que havia alguma finalidade? Se havia eu queria aprender.

Quando minhas forças, minhas explicações, se acabaram....quando eu realmente me esvaziei , dizendo para Deus o quanto eu estava magoada, indignada e inconformada com aquela situação... Quando me lancei totalmente, sem medo de dizer a Ele o que eu realmente sentia, Deus, como um pai amoroso, pode pegar-me ao colo. Eu me senti perto Dele. Acolhida e protegida.

Por mais doloroso que fosse, passei a agradecer a Deus, todos os dias, pela vida do meu filho. Passei a cantar, mesmo que ainda com dor e lágrimas, palavras de aceitação e de encorajamento para o meu tão pequenino menino. Nascia um novo filho para mim. Uma criança diferente sim, mas que eu queria conhecer e fazê-la sentir-se amada. (...)"



ATENÇÃO: 

Neste post, publiquei somente um trecho do depoimento de A. 



terça-feira, 31 de maio de 2011

Dia das Mães - Palavras não dizem tudo



Conversar é mais do que falar. Não basta articular sons, é preciso concatenar pensamentos. Silêncios são tão preciosos quanto palavras. Digo agora todas essas frases de efeito para preparar você para a leitura deste depoimento duro, triste e surpreendente. Trechos do texto que recebi da leitora G. sobre seu filho que se perdeu da família dentro da própria casa.


"Lembro que já há alguns dias ou alguns meses vejo essa mesma penumbra em meus olhos. No início culpei o cansaço. Depois a memória foi fazendo um caminho até chegar naquele dia em que, sem mais nem porque, ele deixou de me falar. Emudeceu não só comigo, calou-se com o pai, com o irmão. Resolveu nos punir por alguma coisa que não consigo entender. 

Muitas vezes me pergunto onde está o fio da meada, onde o deixei esquecido, quando foi que o perdi da minha vida. Acredita, eu acho, que silenciar é uma forma de gritar desesperadamente por atenção e que a indiferença é a melhor forma de marcar a nossa casa com sua presença. Não há comunicação.

Tento todas as formas de diálogo, tento todas as formas de aproximação e nada de respostas. Comecei a procurar uma forma de deixar marcado nele a certeza da minha presença. Claro que haveria de ter uma, afinal eu o gerei e o amamentei e nos comunicávamos pelo cordão umbilical e pelas batidas dos nossos corações, tão simples assim. 

Lembrei dele ainda bebê, quando ao voltar para o trabalho após a licença maternidade, deixava o meu coração nas suas mãozinhas pequeninas e a minha alegria nos seus olhos cheios de lágrimas chamando por mim.

Quando cresceu mais um pouco fizemos um acordo. Passei a deixar marcado em seu pulso ou na sua mão pequenina um beijo de batom. Era o nosso reloginho e o sinal de que eu ia e voltava, de que saía e chegava e de que a mamãe, mesmo distante, trabalhando, estava sempre pensando nele. 

Todos os dias, antes que eu saísse, ele me lembrava do reloginho. Um relógio que marcava as horas da minha ausência, o tempo do meu amor e todos os minutos e segundos que passava pensando nele, em como educa-lo, protege-lo e mais ainda como transmitir valores, sentimentos e atitudes nobres e importantes para um ser humano, imagem e semelhança de Deus. 

As vezes procurando uma resposta para essa ausência dele revejo os álbuns de fotografias que contam nossa história. Vejo meu menino sorrindo nas imagens, mas somente agora observo um sorriso diferente. Triste? Qual tristeza poderia tomar conta do olhar de um filho que foi tão amado, tão desejado? Não tenho resposta pra isso. Mas o sorriso diferente está lá. Talvez minha certeza de
que estava fazendo tudo certo não me permitiu enxergar e pedir ajuda para ele, para mim, para nós. 

Hoje depois de ver o que vi no reflexo do espelho decidi voltar a me comunicar com ele através do reloginho. È a minha forma de dizer, estou aqui, não esqueço de você, você é importante pra mim, quanta falta você me faz. 

É uma comunicação unilateral, mas tenho certeza que ainda que não responda, não me olhe, o devo fazer. Entro no seu quarto, pé ante pé, silenciosa, antes de sair parao trabalho e deixo o meu recado escrito em forma de batom vermelho. Todos os dias, como um rito, carregado de simbologia, mística, oração concreta, fica o meu beijo, agora no rosto, para que não deixe de ver ao se barbear. Quem sabe o menino que ainda há dentro dele, tenha direito de voltar aos seus olhos e reconhecer a comunicação, de amor, de carinho, de afeto, que existiu entre nós. Quem sabe seja possível desenhar novamente um raio de sol na nossa vida.

Esse "menino" completou 21 anos no dia 19 de maio. Estuda jornalismo, é um aluno brilhante. Fala e escreve muito bem. É meu filho e há 4 anos não fala conosco. Tudo começou quando, contrariando todos os prognósticos, não passou no vestibular para Direito. Não sabemos mais o que fazer. O sofrimento é grande demais."



Leia todos os depoimentos Dia das Mães - versão não comercial AQUI.

.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dia das Mães - Eu não gosto da minha mãe


Ela é carinhosa, divertida, acolhedora e amorosa, mas não consegue ser assim com sua mãe. Elas são estranhas uma com a outra. O pseudônimo é Fabiana e a distância que as separa me lembrou o filme Coraline.




"Não gosto de minha mãe. Sim, sei, é chocante, mas contra fatos não há argumentos. Desde sempre tenho lembranças pouco amorosas sobre esta mulher, exceto pelas de minha primeira infância. As poucas lembranças boas que tenho é de quando era muito pequenina e tinha vontade de ficar deitada em seu colo e de um único dia que chorei quando ela saiu para trabalhar, mais algumas  vezes e... só isso.

Lembro que nunca fiz muita questão de sua companhia, de sua conversa. Sempre me senti "a rejeitada", pois (talvez só na minha cabeça) ela só tinha olhos e amores para meu irmão. Até porque ela sempre fez questão de deixar bem claro que esse meu irmão era seu filho dileto.

Quando este meu irmão nasceu, diz a lenda que meu pai foi indiferente. Já quando eu nasci, dizem que ele ficou feito bobo e fez a maior festa. Isso gerou ciúmes no meu irmão e uma atitude que não sei denominar na minha mãe. Ela, para proteger meu irmão, me ignorou...

Nunca foi amorosa ou atenciosa comigo. Cumpriu todas as suas obrigações de mãe, mas apenas por ser mesmo uma obrigação. Não me lembro de ela me abraçar e me olhar com aquele olharzinho amoroso que
todas as mães têm - ou deveriam ter.

Resumidamente, nossa vida foi sempre assim: ela nunca fez questão de mim e eu nunca fiz questão dela. Sinceramente isso nunca me incomodou, levei minha vida sem ter parado para pensar muito nisso - pelo menos até agora. De uns tempos para cá essa situação tem me preocupado um pouco, já que agora ela já está com uma certa idade e sei que o momento de sua partida não está muito longe. Penso como será minha vida depois que ela se for...

Já tentei me aproximar, tentei quebrar um pouco o gelo, tentei recuperar, nem que seja só um pouquinho, o tempo perdido, porém, confesso, não consigo encará-la de frente. Quando conversamos, mal consigo olhar em seus olhos. Sinto repulsa e a recíproca é verdadeira.

Quando de aproxima do dia das mães, gostaria de abraçá-la com amor, dar um beijo em seu rosto já envelhecido e dizer o quanto a amo... provavelmente isso acontecerá, mas, infelizmente, não será com
todas as forças do meu coração..."

Atualizando com o comentário da Neli Rodrigues, porque traduz exatamente o que eu penso.

"Fiz algo que não costumo fazer, voltar ao blog das amigas p/ ler os comentários, mas como achei o máximo seu post com a história da Fabiana, voltei lá prá dar uma espiada nos coments. E acho que daria outro post, comentários que são na verdade, relatos de vida.

Foi um tema que mexeu com mta gente. Adorei o que o Alexandre Mauj escreveu, ele está certíssimo, o difícil é por em prática.

Apesar de mtas pessoas terem aconselhado a Fabiana a perdoar a mãe, a amá-la, isso não é simples assim. São mazelas de uma vida inteira, não se apaga da noite p/ o dia.


Bjs♥"

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dia das Mães - Sou Mãe Adotiva e Escolhi um Bebê


Nesta série sobre o Dia das Mães da vida real, diferente do idealizado nos comerciais de TV, tenho mostrado o depoimento verídico de leitoras que enviaram por e-mail suas histórias, sempre com pseudônimo, para preservar suas identidades. Hoje o tema é ADOÇÃO.

Adoção tardia é quando a criança adotada é maiorzinha, quando está crescida. Acho triste que sobrem nos abrigos as crianças mais velhas, gostaria que todas as crianças maiores fossem adotadas, mas entendo completamente quando uma mulher quer ser mãe de um bebê e faz esta opção na hora da adoção.

É um assunto polêmico, escolher ou não quem você vai levar para casa, afinal a gente não escolhe o filho que vai gerar, então por que escolher o que vai adotar? Só que há algumas razões que podemos explicar. Trago o depoimento de uma mãe que fez questão de adotar um bebê e explica seus motivos. Depois, clique nos links abaixo e conheça Glaucia, que adotou crianças maiores. Compare as diferentes visões e tire suas conclusões.




"Durante muitos anos eu vivia dizendo que havia nascido para ser tia. Vida linda: ama, lambe, (des)educa, mima muuuito... e na hora do choro devolve pra mãe!  De repente, eu me vi querendo muito mais da vida do que eu tinha, e sentia que me dedicar a uma criança faria de mim uma pessoa muito mais completa.


Adotamos, e o bebê é a melhor coisa que me aconteceu na vida. Disparado na frente! Não, as coisas por aqui não são só flores. Ele ficou bem dodói por esses dias, e eu queria tirar tudo dele e colocar em mim. Tem também o fato de que não temos babá em casa, então somos nós pra fazer praticamente tudo. Nosso bebê já tem quase um ano, criança dá trabalho, então não tenho mais folga. 


Bom, o que eu quero dizer é que estamos vivendo plenamente esse momento, e que ele não é feito só de risos, mas mesmo assim não poderíamos estar mais felizes. Eu já estou sofrendo só de pensar em deixá-lo quando voltar a trabalhar...

Existem mil motivos que levam alguém a definir dessa ou daquela maneira o perfil da criança que quer adotar. Trazer um bebê para a minha família significou trazer junto o cheirinho de bebê, o 'gugu dadá', o banho de piscina inflável no meio da sala, os primeiros passos... Cada um sonha de um jeito, é lógico, mas a maioria das pessoas que quer adotar uma criança quer ter tudo isso, quer viver essa experiência maravilhosa desde o comecinho.

As leis sobre adoção estão mudando no Brasil também para tentar agilizar todo o processo, já que muitas crianças só aparecem disponíveis para adoção no cadastro nacional quando estão mais velhas.

Espero que outras futuras mães possam realizar os seus sonhos, assim como estamos realizando o nosso. Do jeitinho que a gente imaginou. Fique com Deus".


Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial,escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade.
*

O tema adoção foi proposto pela leitora GLAUCIA do blog Super Criativo. Clique e leia mais sobre o tema! Glaucia também conta a história de Katia, que adotou 5 crianças grandinhas. Neste post aqui, Glaucia mostra seus filhos e dá sua opinião sobre adoção tardia.


terça-feira, 24 de maio de 2011

Dia das Mães - Minha Alma Gêmea

Hoje vou postar um trecho do depoimento da leitora L. Mais adiante, se ela concordar, postaremos o restante da história, que trata de amor e de união, trata de um time em busca de um campeonato. Por enquanto, só o primeiro capítulo, que já é emocionante.





''Sempre sonhei em ser mãe.Como ouvia minha mãe falar que se tivesse que viver sua vida novamente, não casaria, mas teria seus filhos com certeza, então acredito que deve ter ficado na minha cabeça. Conheci meu marido quando tinha 16 anos e ele 23. 

O que eu sabia também e que não me impediu de começar um relacionamento era que ele tinha um filho de 4 anos, V. (que hoje já tem 12 anos e está maior do que eu, pode?) que morava com ele. 

Como gostava muito de crianças me dei muito bem com V.. Acredito que o sucesso dessa relação aconteceu porque eu simplesmente o coloquei na minha vida. Levava-o para passear, brincávamos e algumas vezes ele até dormia na minha casa para termos um tempo só nosso. 

Meu marido sempre deixou bem claro que o filho vinha em primeiro lugar. E eu aceitava isso perfeitamente, pois eu pensava que se eu tivesse um filho, COM ABSOLUTA CERTEZA, ele também viria em primeiro lugar. 



Com o tempo vieram o respeito, o carinho, a cumplicidade e o amor. Quanto amor! E um amor recíproco. Hoje, V. é minha vida. Vivo para ele e ele vem em primeiro lugar. Mais do que qualquer pessoa no mundo. Ele é meu filho. E é meu filho MESMO! 


Sabe como é achar que aquela pessoa já faz parte da sua vida? Como almas gêmeas, mas sem a parte do romantismo? Como li num texto na internet ''ele não nasceu de mim (infelizmente), mas certamente nasceu para mim."







Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dia das Mães - Uma Estrela para Mim

A felicidade não cai do céu. É uma construção diária, pedrinha por pedrinha, árdua, cansativa, complicada, com desabamentos, com intempéries, mas é possível sim. Use suas mãos, seus braços e sua cabeça para alcançar suas metas, assim como Janine fez.


"Eu tinha 19 anos e ainda não tinha estrutura financeira.Comecei a namorar um rapaz do clube e em seis meses de namoro engravidei. O desespero foi grande, pensei várias vezes em abortar, chorava e, para amenizar as críticas e o preconceito, me casei com esta pessoa que eu nem amava ainda.

Com a convivência diária os defeitos se mostram e descobrí que ele era ciumento e tinha pseudolalia, a doença da mentira, e que ele nunca tinha ido ver a Copa do Mundo, como ele contava em detalhes. Não conseguia ficar em emprego nenhum, tinha compulsão por comprar e comia por impulso. 

Eu estava grávida, endividada, ele desempregado. Começava a me esperar no trabalho, sempre com ciúmes. Em um episódio, tive que ligar para a polícia,devido ao escândalo.

Eu conversava com a barriga, sentia que era menina, e meu instinto acertou. Desejava muito que ela não parecesse com ele, que tivesse olhos claros e traços da minha família, pois eu queria amá-la e não ver nela semelhança com a pessoa que me fazia infeliz.

Ela nasceu linda e saudável. No terceiro aniversário, voltei pra casa dos meus pais, comecei a limpar meu nome e repetí todos os dias: "É porvocê que eu levanto hoje para batalha, é pela nossa felicidade!"

 Melhorei de emprego, aos poucos "limpei" meu nome e encontrei alguém especial a quem eu chamo de alma gêmea. Somos muito felizes e sei que fiz a escolha certa."



Minha filha está com 6 anos, é adorável e angelical. Eu vejo hoje a dádiva que é ser mãe. Obrigada, filha, por ser um anjo que desceu pra me acompanhar. Obrigada Mãe, por todos os dias dar motivos pra eu te amar!


Obs. Imagem real das personagens desta história. Janine é um pseudônimo.

.

Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dia das Mães: O Risco de Cada Escolha


Alice fez uma escolha, buscando acertar e alcançar o melhor para ela e para seus filhos. Porém, a escolha de Alice foi baseada em uma informação mal dada por um médico. Cerca de 15 anos atrás, não havia tantos exames disponíveis e acessíveis, então era mais comum que alguns diagnósticos não fossem tão precisos. Com medo, tomou uma decisão da qual se arrependeu.





"Casei com 20 anos e sempre quis ter filhos logo, mas com 22 tive síndrome do pânico. Naquela época ninguém conhecia esta doença ainda, então sofri muito. Mesmo assim engravidei do G., continuei tomando meus remédios com muito medo, mas ele nasceu perfeito e hoje já tem 20 anos. Sempre tomei e tomo remédio de controle até hoje. Quando G. estava com 4 anos tive a minha filha R. que hoje tem 16.

R. nasceu com alguns problemas de saúde e somente um rim. Descobri quando ela tinha 2 meses, perdi o chão me senti culpada,  pensei que fosse dos remédios. O médico disse que eu não poderia ter mais filhos, pois correria o risco de ter outro com problemas mais sérios.

Depois de 5 anos, fiquei gravida de novo e, morrendo de medo de ter um filho com problemas mais graves, fiz um aborto. Foi a PIOR COISA QUE FIZ NA MINHA VIDA. Não se passa um dia sem que eu pense nessa criança, que era para ser minha, que eu joguei fora, porque é assim que sinto. Joguei fora.

Minha sobrinha foi fazer uns exames descobriu que também só tinha 1 rim e 2 úteros. Descobriram que era um problema genético na nossa família, ou seja, não era somente em mim. Percebi que eu poderia sim ter levado a gravidez adiante, eu poderia ter arriscado a ter aquele filho e não arrisquei!

Meus filhos são uma bênção de Deus, mas sempre fico imaginando o que ELE vai me tirar por ter feito o aborto. Sinto muito arrependimento.

Obs. A minha filha R. nunca precisou fazer hemodiálise, pois o rim que ela tem funciona pelos dois."



Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!


terça-feira, 17 de maio de 2011

Dia das Mães - Sem querer querendo

Nem sempre as coisas saem do modo que planejamos, nem sempre temos o controle das situaçõe sque vivemos. Neste momento, é preciso avaliar os prós e contras e encarar com toda a força na decisão tomada. Veja o que nos conta Luciane em seu depoimento.


"Acabei de descobrir que estou grávida. Minha primeira gravidez. Há 4 anos , meu médico me diagnosticou com a Síndrome dos Ovário Policísticos, e me explicou que talvez eu tivesse dificuldades para engravidar. Na época tinha 28 anos e isso mexeu demais comigo, mas estava em início de namoro e não tinha planos para engravidar, então pedi a Deus que "fosse feita a sua vontade".


imagem daqui


Em dezembro de 2010, o mesmo médico me diagnosticou com um mioma no útero e dois cistos, um em cada ovário. Solução? Cirurgia imediata. 

Em 06 janeiro de 2011, problema resolvido. Quando voltei ao consultório ele me avisou que se eu quisesse ser Mãe deveria começar as tentativas logo, pois ele não garantiria quando eu conseguir engravidar. E eu? "Doutor, vamos com calma. A casa está quase ficando pronta, só mais uns 8 meses, aí sim, quando estivermos lá, podemos começar a tentar",  Resposta dada de comum acordo com meu noivo, que já tem um filho de 14 anos.

Pois é, só que pedi a Deus que "fosse feita a vontade d1Ele", e assim seja.  Engravidei no terceiro mês após a cirurgia, tomando anticoncepcional. Fiz o exame na sexta-feira (29/04), mas só peguei o resultado na segunda (02/05).

A reação do meu noivo? Péssima. Desde a abertura do exame ele mal fala comigo, e nem ao menos me perguntou nada sobre a gestação. Ainda não fui ao médico, minha consulta está marcada para a próxima segunda-feira. Estou realizando um grande sonho, mas até agora não consegui ficar feliz. Há 5 dias sou uma montanha russa de sentimentos.

Ainda não sei como será, só sei que esse bebê será muito amado, nem que seja somente por mim! 

Somente uma pessoa sabe da gravidez, uma amiga. Queria contar a mais alguém, e vendo os depoimentos, resolvi escrever a história para você. Desabafei, e só não chorei pois estou no trabalho."




Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Dia das Mães - Por que não posso gerar?

Gabriela conta uma história que pode ser a sua e você nem desconfia... Fique atenta.


"Gostaria de deixar meu depoimento para talvez alertar algumas mulheres que tentam engravidar e não conseguem. Logo que casei, no ano seguinte já começamos os treinos para engravidar. Os médicos dizem que no primeiro ano é sempre normal não conseguir. Isso varia de pessoa para pessoa, de cada organismo, mas não se deve entrar em desespero nesse primeiro ano. 

A partir do segundo, sim, caso não consiga, deverá procurar ajuda médica, fazer exames para descobrir o que pode estar acontecendo. Eu passei de médico em médico e nenhum soube me dizer o que realmente estava acontecendo comigo. Fiz exames doloridos e todos os quais se possa imaginar e....nada!





imagem e-how.com



Meu marido passou por exames e os "soldadinhos" estavam um pouco devagar. Foi só tomar umas vitaminas e eles voltaram fortes. Mas esse não era o problema. Poderia atrapalhar, mas não era o fator primordial do fator não gravidez. Até que de tanto médico, acho que foram uns 9, resolveram me encaminhar para uma clínica de reprodução humana para pegar a fundo.

Foi lá, num exame que é uma cirurgia (com anestesia geral)  para diagnóstico de miomas, aderência de tubas ou endometriose que foi descoberto que além de miomas, que eu já sabia, pois deu uns 3 no útero que descobri num exame detalhado de ultrassom, que tenho endometriose.

A endometriose é uma doença que vem de mansinho, no início não sente dor e leva uns 4 anos (foi o que eu levei) para descobrir e quando se é diagnosticado ela já está em estado avançado. É a doença da modernidade, pois as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde e quanto mais tempo menstruando, mais a parede do útero de descamada e com isso vem a endometriose. Os sintomas são dores intensas mesmo antes da menstruação e durante, as cólicas são insuportáveis.

A endometriose é, em palavras simples, uma ferida no útero, ou em qualquer região do órgão reprodutor, que impede do óvulo se fixar e você até pode engravidar, mas na próxima menstruação vai perder. Existem casos que mesmo com a doença, a pessoa engravida. Mas é uma gravidez de risco, com muitos cuidados.
Infelizmente, não há cura para isso, apenas tratamento e ao passo que você deixa de fazer esse tratamento, ela volta.

Hoje eu estou levando, apenas tomando uns remédios para controle da dor, pois no meu caso, apenas com a retirada do útero vou melhorar. E não quero isso agora, pois iria entrar em menopausa com apenas 35 anos. Vou prorrogar enquanto der.

Fiz todos os tratamentos para endometriose, tomei remédios fortíssimos, que inclusive é usado para câncer e o resultado que enquanto você toma faz efeito, parou, volta. Hoje meu organismo está sofrendo com as consequencias. Excesso de enxaqueca, visão turva, pele oleosa, espinhas no rosto, etc...Mas, eu resolvi parar de sofrer, encarei de uma forma menos dolorida, que se foi essa a missão que Deus enviou para mim, eu vou aceitar e sem reclamar.

Se não é para ser mãe biológica, vou ser mãe de coração, mas vou confessar que ainda não estou pronta para levar os papeis na Vara da Infância. Tudo tem o seu tempo. Coloquei novos objetivos na minha vida para esquecer tanto sofrimento e a "gestação" ficou em segundo plano. Sei que minha hora vai chegar, mas não é agora. Estou cuidando de mim, da minha saúde e quero ser feliz. 

Passei 5 anos sofrendo por isso. Esse depoimento é um alerta para essa doença que destrói aos poucos e para abrir o olhos e ver que ainda há uma luz no fim do túnel. Uma querida amiga certa vez me disse, você quer ser mãe ou quer ter um filho? Eu respondo, quero ser MÃE e não importa de onde ele vem."





Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!




Por uma falha mundial no BLOGGER, todos os comentários deste post foram excluídos. Sinto muito!


Este comentário foi deixado por uma leitora que pediu anonimato. Eu a conheço e adorei o relato.

"Eu tinha exatamente 23 anos ,quando num show do grupo Ultraje a rigor uma pessoa me contou que havia dado carona a uma mulher até maternidade e que a mulher não queria aquela criança.

No outro dia de manhã estavávamos eu e meu marido na maternidade para conhecer o nosso filho.Foi lindo eu o peguei e toda feliz falei "você o gerou para nós".  Quando ela falou que já havia dado o bebê outra familia, meu Deus, pensei que fosse pirar. Falei: por favor ele é nosso!

Como era coisa de Deus, ela falou: tudo bem,amanhã terei alta e podem buscá-lo. Parece coisa de novela,sai em pleno sábado para comprar roupinhas, móveis e tudo mais. Nunca fiz exame nenhum, nem  pensava em adoção, mas Deus já havia preparado tudo e quando ELE prepara sai de baixo, é um luxo só.

Resolvi escrever um pouco da nossa história para que as mulheres possam ver que ser mãe não é necessário gerar,basta ter AMOR para dar. Nesse caso a gente recebe mais do que dá."


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dia das Mães - Quebrando a corrente do distúrbio bipolar


O transtorno bipolar do humor, também conhecido como distúrbio bipolar, é uma doença caracterizada por episódios repetidos, ou alternados, de mania e depressão. Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema alegria, euforia e humor excessivamente elevado (mania), e também a episódios de humor muito baixo e desespero (depressão). Entre os episódios, é comum que passe por períodos de normalidade. Do Wikipedia.





Leia o depoimento da Angela e veja o que pode acontecer na vida de uma pessoa que tem que conviver com essa doença:


"Sou filha de mãe bipolar, sempre que era possível e que minha mãe estava bem, ela me dava muito carinho, amor e companhia, o problema é que ela sempre oscilava entre a normalidade total ou a uma completa insanidade mental.

Quando ela tinha suas crises, falava sozinha, mandava beijo para o espelho, se movimentava e fazia gestos estranhos e, em uma de suas crises, tentou o suicídio se jogando de uma ponte junto comigo. 

Eu tinha apenas quatro anos, quando minha mãe me segurou e me levou em direção a uma ponte. Me agarrei nas grades e comecei a gritar, não sei de onde tirei forças, ela desistiu e me colou no chão, mas em seguida tentou se jogar, eu me agarrei nas pernas dela e também consegui impedir que ela se jogasse.

Foi tudo muito triste. Meus pais se separaram quando eu tinha apenas 8 meses, e meu pai foi embora sem olhar pra trás. Fiquei a mercê da sorte com a minha mãe cuidando de mim.

Com o passar dos anos, comecei a frequentar a escola e as outras crianças, que sabiam da minha história. passaram a me xingar.

- Olha a filha da louca que tentou afogar ela na privada!

- Sua mãe é doida!

E coisas do tipo. Apanhei muito na escola e me maltrataram demais física e psicologicamente falando. Hoje chamamos isso de Bullying.

Quando minha mãe chamou meu pai pra falar o que estava acontecendo na escola, ele só disse que se eu estava apanhando porque merecia.

Devido a falta de assistência da minha mãe por causa da sua doença, sofri várias abusos de vizinhos e parentes. Tinha perdido completamente a fé na vida e na humidade, mas com o tempo fui me conformando e entendendo certas coisas.

Me casei com um marido maravilhoso e temos um filho lindo! Não sabia se ia conseguir ser uma boa mãe, isso sempre passava pela minha cabeça durante a minha gravidez, mas sou louca pelo meu filho e tento dar pra ele tudo que não tive, principalmente amor.

Um dia meu pai me viu cuidando do meu filho e disse: - Nossa! Nunca pensei que você seria uma mãe assim, pensei que seria uma mãe FDP. É, ele achou que eu ia passar para o meu filho o que provavelmente os pais dele passaram pra ele.

Graças a Deus consegui quebrar essa corrente do mal e ser uma mãe presente, cuidadosa e muito protetora com meu pequenino!



Se quiser enviar o seu depoimento, sua história de vida sobre o Dia das Mães visto por uma ótica não comercial, escreva para fernandareali@gmail.com. Eu publicarei seu texto com pseudônimo para resguardar sua privacidade. Durante todo o mês de maio haverá depoimentos sobre as expectativas acerca da maternidade. Participe!








Atualizando com importante contribuição da Thaty


"(...)  acho importante esclarecer que existem níveis diferentes de bipolaridade. Eu tenho transtorno bipolar, porém num nível menos intenso do que o narrado no texto. Nas minhas fases de mania, não perco a noção da realidade. Além disso, é importante dizer que existe uma medicação que nos ajuda a manter os períodos de "normalidade". 

A maioria dos bipolares se adapta muito bem ao lítio, que controla as oscilações de humor. Com uso de medicação, sair da "normalidade" é ocasionado por situações que fazem as pessoas "normais" ficarem mais tristes ou mais felizes. Cabe dizer também que a bipolaridade não é um transtorno monstruoso que nos transforma em aberrações... 

Existem muitos pontos positivos, que nos dão até algumas vantagens em relação aos "normais". Bipolares normalmente possuem inteligência acima da média, são comunicativos e capazes de realizar diversas atividades ao mesmo tempo. Entendo que o depoimento carrega uma imensa carga emocional, cheia de mágoa. 

Nem todas as bipolares são péssimas mães como a do depoimento, assim como nem todas as normais são ótimas mães. Ainda não tenho filhos, mas me sinto preparada para recebê-los. Ser mãe é muito mais que ser "normal"... (...)"


Atualizando com a vivência do Lufe

" O Transtorno bi polar quando tem um diagnostico precoce e tratamento adequado, propicia uma vida normal e saudavel. A medicação é de uso continuo, diario e para o resto da vida.Os problemas normalmente surgem pela falta da medicação.


Este transtorno presumivelmente é genetico e se constatam outros casos na familia de quem sofre deste problema.Os bi polares normalmente são pessoas dotadas de grande inteligencia e trabalham, estudam, são mestres, doutores, exercem todas as atividades sociais sem nenhum problema. Quando o diagnostico é tardio, a pessoa pode apresentar tambem problemas psicologicos que são tratados com terapia como todas as outras pessoas "normais". Aprendi muito sobre este transtorno, pois sou pai de uma filha portadora. 


É necessário um bom acompanhamento profissional e a conduta do portador deve ser a de que possui um transtorno, controlavel atraves de medicação correta e que lhe permite uma vida plena.Por isso a necessidade da terapia. 


Minha filha leva uma vida sem grandes problemas (a não ser os de qualquer mulher de sua idade) faz sua faculdade, namora e leva uma vida social dentro dos padrões de hoje. O portador do transtorno, pode tambem ter outros problemas psicologicos graves como qualquer outra pessoa considerada "normal" os teria.


Os portadores sem tratamento adequado, podem nos periodos de depressão terem tendencia ao suicidio, como qualquer outra pessoa em crise depressiva grave. Por causa principalmente de preconceito, as pessoas normalmente não se revelam, mas muita gente ficaria espantada com a quantidade de pessoas proeminentes, ativas, produtivas, socialmente integradas, mães e pais dignos do nome, que carregam consigo este diagnostico. "




.
Voltar ao topo Real Time Analytics