sábado, 24 de junho de 2017

O filme Lion - solidariedade e gratidão


Eu assisti ao filme Lion umas cinco vezes. Gostei tanto que o indico para todo mundo. É um filme emocionante, sem ser meloso, tem uma história bem contada, tem um roteiro inteligente, tem uma fotografia linda, tem atores maravilhosos. Ele é baseado em fatos reais, mas mesmo conhecendo a história toda, ele nos surpreende. Ele mostra um homem tentando descobrir sua origem, pois foi adotado quando era pequeno, em um país distante, e sente necessidade de montar o quebra-cabeça de sua vida. Saroo é inteligente, é amoroso, é grato. Ele vê seu passado e seu presente com gratidão. Você pode assisti-lo na Netflix ou no Telecine Play. Clique para ver o trailer.



Em uma cena de Lion, Saroo está angustiado, conversa com a namorada sobre o que aconteceu, e ela, mesmo sem poder ajudá-lo a resolver o problema, o conforta estando junto com ele. Às vezes, a ajuda que podemos dar está apenas e tão somente na nossa presença, no desejo de estar passando um momento juntos. Leia mais sobre o filme Lion, uma jornada para casa.

Eu chorei muito, desde que a Gabi morreu, no dia 12 de Maio. O meu autocontrole só funciona durante o dia, ele desaparece na hora de dormir. Sinto insônia, sinto fome, como besteiras, engordei. Uma ansiedade e um nó na garganta tomaram conta de mim. Hoje, venho agradecer às amigas que me deram atenção, carinho, e que se dispuseram a passar um tempinho comigo. 









Unhas com esmalte Risqué Licor, hipoalergênico, cor de vinho bem escuro. 
Pintei em casa, dá para perceber os borradinhos.



Participe desta blogagem coletiva, um post por semana, ou quando for possível, conte o seu momento de gratidão e depois leve seu link lá para a minha amiga Elaine Gaspareto.   



sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como Ser Feliz no Amor e no Casamento


Ler sobre o amor e casamento não faz a gente saber amar, mas nos ajuda a refletir se podemos receber e dar amor de melhor qualidade.  Seguem algumas sugestões de textos e filmes sobre amor que li e vi no último mês.

Livro 365 Dias Extraordinários


O Dr. Flavio Gikovate, falecido no final de 2016, tem diversos livros sobre relacionamentos a dois, e este Para ser feliz no amor, mostra como o medo e a baixa autoestima podem destruir nossa vida amorosa.




"(...) O primeiro passo para a felicidade sentimental consiste em aprendermos a ficar razoavelmente bem sozinhos.

Trata-se de um aprendizado e requer treinamento, já que nossa cultura não nos estimula a isso. Temos que nos esforçar muito, já que os primeiros dias de solidão podem ser muito sofridos.

Com o passar do tempo aprendemos a nos entreter com nossos pensamentos, com leituras, música, filmes, internet etc. Aprendemos a nos aproximar de pessoas novas e até mesmo a comer sozinhos.

Pessoas capazes de ficar bem consigo mesmas são menos ansiosas e podem esperar com mais sabedoria a chegada de amigos e parceiros sentimentais adequados. (...)"



Já conheci casais em relacionamentos abusivos e, felizmente, aqui em casa não existe isso.  Qualquer desacordo ou desavença é conversada, porque nós sabemos que o diálogo é o caminho. Tentar ser o melhor ouvinte que puder é uma boa dica. Ouvir bem significa saber conversar bem, e isso gera o melhor entendimento.



Eu sou muito grata ao meu marido, meu companheiro de vida, que me inspira a estudar, aprender e a ser mais bem informada, me mostra lugares bacanas, me dá livros de presente, me desafia aprender. 



*

Para descontrair, trago duas comédias argentinas que atualmente estão na Netflix. Adrián Suar é o ator protagonista nos dois filmes. Un novio para mi mujer mostra um marido exausto do mau humor de sua mulher, que é grosseira e chata. Ele tem medo de pedir o divórcio e ter que aguentar sua ira, então decide arrumar um namorado para ela, acreditando que ela mesma vá pedir a separação se estiver apaixonada pelo sujeito. 



Nesta outra comédia, Dos más Dos, vemos dois médicos, que são sócios em uma clínica e mantêm uma amizade há muitos anos. Um dia, a mulher de um deles resolve propor que façam algo para movimentar a rotina do casamento, e sugere o swing, a troca de casais. Achei o filme bem divertido e com ótimos diálogos, mas o desfecho foi chatinho e moralista.



Por causa da alergia, continuo muito seletiva com os esmaltes, e o Manhatthan Last & Shine é seguro para mim, não causando nenhuma reação alérgica. Esta cor 540 Dark Dance é um vinho, com pitada de marrom, bem bonito para o Outono/ Inverno.





Leia mais sobre o Dr Flavio Gikovate no site Contioutra.

Clique AQUI e leia um trecho maior do livro Para ser feliz no amor.


Este post participa da blogagem coletiva da Elaine Gaspareto





sexta-feira, 19 de maio de 2017

A morte da Gabi



O post que eu nunca gostaria de escrever é este, com as palavras definitivas: Gabi morreu. Como diz a música, tristeza nao tem fim, felicidade, sim.

Minha foto preferida, um beijo entre tantos que ela me deu.


Raramente ela ficava sozinha, e assim que eu chegava, corria para lhe dar um "cheiro". Por 14 anos, ela teve cheirinho de Grando Bebê. 



Quando estava gorduchinha, antes da cirurgia de 2013.



Na sexta-feira, dia 12 de Maio, deitada no meu colo, às 6h 38min de uma manhã de sol, Gabi suspirou e parou de respirar. Foi assim, suavemente, sem gemer, sem desmaiar, sem ter dor aparente, sem convulsões, somente um suspirinho e fim.

Última imagem, uns minutinhos antes de morrer

A veterinária já havia dito que o fim estava próximo, os exames não estavam bons, cardiopatia grave, coração aumentado, fraquinho, prolapso. Ajustou a medicação e me advertiu dos riscos. 

Temos tantas fotos, mas tantas, e eu escolho as de sempre, as que têm mais valor afetivo.

Helena e Gabi, dormindo juntas, em 2003


Muitos beijos


Helena e Gabi, dormindo juntas, em 2017.



Gabi nos deu 15 anos do mais puro amor, Gabi recebeu sempre o nosso melhor, atenção, carinho, cuidados. 


Ela era do tamanho de uma latinha de refrigerante.
 

Era magrinha e estilosa. 

Amava sentar nas cadeiras da varanda


Helena e Gabi (Guga já estava na minha barriga)

Eu digo sempre que só tive filhos humanos porque eu gostei muito de ser mãe da Gabi. Ela me mostrou que eu poderia criar alguém, que eu saberia me doar.



As pessoas nem imaginam a sua doçura, pois têm em mente que pinscher é um tipo feroz, agitado, encrenqueiro, mas isso não acontecia com Gabi. Era meiga, delicadinha, inteligente, me entendia sempre. 



Há cerca de um ano, ficou cega, mas andava pela casa e pela varanda como se enxergasse, muito espertinha. Assistia todos os filmes comigo, era fã de BBB, não perdia um cineminha na minha cama.


Quando viajei, sempre a deixei em casa, com pessoas de confiança, que cuidaram de Gabi como eu cuidava, pessoas que estavam com ela desde bebê. Ela não sofria a minha ausência, mas eu sofria a dela, e eu chorava antes de dormir. Quando voltamos de viagem, no dia 1º de Maio, ela estava remoçada, ágil, e a tia Lekka contou uma história de que os doentes melhoram antes de morrer. Levei na brincadeira, mas foi o que aconteceu. 


Isa sentiu a partida da Gabi, mas estamos dando bastante atenção a ela.


Não estou sofrendo pela morte da Gabi, porque venho me preparando para isso desde 2014, então tivemos 36 meses de "sobrevida", e foram 36 meses maravilhosos. Estamos bem, todos tranquilos e gratos, porque Gabi não teve nenhum minuto de sofrimento.

Como disse a Dra Aline, a chama vai ficando fraquinha, até que vai-se apagar. Apagou a nossa chaminha, eu choro de saudades, mas não de tristeza. Obrigada a cada pessoa que deixou uma palavra de carinho, a cada pessoa que deu carinho à Gabi, muito obrigada.

Um obrigada especial às mães de cachorro com quem convivo, que se dedicam 100% aos seus filhinhos de 4 patas: Caren, Helliayse e Ana Luiza.


Este post participa da blogagem coletiva 52 Semanas de Gratidão, da amiga Elaine Gaspareto, mãe de cachorros como eu.






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