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sexta-feira, 19 de maio de 2017

A morte da Gabi



O post que eu nunca gostaria de escrever é este, com as palavras definitivas: Gabi morreu. Como diz a música, tristeza nao tem fim, felicidade, sim.

Minha foto preferida, um beijo entre tantos que ela me deu.


Raramente ela ficava sozinha, e assim que eu chegava, corria para lhe dar um "cheiro". Por 14 anos, ela teve cheirinho de Grando Bebê. 



Quando estava gorduchinha, antes da cirurgia de 2013.



Na sexta-feira, dia 12 de Maio, deitada no meu colo, às 6h 38min de uma manhã de sol, Gabi suspirou e parou de respirar. Foi assim, suavemente, sem gemer, sem desmaiar, sem ter dor aparente, sem convulsões, somente um suspirinho e fim.

Última imagem, uns minutinhos antes de morrer

A veterinária já havia dito que o fim estava próximo, os exames não estavam bons, cardiopatia grave, coração aumentado, fraquinho, prolapso. Ajustou a medicação e me advertiu dos riscos. 

Temos tantas fotos, mas tantas, e eu escolho as de sempre, as que têm mais valor afetivo.

Helena e Gabi, dormindo juntas, em 2003


Muitos beijos


Helena e Gabi, dormindo juntas, em 2017.



Gabi nos deu 15 anos do mais puro amor, Gabi recebeu sempre o nosso melhor, atenção, carinho, cuidados. 


Ela era do tamanho de uma latinha de refrigerante.
 

Era magrinha e estilosa. 

Amava sentar nas cadeiras da varanda


Helena e Gabi (Guga já estava na minha barriga)

Eu digo sempre que só tive filhos humanos porque eu gostei muito de ser mãe da Gabi. Ela me mostrou que eu poderia criar alguém, que eu saberia me doar.



As pessoas nem imaginam a sua doçura, pois têm em mente que pinscher é um tipo feroz, agitado, encrenqueiro, mas isso não acontecia com Gabi. Era meiga, delicadinha, inteligente, me entendia sempre. 



Há cerca de um ano, ficou cega, mas andava pela casa e pela varanda como se enxergasse, muito espertinha. Assistia todos os filmes comigo, era fã de BBB, não perdia um cineminha na minha cama.


Quando viajei, sempre a deixei em casa, com pessoas de confiança, que cuidaram de Gabi como eu cuidava, pessoas que estavam com ela desde bebê. Ela não sofria a minha ausência, mas eu sofria a dela, e eu chorava antes de dormir. Quando voltamos de viagem, no dia 1º de Maio, ela estava remoçada, ágil, e a tia Lekka contou uma história de que os doentes melhoram antes de morrer. Levei na brincadeira, mas foi o que aconteceu. 


Isa sentiu a partida da Gabi, mas estamos dando bastante atenção a ela.


Não estou sofrendo pela morte da Gabi, porque venho me preparando para isso desde 2014, então tivemos 36 meses de "sobrevida", e foram 36 meses maravilhosos. Estamos bem, todos tranquilos e gratos, porque Gabi não teve nenhum minuto de sofrimento.

Como disse a Dra Aline, a chama vai ficando fraquinha, até que vai-se apagar. Apagou a nossa chaminha, eu choro de saudades, mas não de tristeza. Obrigada a cada pessoa que deixou uma palavra de carinho, a cada pessoa que deu carinho à Gabi, muito obrigada.

Um obrigada especial às mães de cachorro com quem convivo, que se dedicam 100% aos seus filhinhos de 4 patas: Caren, Helliayse e Ana Luiza.


Este post participa da blogagem coletiva 52 Semanas de Gratidão, da amiga Elaine Gaspareto, mãe de cachorros como eu.






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