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Mamãe, o que é puta?

em 11/10/2011




Não costumo dizer palavrões e nem fui acostumada a ouvi-los. Mesmo adulta, só digo se explodir, furiosa com algo, o que não é frequente. Então me vi numa saia justa dias atrás.

Helena tinha acabado de me perguntar: - "mamãe, o que é puta?"  E foi só o começo... Respondi que é um xingamento e evitei aprofundar a questão além da curiosidade dela. Estávamos vendo o Rock in Rio na TV, quando Dinho Ouro Preto falou todos os palavrões do mundo: p***, p****, c******, e muita coisa mais. Claro que NÃO mudei de canal. Não se ensina nada escondendo a realidade, mas fiquei insegura em como explicar palavrões para uma menina de 8 anos e recorri à minha amiga psicóloga. Veja como ela lida com estas situações.

Luh e K.


Depoimento da minha amiga, Luh, psicóloga e mãe de K. de 9 anos.

O mundo adulto tem dessas coisas. Não tem como fugir, mas sempre expliquei que xingamentos são apelidos feios que adultos inventaram para coisas da vida. 


Mais ou menos um ano atrás, em um dos mil trajetos de carro que fazemos vida afora, passa o vídeo clip de "Amor e sexo" de Rita Lee. E vem a bomba: "mamãe, o que é sexo?"

A pergunta pairou intermináveis 30 segundos no ar, enquanto minha cabeça girava como uma batedeira industrial, buscando, escaneando, modo busca a mil por hora, qual a melhor resposta? Optei pela simplicidade.

"Filha, sexo é quando um homem e uma mulher juntam seus sexos (o piru e a pixoca)  buscando prazer ou fazer neném, lembra das aulas que teve sobre reprodução na escola, que deu os nomes corretos, que são pênis e vagina? Só adultos fazem, crianças não podem nem devem fazer sexo, ok?  "Por ora, ela se deu por satisfeita. 

Tô esperando a oportunidade de explicar tudo o mais que ela perguntar, caso não busque a informação por si mesma. Apenas temo informação equivocada, ou crenças inúteis. Entendi que não posso mentir, chutar prá escanteio, nem tirar dela a oportunidade de ter uma resposta esclarecedora vinda de mim.

Daí em diante, ela me pergunta frequentemente o que não compreende, e eu tenho muito prazer em arriscar dizendo a verdade, e desenvolvi um verdadeiro glossário sobre palavrões, que eu falo bastante, infelizmente."

Luk e K.


Sobre minhas dúvidas, Luh explicou:

"Eu diria que tem mulheres que são chamadas de puta como uma forma ofensiva, com a intenção de tentar mostrar que uma mulher que não merece respeito, ou seja, é um xingamento. Prostituição pode ficar para ser explicado mais tarde, precisam entender melhor o valor e a importância do dinheiro para alcançar porque mulheres precisam ou escolhem vender seus corpos. A palavra puta também ganhou um significado de grande. Por exemplo, uma puta música, um puta tombo, assim por diante.

Porra: falei que é um líquido que sai do pênis, piru, piupiu, quando o homem sente prazer no fim do ato sexual. No caso da K. isso ficou menos complicado, porque a escola dela já entrou em educação sexual, mas acho que vale um paralelo, sai meleca quando você espirra, e sai porra quando o homem tem prazer no sexo. 

Caralho: a esta altura do campeonato, ficou fácil, né? Um modo feio que os adultos tem de se referir aos bigulinhos, e levo pitcho dela o tempo todo porque, afinal de contas, eu falei que é feio falar palavrão. Ao menos ela entendeu que não pode ainda falar assim.

Talvez eu seja julgada por não oferecer uma educação de princesa, mas a prioridade que estabeleci, é preparar para o mundo. E tirando a beleza de nós, mamães, tem um mundo FEIO PRÁ CARALHO aí fora. Mostramos as flores, damos amor, e oramos. Que aprendam por bem, não é?"

*

Obrigada, Luh, pelo depoimento!

Só para situar os leitores: aqui no Rio de Janeiro, é usual falar palavrão, quase como se fosse uma pontuação, uma interjeição. Nem sempre é xingamento, mas sim modo de falar. Não sei se ocorre em todos os bairros ou classes sociais, mas aqui pelos arredores é habitual.

Veja minha proposta para a semana das crianças


Meu post sobre Luluzinha


Quer ver minha casa? Ela está no n. 222 do Mosaico da Rê


No blog Baú da Lola também tem conversa sobre SEXO hoje.




45 comentários:

  1. Oi Fernanda, segui o link no fb e me diverti.
    Sabe que às vezes a gente complica o que para eles é fácil, né? Uma vez o Bê chegou contando que a tia Lu (professora) tinha dito que não podia falar de Sexo na escola. Eu imaginei que numa turma de 18, com educações diferentes, era o melhor que a professora podia mesmo fazer. Mas quis deixá-lo à vontade. Então, em casa, disse: "filho, na escola não pode, mas em casa você pode falar. O que você quer falar?" e me preparei para as perguntas cabeludas ou depiladas, mas eis que meu pequeno estufa o peito e grita: "SEXO!". Pronto! Tarefa resolvida no momento! rsrs Foi muito engraçado na hora, mas sei que em breve as coisas serão mais profundas. rsrs
    Adorei o post.
    Beijos.

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  2. Eu amei!! Procuro responder as perguntas cabeludas dos meus alunos da maneira mais verdadeira possível, sem prolongar demais o assunto, mas também sem esconder nada, Respondo extamente o que me perguntaram e se fico em dúvida sobre o porquê da pergunta questiono onde ele (a) ouviu e porquê quer saber, então respondo dentro de sua curiosidade.

    Estou amando os posts dessa semana! Tema amplo e delicioso de tratar...

    Beijos!!

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  3. Muito bom!!!!! Adorei o depoimento da Lu e a forma de abordagem no blog!

    Cathy me perguntou estes dias também o que é sexo...não sei porque na hora entendi que o sexo que ela queria saber era sexo masculino e feminino..aí ficou fácil e não entrei na parte mais complicada da explicação. rsrsrs

    Mas tenho certeza que daqui a pouco, eu chego lá...ou melhor ela chega! rsrsrs

    beijosss

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  4. Oi Fernanda, uma vez o Pietro me perguntou o que é puta eu respondi é uma moça que cobra pra beijar na boca e ele : Esperta né mae? Eu ri.
    Não tenho psicologia adoraria, cometeria menos erro, mas procuro responder sem mentir.
    O Francesco tb me perguntou algo semelhante:
    http://baudalola.wordpress.com/2011/10/11/sexo-como-expl…ra-as-criancas/
    bjao.
    Lola

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  5. Muito bom esse post e o depoimento da Luh, eu tb sempre tento explicar, enfatizando porque não se deve falar. Tava pensando esses dias que geralmente eles nao repetem palavrões porque ouvem na tv, e sim porque os coleguinhas falam. Aí pensei: esses coleguinhas certamente devem ouvir os pais falando sem parar. O lance é esse, a gente ficar atento e evitar até o singelo "merda" e "fodeu", que inclusive eram frequentemente utilizados por mim, to tentando largar o vício ainda rs... beijo querida

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  6. Fê, adorei seu post.
    Bjinhuxx carinhosos.

    ♥ TAMI ♥

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  7. Fer, eu ainda não passei por isso, pq Ana tem só 3 anos, mas não é facil na hora a gente se sair bem. Obrigado por compartilhar o depoimento da Luh.
    Bjs em todos.

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  8. Nessas horas dou graças a Deus não ter filhos...rsrs... Ele ia ficar louco comigo. Pois eu confesso: falo muito palavrão. Mas todos aqui em casa falam e não fica tão perjorativo se não falassemos nunca. É um ato de explosão, desabafo.
    Agora lembro de uma vez que estava com meu irmão que mora nos EUA e meu sobrinho que na época devia ter uns 4 a 5 anos e estavamos no carro nós 3. E meu sobrinho pergunta:
    - Tio Duda como é que faz nenem?
    Meu irmão ficou parado e disse que ele perguntasse ao pai dele, pois o Tio Duda não tinha filhos...rsrs...Me deu vontade de rir na hora. Essas crianças pegam a gente desprevinidos mesmo!
    Beijos
    Adriana

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  9. Fernanda, que maravilhoso esse post!
    Realmente é muito complicado ter que explicar tudo isso de forma didatica a uma criança.
    Aqui em casa me surpreendo as vezes com minha filha de 11 anos mas devagar vamos achando o caminho pra responder nosso filhos!

    Beijos ") @NanaP_inho
    http://meninacajuina.blogspot.com
    http://eutocorrendo.blogspot.com/
    http://gordinhasdointerior.blogspot.com/

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  10. É, Fer... não é fácil! Passei pela situação de não conseguir explicar pra Sofia o que era uma camisinha... Mas conversando com algumas pessoas, hj já explicaria numa boa. Sobre a puta eu diria o que a Luh falou msm: q algumas pessoas criam apelidos para xingar outras. São coisas sem noção, mas q as pessoas fazem e q devemos respeitar os outros, não xingando nem criando apelidos pra ngm.
    Mas foi bom ler sobre isso! Pq afinal eu vou precisar conversar sobre o assunto com a Sofia!
    Bjks

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  11. Fernanda,

    Questão complexa, evitei ao máximo qualquer manifestação dessas aqui em casa, até um dia em que a empregada tropeçou bem em frente ao Felipe e largou um PQP. Não teve mais jeito, e como o moleque é danado tentou testar ao máximo, expliquei o que era e que geralmente só usamos em casos extremos, para exemplificar, parei para ver o jogo com ele e disse que na torcida muitas vezes se fala palavrão e deixei que ele falasse a vontade. Passou!
    Hoje, ele não fala, o máximo que sai aqui é o "eta pega", expressão local. Mas os questionamentos continuam, semana passada ele me perguntou o que era sexual, na mesma hora recorri a wikipédia, dei uma explicação formal e perguntei onde ele tinha ouvido o termo, então expliquei a situação e ficou tudo resolvido. Ah, ele ouviu o termo em um desenho do Cartoon.
    Grandes beijos

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  12. Oi Fê,
    Adorei o post! tenho uma amiga professora que também dá ótimas explicações para o filho, eu ficava meio "chocada", mas é o certo!
    Bjinhus!

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  13. Oi Fernanda, nossos filhos fazem cada pergunta que tem hora que é dificil, sempre explico enfatizando, procuro não prolongar, em casa nunca falamos palavrões acho feio e vulgar, e pego no pé dele pois no colégio e nas brincadeiras com os amiguinhos, sempre sai algum.

    Tornamos eternamente resposaveis por aquilo que contruimos na vida dos nossos filhos.

    Beijokas

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  14. Fernanda,aqui em casa sempre procurei responder as questões sobre sexo, palavrões, drogas entre outros, sempre com a verdade, de forma breve e objetiva. Pois normalmente eles se dão por satisfeitos, a gente é que complica, rsrsr
    E a medida que aumentava a curiosidade ia aumentando os detalhes também.
    Eu e meu marido não falamos palavrão, por achar "feio" mesmo.
    Mas em compensação os irmãos dele falam palavrões demais e de todos os tipos,até os mais "pesados", rsrsrs Ou seja a cada encontro com os tios, era um tal de explicar isso e aquilo, mas o engraçado é que apesar de ouvirem e perguntarem o significado, nunca falaram... Acredito que pelo exemplo nosso mesmo.
    Me lembro inclusive de uma vez em que um colega de classe chamou a professora deles de "vaca" e ela começou a chorar. Meu filho se levantou foi até a carteira do coleguinha e bem calmo( ele sempre foi mais pro tipo quieto) olhou bem pro amigo e disse" Isso que você falou da tia Simone é muito feio, você vai lá perdir desculpas pra ela ou eu nunca mais vou ser seu amigo."
    Menina,o garoto levantou e foi mesmo pedir desculpas pra professora,rsrsrs
    Amei o post...
    Beijos.

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  15. Eu tento ser o mais natural e simples possível ao responder o Daniel. Afinal, não adianta rebuscar demais a resposta ou ignorar, a fase dos porquês está lá e não adianta fugir. rs
    Gostei da forma que a Luh aborda o tema e como explica o palavrão pra filha.
    Muito legal essa sua ideia de posts sobre crianças nessa semana!

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  16. Muito bom, ótimo post.Eu acredito que quando não temos o hábito de usar palavrões fica um pouquinho mais complicado para explicar...mas eu busco sempre usar a simplicidade, tentando responder unicamente o que me foi perguntado, assim não corro o risco de antecipar questões que ainda não passaram na cabecinha deles.Beijinho

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  17. Oi Fernanda, adorei o post.
    Sabe que tive a maior dificuldade de explicar o que é porra para a minha filha quando ela perguntou. Agora, já estou preparada para responder para a segunda quando ela perguntar. Aliás, acabei de ouvir alguém gritando "porra" lá fora enquanto comento aqui.

    Ótima participação na blogagem coletiva. Eu já estou com o meu post pronto esperando a hora para entrar. Hoje estou no blog da Nestlé e vou precisar esperar para postar outra coisa.

    beijos
    Chris
    http://inventandocomamamae.blogspot.com/

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  18. Fê,

    Eu sou meio esquentada e falo palavrões as vezes, mas não é usual, mas minhas filhas sabem que é palavrão e não falam (pelo menos na minha frente).
    Quanto a sexo, desde pequena dei 2 livros que falam sobre isso, (De onde viemos? e um da Marta Suplicy, que cont´wem capítulos com partes do corpo etc). Elas tem acesso aos livros e quando precisam vem e tiram a dúvida, mas com essa abertura, não sobra muitas dúvidas, pois elas leem e entendem, mas as vezes assistindo algo, sempre rola uma perguntinha básica e eu e meu marido respondemos com naturalidade. Acho que não há uma receita de bolo para isso, vai muito da criação dos pais e valores.

    Adorei asdicas.

    Bjão

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  19. Ser transparente é o ideal, porém nem sempre praticamos...

    Por puro falta de hábito ou de ouvir, sei lá... O máximo de palavrão que chega no cafofo, é droga e Merda! As crianças? Aprendem rapidinho...

    Uma boa tarde p/ vc Fê!

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  20. Muito legal a postagem. Eu tambem tenho uma filha curiosa e perguntadeira. Tudo que não sabe pergunta e eu decidi que não devo mentir ou ficar brava. Sempre respondo a verdade simples e curta e a cada nova pergunta ela mesma vai se aprofundando no assunto. Agora já tem 11 anos e já aprendeu a maior parte na escola ou no xingamento dos moleques no recreio. Então comigo é só tirar as dúvidas. Bjus

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  21. Ai que vergonha...de 10 palavras que falo numa frase, 8 são palavrões...kkkkkkk
    Meus meninos estão acostumados. Mas eu os ensinei a falar assim, só em casa ou qdo estão bravos com algo, ou qdo jogam video-game, bola, ou qdo vão na casa da avó, ou qdo brigam, ou qdo respiram...kkkkk
    Ai Fer! Não vou ser hipócrita. Falo palavrão e não implico com quem fala. Também explico tudo o que eles me perguntam, sem mentir, mesmo que a coisa seja absurdamente absurda.
    #prontofalei

    rsrsrsrs
    Bjs

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  22. Fernanda,
    nossa, sei que perguntas cabeludas virão e me lembrarei de vocês...hahaha
    ainda não me imagino nessas situações, mas já vou me preparando!
    adorei seu blog, e o depoimento da sua amiga!
    beijos gatonas

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  23. Tem brincadeira lá no meu blog para você se der passa lá.
    bruna-neiva.blogspot.com

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  24. hahahahahha #murry...
    Eu ganhei da Calu o livro Meu pai fala cada merda e Su #aos11 pediu para ler,disse que ñ pois tem muito palavrão,eis a resposta:
    "mãe,mais palavrão q meu pai fala?Já conheço todos." toma,pow,rsrsrs
    Eu não falo nem nunca falei palavrão,mas meu marido,minha sogra e uma prima falam todos e na frente das crianças...como vc bem disse aqui no RJ é mais uma interjeição do que um xingamento...então nunca rolou de perguntar o significado...kkkkkkk Bem apesar de tudo isso ñ permitimos que eles falem...ñ sei até quando conseguiremos,rsrsrs...

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  25. Menina, eu tô com medo dessas perguntas heheheh e olha q minha filha já tem nove anos! Mas na TV ela não assiste novela, e uso de computador é restrito... tb não educo ela pra princesa, pq sei q o mundo lá fora é f*da hehehe Mas procuro evitar que ela tenha contato com certas coisas e fico observando a linguagem dela qdo brinca com as amiguinhas... Na escola dela não tem aula sobre educação sexual, então tenho medo de ter q explicar o assunto e ela ficar "cuidando" cada vez que estou no quarto com o pai dela...rs... sinuca de bico amada!

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  26. Oi Fê, as minhas filhas já são adolescentes, mas passei por algumas situações destas e tentei explicar do modo mais fácil, outras vezes recorria ao marido que encolhia os ombros e tentava ser didatico. Certa vez a Marcella com 5 anos na época viu um travesti na rua e perguntou porque a mulher estava de biquini na rua? Eu sem querer, falei que não era uma mulher e sim um homem... pronto... armei a confusão, meu marido olhou prá mim e disse agora você vai ter que explicar a coisa! Lá fui eu explicar que era um homem que gostava de se vestir de mulher, aí ele escondia o pipi e põe o biquini e fica lá na rua.
    Marcella: Pipi??
    Eu: É filha, pipi o menino tem pipi e a menina perereca!
    Marido: Explica direito o que é pipi, Dé.
    Eu: Tá bom. Filha o nome certo do pipi é penis.
    Marcella: Ah!!!! Tendi
    Ufa!!!
    Então entrando na Telha Norte, ela toda saltitante, rodopiando grita a todos Penis...Penis... eu sei o que é penis!!!!
    Imagina nosso desespero, correndo atrás da criança pedindo pelamordedeus!!!! kkkk

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  27. Muito divertido seu post, e muito instrutivo! Minhas pquenas já me fizeram todas as perguntas possíveis... Minha filha mais velha quando tinha uns 8 anos foi dormir na casa de uma amiga muito "bem informada". Chegou em casa, me chamou no quarto dela e disse: "Mãe, a fulana falou que é assim, assim e assim. É verdade?" Eu respondi "é" E ela disse "eca" . Eu ri. Hoje ela tem 14 anos e nós ainda conversamos sobre tudo. Minha política é sempre responder a verdade sem me aprofundar no assunto. Claro que com o tempo as conversas ficam mais sérias e as vezes mais desconfortáveis, mas não tem nada que a verdade e uma mente aberta não resolva.

    Bjs,
    Ia

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  28. Adorei o depoimento da Luh, aqui com minha menina de 4 anos começaram as perguntinhas...ano passado foi a menstruação da mamãe, me viu trocando o absorvente e visivelmente preocupada, perguntou: Tá machucada, mãe ? Respondi que não, que era algo natural do corpo da mulher, que ela tb teria que usar absorventes qdo fosse mocinha, que não doía, etc....foi numa boa ! :)

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  29. Quando o meu filho Gabriel tinha uns 4 anos,chegou em mim e perguntou:
    -Mãe,o que acontece com quem "lembe"pinto?
    Quase caí morta...e em 1 minuto ,mil idéias passaram pela minha cabeça,tipo:o que esse menino andou vendo/ouvindo/presenciando/fazendo?
    Respondi com outra pergunta;
    -Por que é que você tá me perguntando isso?
    E ele;
    -Eu acho que quem "lembe" pinto fica com catapora!
    E eu:
    -Por quê?
    Ele:

    -Porque o Nêgo(meu cachorro),só fica "lembendo" o pinto dele e por isso que a barriguinha dele tá cheia de catapora!

    Só sei que a única reação que consegui expressar foi respirar aliviada!Ufa!!!

    Criança diz cada coisa!!!
    Gostei muito do seu post!
    Um abraço!

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  30. Oi Fernanda!

    Adorei o post! A minha filha ainda não está nessa fase, mas precisamos trabalhar a nossa cabeça para o dia de amanhã SEMPRE.

    Bjs

    Bertha

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  31. Que bacana. Gostei
    Aqui ontem minha filha me afirmou: Gay é menino que namora com menino e Gaga é menina que namora com menina.
    E daí? Deixei assim, né..
    Beijos
    Gabi
    www.minhas3meninas.com.br

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  32. Fernanda Sua Linda! Obrigada pelo link. Só agora vi.
    Brigadão.
    Lola

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  33. Fer, palavrões, estou contando minha experiência pessoal, que é relativamente parecida com a sua e da Luh. Pois as vezes a gente perde muito tempo e sofre com as explicações exageradas ou preconceitusas, quando para eles é simples.

    Abraços

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  34. Oi Fernanda. Nossa, deve ser complicado mesmo quando a criança pergunta essas coisas.
    Eu não faço a mínima idéia de como iria responder. Como não tenho filhos e não tenho intenção de ter (pelo menos agora) fico apenas lendo e imaginando a situação.
    Adorei o post, muito legal conhecer outras pessoas e saber como lidam com assuntos "difíceis".
    E obrigada pelas palavras carinhosas sobre minha entrevista lá no Tacho.
    Bjoka

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  35. Ah e eu adoro os presentes viu? Não só eu como o marido também. A caneca quando não está sendo usada por mim, está com ele, rs.
    Outro dia ela apareceu lá no blog junto com os biscoitinhos de maizena, rs.
    Bjoka

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  36. Hahahaaha muito bom Fer, criança às vezes deixa em várias saias justas...

    Adorei o post... =)

    Beijos.

    Raquel

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  37. Oi Fê!!
    Muito legal esta blogagem coletiva, ne?
    Adorei saber mais das amigas.
    Querida, muito bom seu post, adorei!
    Beijao e um otimo feriado

    http://blogdaclauo.blogspot.com/

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  38. Oi Fernanda, concordo plenamente com vc. O meu "filhote" já tem 30 anos e foi com 5 que ele fez a primeira pergunta constrangedora. Como nascem os bebes? Engoli em seco, lembrei de um livro que tinha ganho de minha antiga colega de trabalho, Regina Pereira, fui no meu quarto, peguei, trouxe e entreguei pedindo que ele olhasse e no final me chamasse que iríamos conversar. Qdo chamou, respirei fundo e lá fui eu. O bom é que nesse livrinho explica o nascimento das flores, dos bichinhos e depois é que fala dos seres humanos. Expliquei tudo de uma forma tranquila e sempre que ele me perguntou, eu respondi sem mentiras e de uma forma clara. Até hoje conversamos sobre tudo. Sempre fiz questão de ser uma mãe amiga e não uma mãe dominadora. Bjus.

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  39. O bom de tudo isso que a resposta que a genta dá, eles se conformam...Antes até ficava sem fala, mas falava logo o que era e pronto.Não dava muita firula na história, pois aí sim eles ficam curiosos...
    Um dia meu filho viu umas playboy na casa do Dindo e ficou curioso.Veio me perguntar se podia ver, ok!Veja com teu pai e vc vai ver que só tem meninas que nem eu...hahahaha...só que vc toma banho comigo e não com elas...Foi muito engraçado, ele olhou e nem mais se interessou...

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  40. Afff! já tive esse problema com palavrão aqui por casa, mas EU falo muito palavrão, mas no momento q vi meu filho falando me deu aquele estalo "Isso é tão feio", então acabei me reeducando!

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  41. Ixe, minha filha já se acostumou e não fala. Os homens da minha família e eu quando estou nervosa solto todos. Mas ela não fala não. A gente que falava quando pequeno. Eu e meu irmão achavamos graça e mandavamos todo mundo tomar pela janela do carro. Não levo muito a sério os palavrões, o sanguinho que sai de mim todo mês e essas coisas. Sexo que acho mais difícil mesmo! Hehehehe! Nada como palavras de quem estudou psicologia, não????

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  42. Obrigada, meninas, com um pouco de humor e boa vontade podemos nos entender e descobrir novos modos de ajudar os pequenos a compreenderem as coisas do mundo.

    Adorei os comentários, obrigada.

    Beijos.

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  43. Oi, querida conterrânea, finalmente consigo comentar teu post!

    Acho que honestidade e tranqüilidade sempre fazem bem e deixam as crianças à vontade para contar conosco em todas as situações. E o depoimento da tua amiga só veio confirmar isso!

    Aqui em casa as crianças sempre souberam os nomes corretos, mas cada um chama seus genitais como gosta e tentamos lidar numa boa com temas diversos.

    Quanto aos palavrões é difícil dizer a uma criança que não diga se é corrente no ambiente de convívio, né?! Crianças seguem os exemplos, não os discursos isoladamente...

    Obrigada pela participação e pelo belíssimo post!
    Beijo,
    Ingrid

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  44. Ei, Fer! Achei mto legal o que vc disse sobre não esconder a verdade. Mateus ainda tá pequenininho, mas já fico imaginando as perguntas que vêm por aí...rsrsrs.
    Vou seguir seu exemplo e responder com a maior simplicidade possível e limitando-me à curiosidade e compreensão de cada fase dele. Espero conseguir me sair bem qdo for responder suas dúvidas... Não adianta ensaiar, né? Afinal, eles perguntam o q a gente menos espera! hehehehe
    Bjos mil!
    Glau

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  45. Carai......Um puta post. Adorei pra caralho! Sorte a Helena ter uma mãe fodona!!! Kbça boa e aberta sem ser negligente! bjus!

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