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terça-feira, 24 de maio de 2016

Celebrando o Amor Antigo





Este post foi feito em 2010, e volta agora na semana em que celebramos aniversário de namoro.







O AMOR ANTIGO


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.


Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.


Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.





Carlos Drummond de Andrade 
(Amar se aprende amando)


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cartas Extraviadas de Martha Medeiros


Leio um poema por dia. É hábito antigo.



Ler e pintar as unhas são dois hábitos relaxantes que procuro manter, porque fazem com que eu me sinta bem. Empresto livros, doo palavras, troco esmaltes, e vim trazer um pouco desse bem-estar para você que está lendo este post. Escolhi o vermelho Escarlate da Risqué para combinar com a capa do livro de poemas que reli nesta semana.


Ganhei esta dedicatória carinhosa da escritora Martha Medeiros e fiquei muito feliz por tê-la conhecido ao vivo. O livro foi um presente da querida amiga Caren.


Martha é mais conhecida por suas crônicas, suas palavras certeiras, que nos abraçam e nos refletem, mas pode acreditar que ela é uma poeta da melhor qualidade.




“que a casa tenha se mantido de pé ainda compreendo
é feita de cimento, tijolos, artigos rudes e mãos ásperas 
mas nossa estabilidade foi de uma categoria insuspeitada 
nós que fomos feitos de sentimento, sangue e inocência
mantivemos o equilíbrio e o bom senso e descobrimos 
que somos também fabricados com material resistente 

ainda hoje te surpreendo emocionado e me pega re
fletindo as cortinas balançam na sinfonia de nossos silêncios 
entretidos sabe-se lá com que pensamentos fantasiosos 
eu queria estar aí dentro para acarinhar tua alma generosa 
e assegurar que nada ameaçará vibrar nossas paredes 
somos sólidos e aderentes e manteremos de pé a casa da gente."

Martha Medeiros



O que você está lendo nesta semana?

sábado, 19 de outubro de 2013

Esmalte e Poesia




Hoje, dia 19 de Outubro de 2013, comemora-se os 100 anos de nascimento do poeta Vinícius de Moraes. Para marcar esta data, escolhi o tema poesia para a nossa blogagem coletiva de esmaltes.





A família de Vinícius reformulou todo o seu site, disponibilizando e organizando melhor o material para pesquisa. Sensacional! www.viniciusdemoraes.com.br


Um dos meus versos favoritos de Vinícius está na canção Felicidade:

"A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor"

*


Esmalte cremoso Estée Lauder e uma camada do cintilante Milan Style Nude de O Boticário.



Unhas alaranjadas combinando com a capa do livro que escolhi para ilustrar o tema de hoje.


O livro Toda Poesia é uma coletânea de poemas e hai kais de Paulo Leminsky, escritor curitibano, já falecido. 




Para mim,  POESIA é algo para consumir diariamente, porém, com parcimônia, como se fosse um chocolate ou como se fosse um licor. Ler de uma só vez um livro de poemas tira o sabor, o prazer da degustação.





Um dia sem poesia fica sem graça, mais rude, sabe? Um dia com um poema fica mais suave, mais doce, mesmo que seja um poema ácido ou sarcástico. Você tem esse hábito de consumir um poema ao dia?


Nessa imagem, unhas com esmalte preto usado no post Acessórios (clique)



"Os problemas não se resolvem, os problemas têm família grande..."




Se na sua cidade não há livrarias ou bibliotecas, você pode ler versos ou poemas inteiros na internet. 


Meu poeta favorito é Drummond e eu vou deixar versos dele para você ler, se deliciar e compartilhar:



"O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar." Carlos Drummond de Andrade



O Amor Antigo (clique)

Inconfesso Desejo (clique)

e um trecho de Viver Não Dói


"(...) Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."

Carlos Drummond de Andrade


 (para ler na íntegra, clique)

*

No dia 26 de outubro, o tema é Esmalte e Economia
Como você lida com seu dinheiro, cartões, contas, moedas?




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