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terça-feira, 24 de maio de 2016

Celebrando o Amor Antigo





Este post foi feito em 2010, e volta agora na semana em que celebramos aniversário de namoro.







O AMOR ANTIGO


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.


O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.


Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.


Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.





Carlos Drummond de Andrade 
(Amar se aprende amando)


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Lembranças da Adolescência


Hoje vou mostrar algumas lembranças de namoro da época da adolescência, como esta caixa com escritos de amor, que escrevi e que recebi do meu namorado.


O papel que usei para forrar a caixa continua intacto.



Dentro, bilhetes que recebi e que enviei, tickets de teatro, marcadores de livros, cartas, recortes de jornal de coisas que foram importantes para nós dois.

Um vidrinho com "pílulas de amor" que fiz para ele.



Deveria abrir e tomar uma pílula de amor ao dia:


As pílulas eram, na verdade, pequenos pedaços de papel com frases, trechos de livro e de poemas de que gostávamos.



Mesmo se não fôssemos nos encontrar naquele dia, ele poderia me sentir por perto ao ler uma pílula de amor.



Note que estou contando fatos do século XX e que eu nunca namorei à distância por internet, MSN, ICQ, Whatsapp, Twitter, somente usando papel e caneta...



Nossos códigos e desenhos se mantiveram preservados desde a adolescência até os dias atuais, passando por 20 anos de casamento e mais um tanto de namoro. Pequenas lembranças que nos unem e que gosto de guardar.




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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Viver não dói - Dia D Drummond


Viver não dói (Drummond)




"Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. 

Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."

Carlos Drummond de Andrade


Postei este texto em Julho de 2009, mas achei boa ideia trazê-lo novamente, já que o releio sempre e faz parte da minha vida.

*



Adoro Drummond e trago um texto dele hoje, dia 31 de Outubro, pois quero celebrar seu aniversário. Aceitei o convite da Vanessa Anacleto, do blog Fio de Ariadne, para relembrar Drummond nesta data.


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"Espalhe-se a ideia, tão simples quanto ambiciosa: transformar o dia 31 de outubro, data de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, num dia de grande comemoração." leia mais aqui




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